Lula é vaiado em Minas durante visita às cidades atingidas por chuvas: assista ao vídeo do momento

Presidente Lula foi hostilizado com gritos de “ladrão”

Presidente Lula foi hostilizado com gritos de “ladrão” e vaias durante visita a Ubá (MG), no rastro de temporais que mataram dezenas de pessoas. Acompanhe como foi o clima da passagem do governo nos municípios atingidos.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido com vaias e gritos de protesto durante visita aos municípios atingidos por chuvas fortes em Minas Gerais, em especial no município de Ubá, na Zona da Mata, na tarde de sábado, 28 de fevereiro de 2026. A agenda, voltada à vistoria de áreas devastadas pelos temporais, aconteceu em meio a morte de 6 crianças e deputados de outros 2 cidadãos, causando clima de tensão entre governo e parte da população.

Video reprodução Internet creditos: TahalitaMoema

Ato de protesto no trajeto de Ubá

Enquanto caminhava por bairros atingidos em Ubá, Lula cumprimentava moradores desabrigados e tentava acalmar a população impactada pelo desastre natural. No entanto, pequenos grupos de manifestantes, posicionados às margens do trajeto, passaram a gritar coros como “Lula ladrão, seu lugar é na prisão” e “Acorda, Brasil”, entre vaias e insultos. Imagens compartilhadas em redes sociais mostram o presidente avançando em meio à barreira de som, com expressão de desconforto e, em alguns momentos, fazendo gestos de desaprovação.

Apesar do clima hostil, não houve registro de confronto físico ou derrubada de grades. A comitiva presidencial, acompanhada de agentes de segurança, seguiu a agenda programada, com a primeira‑dama Janja Silva, ministros e membros da equipe técnica sobre o terreno, checando danos em casas, vias e estruturas públicas. A passagem do presidente por Ubá fazia parte de um circuito de cidades atingidas, que incluiria também Juiz de Fora, onde o cenário de luto e indignação é ainda mais profundo.

Contexto das chuvas em Ubá e Juiz de Fora

O episódio ocorreu em um contexto de luto intenso. Em Ubá, as chuvas letais deixaram 6 mortes confirmadas, 8 desaparecidos e 25 desabrigados, além de 396 desalojados, segundo dados oficiais. Já em Juiz de Fora, as autoridades relataram 64 mortes, mais de 8.500 pessoas desabrigadas ou desalojadas, e dezenas de deslizamentos que destruíram residências de classe média em bairros como Paineiras. O governo federal chegou a decretar situação de emergência no estado para liberar recursos de auxílio humanitário.

Para muitos moradores, o sentimento de abandono e a percepção de resposta lenta do poder público alimentaram o descontentamento que se manifestou em forma de vaias. Parte dos presentes gritava “queremos auxílio”, enquanto outros aproveitavam a oportunidade para protestar contra o mandato de Lula, em meio a uma onda de atos de rua “Fora Lula 2026” que se repetem em cidades de Minas e outros estados.​

Repercussão política e mídia

A cena de Ubá foi amplamente divulgada em portais como Correio BrazilienseRevista Oeste e redes sociais, com imagens dando ênfase aos gritos de protesto. A oposição aproveitou os registros para reforçar narrativas de rejeição popular e questionar a capacidade do governo de lidar com crises, enquanto a base de apoio governista classificou a hostilidade como “exagero de minoria”, destacando que boa parte da população ainda cumprimentava o presidente com aplausos e bandeiras do PT e do governo.

O governo minimizou o episódio, ressaltando que a pauta central da visita era o socorro às vítimas e a articulação de ações emergenciais com prefeitos de Ubá, Juiz de Fora, Matias Barbosa e outros municípios da região. A agenda incluía também um sobrevoo sobre as cidades para mapear áreas de maior risco e definir medidas de prevenção de novos desastres, em parceria com Defesa Civil e órgãos estaduais.

Atos de rua em Minas e o cenário nacional

A hostilidade em Ubá ocorreu em paralelo a um panorama de manifestações contra Lula espalhadas pelo país. Em Belo Horizonte, por exemplo, o ato “Acorda Brasil” lotou a Praça da Liberdade no domingo (1º de março), com manifestantes pedindo “Fora Lula” e criticando o Supremo Tribunal Federal, numa conjunção de protestos que se estendeu até São Paulo, onde a av. Paulista reuniu dezenas de milhares de pessoas em ato convocado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL).

No cenário mineiro, o governador Romeu Zema (Novo) participou de atos em BH e também de iniciativas de ajuda a municípios enchidos, o que fez com que a crise hídrica e os temporais se misturassem à disputa política local. Enquanto isso, a conta de desgaste para o governo federal aumentava, com pesquisas de opinião mostrando perda de aprovação de Lula em 2026, embora o índice de rejeição ainda oscile em patamares moderados.

Reflexos para a política e a população

A passagem tensa em Minas evidencia o desafio de conciliar gestão de crise e imagem política. Para os moradores de Ubá e Juiz de Fora, o foco permanece em tranquilidade emocional, apoio financeiro e infraestrutura de segurança, como reforço de encostas e drenagem urbana. A esperança de muitos é que o impacto das vaias não desvie a atenção dos repasses de recursos e da reconstrução de suas comunidades.

presença de Lula, mesmo sob protestos, serviu como marco simbólico de que a crise alcançou alta visibilidade nacional, com repercussão midiática que ultrapassa os limites de Minas. O partido de oposição e aliados do presidente se dividem: o primeiro enxerga bandeira de desgaste, e o segundo reforça que a gestão de emergência supera o aspecto de protestos pontuais. Resta à população avaliar se a necessidade de apoio emergencial prevalecerá sobre o descontentamento político, numa região já marcada por fragilidade climática e urbana.


Link🔗 Correio Braziliense – Lula é hostilizado com gritos de “ladrão” em Ubá

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