Durante o jogo entre Palmeiras e São Paulo, três homens foram presos pela Polícia Militar após serem reconhecidos pelo Muralha Paulista com base nas imagens coletadas pelo sistema de biometria facial do estádio
O Governo de São Paulo completou neste domingo (1) o 100º jogo de futebol com monitoramento pelo programa Muralha Paulista em estádios. A partida foi marcada pela vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o São Paulo, na Arena Barueri, em Barueri (SP), válida pelo Campeonato Paulista.
Durante o jogo, três homens foram presos em momentos diferentes pela Polícia Militar após serem reconhecidos pelo Muralha Paulista com base nas imagens coletadas pelo sistema de biometria facial do estádio. Com isso, chega a 270 o número de foragidos da Justiça capturados em partidas monitoradas.
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Desde o início da parceria com as arenas, mais de 2 milhões de torcedores foram fiscalizados em 100 jogos, com cruzamento automático de imagens com o Banco Nacional de Mandados de Prisão.

O monitoramento é feito por meio do Muralha Paulista, programa estadual que integra quase 100 mil câmeras entre leitores de placas, reconhecimento facial e dispositivos de vídeo em tempo real. Ao gerar o alerta, equipes policiais fazem a abordagem e confirmam a pendência judicial antes da prisão.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, a tecnologia amplia a capacidade de resposta das forças de segurança, dificulta a mobilidade de criminosos e reforça a segurança em grandes eventos esportivos.
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“O Muralha Paulista usa tecnologia para potencializar a capacidade das forças policiais cumprirem mandados de prisão e tirar criminosos de circulação. Cada alerta confirmado representa uma prisão legalmente fundamentada e mais segurança para a população”, afirmou o secretário da Segurança Pública, delegado Osvaldo Nico Gonçalves.
Muralha Paulista
Pioneiro no país, o Muralha Paulista, desenvolvido pelo Governo de São Paulo, já está integrado a mais de 300 municípios. A iniciativa usa a tecnologia para criar uma barreira virtual contra a criminalidade por meio da integração de milhares de câmeras de segurança à base de dados da Secretaria de Segurança Pública.
O programa opera 94 mil câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas (20 mil), equipamentos de reconhecimento facial (7 mil) e dispositivos de monitoramento em tempo real (66 mil). A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e indicadores de localização, ampliando a capacidade de análise e resposta das forças policiais, operacionais e especializadas.
As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça. Também contribuem para localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados por meio da leitura e análise de placas.




