Proibido usar “quarto de empregada” em projetos arquitetônicos

quarto de empregada

Comissão aprova proibição do termo “quarto de empregada” em projetos arquitetônicos.

Entenda as mudanças no PLP 18/25 e como isso combate discriminação histórica no Brasil.

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados deu um passo importante contra termos discriminatórios ao aprovar o Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/25. A proposta veta expressões como quarto de empregada, “dependência de empregada” e similares em projetos arquitetônicos, visando eliminar resquícios da escravidão na linguagem cotidiana.

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O que muda com a proibição do “quarto de empregada”?

O substitutivo aprovado pela relatora, deputada Professora Marcivania (PCdoB-AP), torna a medida obrigatória em todo o país. Diferente do texto original da deputada Denise Pessôa (PT-RS), que só incentivava leis locais, agora a proibição é nacional e direta.

  • Alcance ampliado: Inclui “suíte de empregada” e eufemismos em documentos públicos, privados, materiais publicitários e avisos.
  • Conscientização obrigatória: Governos devem promover campanhas para mudar a cultura do “quarto de fundos”.
  • Base legal: Altera a Lei Complementar 150/15, que regula o trabalho doméstico.

Leia a íntegra do texto aprovado.

Reparação histórica contra a “senzala moderna”

Professora Marcivania destacou a urgência da norma rigorosa. “A abolição dessas nomenclaturas é um passo simbólico para desnaturalizar a cultura do quarto de empregada, promovendo respeito mútuo no trabalho doméstico”, afirmou a relatora. Ela criticou recomendações frouxas, que poderiam perpetuar desigualdades.

A mudança combate a “lógica da senzala moderna”, resgatando dignidade e igualdade em residências brasileiras.

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Próximos passos para o PLP contra “quarto de empregada”

O projeto segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, depois, para o Plenário da Câmara. Se aprovado, vai ao Senado e precisa de sanção presidencial para virar lei.

Essa aprovação reflete debates nacionais sobre direitos trabalhistas e pode impactar projetos imobiliários em regiões como o Vale do Paraíba, onde construções residenciais são comuns.

Fonte: Agência Câmara de Notícias.

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