Cinco dicas para economizar água durante as ondas de calor

Sabesp reforça a necessidade de consumo consciente. Altas temperaturas elevam uso médio em até 60% e exigem colaboração da população para garantir o abasteciment A Região Metropolitana de São Paulo enfrenta, há cerca de três anos, chuvas abaixo da média histórica, o que tem exigido ajustes operacionais nos sistemas de abastecimento, deliberados pelos órgãos reguladores e em vigor desde agosto de 2025. Nos últimos dias, a elevação das temperaturas provocou aumento do consumo de água, que chegou a 60% acima da média em algumas regiões. Essa situação pressiona os sistemas e tem causado intermitências no abastecimento, principalmente nos horários de pico, o que demanda manobras operacionais contínuas. O cenário é agravado por 2025 registrar um dos menores volumes de chuvas da última década, dificultando a recuperação dos mananciais e a manutenção da regularidade do fornecimento. Diante desse quadro, a Sabesp reforça a necessidade do uso consciente da água e pede a colaboração da população. A orientação é priorizar o consumo essencial, voltado a alimentação e higiene. A Companhia mantém atuação ininterrupta, com equipes mobilizadas, reforço na produção e distribuição e apoio de caminhões-pipa para preservar o equilíbrio do sistema e acelerar a normalização dos serviços. Como resultado dessas medidas, entre os dias 23 e 29 de dezembro, foram realizadas aproximadamente 5.250 viagens de caminhões-pipa, com a entrega de cerca de 31,5 milhões de litros de água em pontos críticos das regiões afetadas. A cidade de São Paulo também bateu novo recorde de calor em 2025 e registrou a maior temperatura em 64 anos para um dia de dezembro, segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo. Neste domingo (28), a temperatura máxima atingiu 37,2°C às 16h, na estação meteorológica do Mirante de Santana, na zona norte da capital, superando o recorde de 36,2°C verificado na sexta-feira (26). Trata-se da maior máxima para um dia de dezembro desde 1961. Cinco dicas para economizar água Essas ações ajudam a reduzir o impacto sobre os sistemas e a garantir o abastecimento. A recuperação do fornecimento ocorre, em geral, durante a noite, quando o consumo diminui. A Sabesp segue monitorando os sistemas de produção e distribuição e ajustando operações conforme a necessidade, com o objetivo de manter o abastecimento em todas as regiões. Em caso de dúvidas ou solicitações, os clientes podem entrar em contato pelos canais oficiais: 0800-055-0195 (ligação gratuita), WhatsApp (11) 3388-8000 ou pela Agência Virtual em www.sabesp.com.br .
Sabesp reforça abastecimento em Caçapava com entrega de novo poço no bairro Guaramirim

A Sabesp inaugurou, nesta terça-feira, dia 30, um novo poço no bairro Guaramirim, em Caçapava, ampliando a segurança hídrica da cidade. O poço, que possui 300 metros de profundidade, tem capacidade para abastecer mais de 13 mil pessoas, representando um importante reforço no sistema de distribuição de água da região. Para a conclusão da obra, foi realizado um investimento de R$ 1,6 milhão, feito com 100% de recursos da Sabesp, garantindo infraestrutura moderna e eficiente para atender à crescente demanda da população. Com a entrada em operação, o novo poço passa a integrar o conjunto de ações da Sabesp voltadas para melhorar o fornecimento de água e assegurar qualidade de vida aos moradores de Caçapava. Sobre a Sabesp A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) é responsável pelo fornecimento de água e pela coleta e tratamento de esgoto em 375 municípios paulistas e atende 28 milhões de habitantes. É uma das maiores empresas de saneamento ambiental do mundo e a maior do Brasil. A Sabesp vai avançar cinco décadas em cinco anos, ampliando o acesso à água potável e ao saneamento básico para milhões de pessoas. Seu compromisso é antecipar em quatro anos as metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento, com isso, planeja proporcionar dignidade, saúde e desenvolvimento sustentável para milhões de brasileiros enquanto preserva os recursos naturais para as futuras gerações.
“‘Deus deixou o sertão sem água porque sabia que eu ia trazer’, diz Lula em defesa da transposição do São Francisco”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou recentemente que, se não fosse por sua atuação, o Nordeste brasileiro ainda estaria sem água, destacando a transposição do Rio São Francisco como a solução para um problema histórico da região. Essa declaração, embora carregada de autovalorização, ignora o contexto mais amplo e as críticas legítimas sobre a condução e os impactos dessa obra. Confira o áudio com a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que ele afirma que “Deus deixou o sertão sem água porque sabia que eu ia trazer”, destacando a transposição do Rio São Francisco como solução para a crise hídrica no Nordeste: De um ponto de vista crítico e alinhado à visão de direita, é importante lembrar que a transposição do São Francisco é um projeto que já se arrastava por quase dois séculos antes de ser iniciado efetivamente nos governos petistas. A obra, orçada em bilhões de reais, foi marcada por atrasos, problemas técnicos e gastos elevados, que poderiam ter sido evitados com uma gestão mais eficiente e menos centralizadora. Confira Também o video abaixo. Além disso, a narrativa de Lula de que “Deus deixou o sertão sem água porque sabia que eu ia trazer” soa como uma tentativa de personalizar um problema estrutural e complexo, que envolve gestão pública, políticas regionais e investimentos privados. A verdade é que o Nordeste precisa de soluções duradouras, que incentivem o desenvolvimento econômico sustentável, a geração de empregos e a infraestrutura, e não de discursos populistas que buscam apenas capital político. Veja Também: Comando C4 especializado em assassinatos e espionagem contra autoridades A obra da transposição, apesar de sua importância, não pode ser usada como moeda política para justificar uma gestão marcada por promessas grandiosas e resultados questionáveis. O Nordeste merece políticas públicas que valorizem a iniciativa privada, a eficiência administrativa e o respeito ao dinheiro público, elementos essenciais para o progresso real e duradouro da região. Portanto, mais do que discursos e autopromoção, o que o Nordeste precisa é de um ambiente favorável ao empreendedorismo, investimentos privados e parcerias que realmente transformem a vida das pessoas, sem dependência exclusiva do governo federal ou de projetos que se arrastam por décadas.
Mudanças Climáticas Aumentam Insegurança Alimentar e Preços no Brasil, Aponta Encontro na UERJ

A relação entre fome e mudanças climáticas foi tema central do 6º Encontro Nacional de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar
Câmara aprova permissão para ações emergenciais do governo contra a seca no Semiárido

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) projeto de lei que permite ao governo acionar programas emergenciais em áreas rurais e urbanas do Semiárido para garantir a segurança hídrica e alimentar dessa região. O texto muda a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.



