Câmara de Pindamonhangaba comemora Dia da Mulher e vereadora reafirma: ‘uma sociedade que não respeita mulheres não entende o significado de justiça’

Histórias de vida, relatos de superação, lutas diárias de coragem e determinação. Esses foram os momentos marcantes vivenciados na noite da terça-feira, dia 10 de março, no Plenário “Dr. Francisco Romano de Oliveira” da Câmara de Vereadores de Pindamonhangaba. Durante mais de 2 horas, diversas e diferentes mulheres da cidade participaram e foram homenageadas na Sessão Solene do Poder Legislativo da cidade que comemorou o “Dia Internacional da Mulher”.A solenidade foi realizada por intermédio do Decreto Legislativo nº 05/1995 e do Requerimento nº 350/2026, de autoria da vereadora Ana Paula Goffi. A parlamentar também presidiu o evento que contou com presença e participação dos vereadores Carlos Moura – Magrão, Professor Everton, Norberto Moraes, Rogério Ramos, Gari Abençoado, Renato Cebola e Professor Felipe Guimarães. Além da vereadora Ana Paula Goffi, a Secretária da Mulher, Família e Direitos Humanos, Magda Felix Pereira Alves e a oradora oficial da Sessão Solene, senhora Evanéli Aparecida Rezende participaram da Mesa Diretora dos Trabalhos da noite festiva.Abertura soleneNa abertura dos trabalhos e após os ritos oficiais iniciais, a vereadora Ana Paula Goffi ressaltou a importância da data para as mulheres. “Hoje precisamos dizer algo com mais honestidade: sabemos quanto as mulheres são importantes, mas o problema não é reconhecer e homenagear as mulheres, mas sim respeitar todas as mulheres”. Para a parlamentar, “o Dia da Mulher não é apenas para a realização de uma cerimônia bonita. Deve ser um momento em que toda a sociedade se pergunte: por quê é difícil pra uma mulher viver com segurança?” A vereadora Ana Paula complementou: “Mais do que celebrar o Dia da Mulher, que lembremos de algo simples: uma sociedade que não respeita as suas mulheres ainda não entendeu o significado de justiça”. Oradora oficialA Oradora Oficial da Sessão Solene, Evanéli Aparecida Rezende, também enfatizou a importância do respeito às mulheres nos dias atuais. Relatando sua história de vida, Evanéli apresentou sua vivência e experiências. “Me tornei terapeuta para ajudar as mulheres a curarem suas feridas não cicatrizadas por dentro, seus medos, seus traumas, seus bloqueios emocionais, dores estas que elas carregam através da violência que sofreram ao longo da vida, assim como eu sofri”. Em tom emocionado, a oradora oficial frisou que “a dor me ensinou a escolher o melhor caminho. A não ficar no papel de vítima e sim seguir adiante, curada e de cabeça erguida”. Finalizando, ela concluiu que “não é fácil ser uma mulher de personalidade forte, de ter coragem, de ter senso de justiça, de ser destemida e de falar a verdade. Escrever novos capítulos em nossa vida nos ajuda também a nos curar”.HomenageadasRecheada de emoção e com muita empatia, 8 mulheres receberam as homenagens da Câmara de Pindamonhangaba com a entrega de Diplomas de Honra ao Mérito por atuação em diferentes setores da comunidade. Foram lembradas as seguintes personalidades: Elaine Oliveira Rodrigues da Silva, Flávia Aparecida Thomaz Marcondes Pereira, Jandira Cezarina de Carvalho, Letícia Codinhoto Dantas Ribas, Maria José Otacílio, Nelbe Maria Caldeira de Novaes, Niuceia Fernandes Nogueira Vieira e Raquel Rosa Barbosa. EncerramentoNo encerramento da solenidade, a Secretária da Mulher, Família e Direitos Humanos, Magda Felix Pereira Alves, usou a palavra para lembrar que “ser mulher é um ato de coragem diária”. “Às mulheres de Pindamonhangaba deixo minha profunda admiração, meu compromisso renovado e que você acredite em sua história, acredite na sua força, e que este tempo seja para agir com coragem e sabedoria”, enalteceu a secretária.Logo em seguida, a vereadora Ana Paula Goffi também recebeu a homenagem alusiva a data especial da sua assessoria parlamentar e da senhora Sônia Veloso.Ao final, a Presidente da Mesa, vereadora Ana Paula Goffi, disse que “nós podemos muito mais. Somos mulheres para termos opinião, sermos mulheres sensíveis às causas mais urgentes. Somos mulheres para sermos parceiras, amigas e amorosas, mas temos o direito de sofrer, de sentir dor e ser olhadas com respeito”. Ela finalizou afirmando que “que a gente se una cada vez mais, que sejamos mais solidárias e que a gente traga os homens para este ambiente de debate e que busquemos sempre o respeito às mulheres”.

Prefeitura de Pindamonhangaba participa de reunião para alinhamento do fluxo de atendimento à mulher vítima de violência

A Prefeitura de Pindamonhangaba, por meio das Secretarias municipais que integram a rede de proteção e dos conselhos, participou na última quarta-feira (26) de uma reunião intersetorial realizada na Delegacia de Defesa da Mulher para alinhamento do Fluxo de Atendimento à Mulher Vítima de Violência, com foco na articulação dos serviços e no fortalecimento da rede de atendimento no município. Veja Também:Saúde de Pinda e Santa Casa alinham estratégias para fortalecimento do Posto de Coleta de Leite Humano Durante o encontro, os participantes discutiram o alinhamento de protocolos e responsabilidades entre os órgãos que compõem a rede de proteção, além da regulação de casos atípicos e das variáveis existentes nos atendimentos prestados às mulheres em situação de violência. A reunião teve como objetivo fortalecer a atuação integrada dos serviços públicos, garantindo maior agilidade, clarezas nos fluxos e efetividade nas respostas oferecidas as vítimas, independentemente da porta de entrada acessada na rede municipal. A Delegacia de Defesa da Mulher destacou a importância da correta orientação jurídica, do registro de ocorrências e da solicitação de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, etapas fundamentais para a responsabilização dos agressores e para a proteção das mulheres em situação de risco. As Secretarias Municipais contribuíram com discussões voltadas ao acolhimento psicossocial, aos encaminhamentos para a rede de saúde, à inclusão em programas assistenciais, ao apoio à autonomia financeira e ao acompanhamento familiar, reforçando o caráter multidisciplinar do atendimento. A construção coletiva do fluxo busca evitar a revitimização das mulheres, reduzir a fragmentação dos atendimentos e assegurar que os serviços públicos atuem de forma coordenada, oferecendo orientação segura e encaminhamento adequados. A participação da Prefeitura nesse processo reafirma o compromisso institucional com a proteção dos direitos das mulheres, a promoção da dignidade humana e o enfrentamento à violência de gênero, por meio de uma atuação integrada, humanizada e resolutiva.

Cresce percentual de mulheres que relatam medo de ser estupradas

O percentual de mulheres que declararam ter medo de sofrer um estupro cresceu em uma pesquisa realizada pelo Instituto Patricia Galvão e pelo Instituto Locomotiva, que teve novos dados antecipados com exclusividade nesta segunda-feira (2) à Agência Brasil. Em 2020, 78% das mulheres ouvidas pelos pesquisadores disseram ter “muito medo de ser vítimas de um estupro”. Esse percentual cresceu para 80%, em 2022, e chegou a 82% segundo os dados obtidos em 2025. Além das que declararam ter muito medo, 15% disseram ter “um pouco de medo”, o que significa um total de 97% de mulheres que vivem com algum grau de temor da violência sexual. Em dois grupos, a proporção das que sentem “muito medo” é ainda maior, chegando a 87% no caso das jovens, entre 16 e 24 anos, e 88% entre as mulheres negras. A diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão, Marisa Sanematsu, ressalta que além de o medo ser constante, nenhum espaço é considerado, de fato, seguro.  “O medo assombra as mulheres brasileiras o tempo todo, desde pequenas e em todos os lugares: a casa é insegura, assim como sair e voltar, esperar o transporte, enfrentar a condução lotada ou pedir um carro por aplicativo”, disse. “Esse medo constante faz com que elas desenvolvam suas próprias estratégias de proteção: evitam sair à noite ou usar alguns tipos de roupas e acessórios, procuram estar sempre acompanhadas e até escolhem trajetos mais longos para se sentirem um pouco mais seguras”. Violência dentro de casa Os institutos divulgam, nesta segunda-feira (2), a segunda onda de dados da pesquisa de 2025. A primeira onda, publicada em setembro de 2025, já havia mostrado que 15% das entrevistadas eram sobreviventes de estupro, e oito em cada dez vítimas sofreu a violência com 13 anos ou menos. Os dados divulgados hoje acrescentam que, entre as vítimas com até 13 anos, 72% foram violentadas dentro da própria casa. Em metade dos casos, o abusador foi um familiar e, em um terço dos relatos, foi um amigo ou conhecido da família. No total, 84% dos estupros foram cometidos por um homem do círculo social da vítima. Essa porcentagem diminui no caso das mulheres violentadas com 14 anos ou mais, porém os conhecidos ou membros da família se mantêm como a maioria: 76% dos abusadores eram pessoas conhecidas, incluindo amigos, parceiros íntimos, familiares e ex-companheiros. Além disso, 59% sofreram a violência dentro de casa. Arte EBC Apoio às vítimas A pesquisa Percepções sobre direitos de meninas e mulheres grávidas pós-estupro teve a participação de 1,2 mil pessoas, homens e mulheres, de todas as regiões do país. Além de perguntar para as mulheres sobre suas próprias experiências com a violência sexual, as entrevistas também ouviram a percepção geral dos entrevistados sobre o assunto. Nas respostas, foi praticamente unânime o entendimento de que as mulheres têm medo de estupro: 99% dos entrevistados concordam. Apesar disso, 80% das pessoas acreditam que as vítimas nunca, ou quase nunca, revelam para outras pessoas a violência sofrida, principalmente por sofrer ameaças do agressor, por terem medo de não serem ouvidas ou por sentirem vergonha. Os resultados gerais se assemelham ao que foi dito pelas entrevistadas que relataram ter sido vítimas, conforme a primeira divulgação da pesquisa. Cerca de 60% das mulheres que foram vítimas antes dos 14 anos não contaram para ninguém sobre o abuso. Além disso, apenas 15% foram levadas a uma delegacia, e 9%, a uma unidade de saúde. O apoio a políticas de apoio às vítimas também foi amplo: 93% concordam que o Estado deve fornecer acompanhamento psicológico imediato para meninas e mulheres vítimas de estupro, e a mesma porcentagem acredita que as prefeituras e governos devem aumentar a divulgação de serviços de saúde que atendem vítimas. Depoimentos Além dos percentuais obtidos com as respostas, os institutos também divulgam nesta segunda-feira depoimentos de mulheres que sofreram violência sexual. Uma mulher parda, moradora do Sudeste, com idade entre 25 e 44 anos, contou: “Comecei a ser abusada criança, com 6 anos, sem nem entender o que acontecia, e o abusador me fazia acreditar que eu era culpada e que, se eu contasse para alguém, ninguém acreditaria em mim. Meu abusador era o meu pai.” Já outra vítima, uma mulher preta, moradora da região Sudeste, com 45 anos ou mais, até tentou pedir socorro mas não foi acolhida. “Eu tinha apenas 11 anos, foi horrível, não entendia direito o que estava acontecendo. Tentei falar com a minha mãe, mas ela não acreditava em mim, dizia que eu queria acabar com o casamento dela. Ainda bem que minha avó percebeu algo estranho e me trouxe de volta pra casa dela”. A gravidez e a falta de suporte para o abortamento adequado também aparecem nos depoimentos, como o de uma jovem parda, moradora da região Sudeste, com idade entre 16 e 24 anos. “Eu sofri um abuso e engravidei por causa desse ato. Eu, com 13 anos, não poderia ser mãe e ia interromper minha vida, eu estava estudando, então, eu decidi não contar para os meus pais e pedir ajuda de uma amiga próxima minha. Então, ela me levou a um aborto clandestino e lá eu fiz o procedimento”.   Ato Por Todas Elas reúne mulheres no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista, para mais um protesto contra o estupro Foto de arquivo: Rovena Rosa/Agência Brasil Acolhimento é garantido em lei A diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão explica que o atendimento imediato e integral às vítimas de violência sexual em todos os hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), sem exigência de boletim de ocorrência, é garantido por lei no Brasil desde 2013. Veja Também:Polícia Militar atende ocorrência de estupro em Pindamonhangaba “É fundamental que o Estado, em todos os níveis de governo, invista na divulgação de informações sobre os direitos da vítima de estupro e de como ela pode acessá-los para proteger sua saúde física e mental, para que essas meninas e mulheres possam retomar suas vidas após o trauma da violência”, complementa Marisa Sanematsu. A ampla maioria também foi favorável aos serviços que realizam a interrupção da gravidez nos casos previstos em lei, como o estupro. Nove em

Adolescente é encontrada morta após briga com vizinha

Uma adolescente de 17 anos foi encontrada morta no bairro Parque Três Marias, em Taubaté (SP) , na tarde deste domingo (1º), em um imóvel localizado na rua Tenente Alexandre Gandhi de Souza Lacerda . O caso, registrado como “morte súbita, sem causa determinante aparente” , é investigado pela Polícia Civil de Taubaté , que aguarda laudo do Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer a causa do óbito. Briga com vizinho antes da morte De acordo com o boletim de ocorrência , pouco antes da morte ocorreu uma briga entre um adolescente e um vizinho, de 18 anos . Um jovem teria ido até a casa da adolescente para conversar sobre mensagens enviadas por um número desconhecido , o que gerou discussão.Durante a discussão, houve troca de tapas , luta corporal e as duas caíram no chão. Um vizinho afirmou que, após a brigada cessar, ambas estariam vivas no local. Ela disse ainda que deixou o imóvel e, posteriormente, foi informada de que um adolescente havia sido encontrado sem vida. Veja Também:BAEP Cavalaria apreende menor por tráfico de drogas em Pindamonhangaba Atendimento e ausência de lesões O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, mas, ao chegar ao local, os socorristas apenas constataram o óbito .​O corpo do adolescente não apresentou lesões aparentes nem sinais de lesões , o que reforçou a classificação inicial como morte súbita . O boletim cita ainda que a ficha de atendimento médico menciona histórico recente de uso de substâncias ilícitas e alguns sinais observados no momento do socorro, mas as autoridades reforçam que apenas o laudo oficial do IML poderá confirmar a causa da morte. Perícia e investigação A Polícia Civil exigiu perícia técnica no imóvel e exame necroscópico no IML, para verificar ameaças de violência, acidentes ou questões de saúde pré-existentes.Até o momento, o registro policial não confirmou a prática do crime , mantendo a classificação provisória de morte súbita , tipificação usada quando não há causa aparente no primeiro atendimento. A investigação segue para apurar as estatísticas da morte, incluindo o episódio de briga com o vizinho e o impacto possível em uma pessoa com histórico de consumo de drogas. Contexto no bairro Três Marias O Parque Três Marias vem aparecendo com frequência em registros de episódios de violência e acidentes graves em Taubaté, como o homicídio de um adolescente de 16 anos a tiros registrados em 2025 e outro caso de homem queimado por companheira , também no bairro, em 2025.A nova morte de um adolescente em meio a uma briga doméstica amplia o debate sobre segurança pública, convivência de vizinhos e impacto do uso de drogas entre jovens , em um dos bairros mais sensíveis da cidade. Orientações da polícia e da Defesa Civil A Polícia Civil reforça que uma população deve acionar o 190 sempre que perceber situação de risco, violência ou pessoa em estado de saúde crítico , para que as equipes de saúde e segurança possam agir com maior rapidez. A Defesa Civil de Taubaté acompanha, ainda, as condições ambientais e a drenagem urbana em bairros como o de Três Marias, mas destaca que questões de violência doméstica, uso de drogas e saúde mental exigem ações integradas entre segurança pública, assistência social, escolar e familiar. G1

Mulheres vão às ruas em todo país para protestar contra o feminicídio

Mulheres de diversas cidades brasileiras irão às ruas neste domingo (7) para denunciar o aumento do número de casos de feminicídio e protestar contra todas as formas de violência que violam o direito das mulheres a viver com liberdade, respeito e segurança.  Mobilizadas por coletivos, movimentos sociais e organizações feministas, as manifestações têm o objetivo de romper o silêncio, exigir justiça e afirmar que a sociedade não aceitará mais a impunidade. “Basta de feminicídio. Queremos as mulheres vivas” é o lema das manifestantes.  Confira algumas das manifestações marcadas para este domingo A mobilização nacional foi convocada após uma onda de feminicídios recentes que abalaram o país.  Na sexta-feira (5), foi encontrado, em Brasília, o corpo carbonizado da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos. O crime está sendo investigada como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato. Ele está preso no Batalhão da Polícia do Exército. No final de novembro, Tainara Souza Santos teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro, enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. O motorista, Douglas Alves da Silva, foi preso por tentativa de feminicídio.  Na mesma semana, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RJ), no Rio de Janeiro, foram mortas a tiros por um funcionário da instituição de ensino que se matou em seguida. Cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero.  Em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídios. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024  em razão do gênero, em contextos de violência doméstica, familiar ou por menosprezo e discriminação  relacionados à condição do sexo feminino.  Em 2025, Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios e quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180, segundo o Ministério das Mulheres.  Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo para que haja um grande movimento nacional contra a violência de gênero. Ele cobrou dos próprios homens uma resposta para mudar a cultura de violência de gênero que predomina na sociedade. Edição: Sabrina Craide/Agência Brasil