TST Investe R$ 1,5 Milhão em Sala VIP no Aeroporto de Brasília para Garantir Segurança e Conforto aos Ministros

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) está investindo mais de R$ 1,5 milhão para a construção e manutenção de uma sala VIP exclusiva no Aeroporto de Brasília, destinada aos seus 27 ministros. O espaço, que terá aproximadamente 44 metros quadrados com acabamento em granito, copa e banheiros privativos, está previsto para ser entregue até meados de agosto de 2025.

Segundo o tribunal, o objetivo dessa sala VIP é garantir a segurança e o conforto dos ministros durante os embarques e desembarques, evitando a aproximação de “pessoas mal-intencionadas ou inconvenientes”, uma preocupação justificável diante dos recentes ataques às autoridades do Poder Judiciário em espaços públicos.

O contrato para a sala, válido por dois anos e podendo ser renovado, prevê aluguel mensal de R$ 30 mil, mais cerca de R$ 2,6 mil para despesas compartilhadas do aeroporto. A contratação da empresa responsável pela obra foi feita por dispensa de licitação, conforme permitido pela legislação para valores dentro de um limite determinado.

Além do espaço físico, o TST assegurou serviços exclusivos para os ministros, como acompanhamento individual por funcionários do aeroporto durante o processo de embarque (custo de R$ 284 por atendimento) e transporte executivo direto do portão até a aeronave, com custo adicional de R$ 144 por introdução — benefícios que serão pagos com recursos públicos e válidos inclusive para voos pessoais.

Este modelo segue o exemplo de outros tribunais superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que já mantêm salas VIP no mesmo aeroporto por razões semelhantes de segurança. O TST destaca que, devido à logística atual do terminal, que expõe os ministros a riscos de contatos indesejados, essa medida é uma maneira de proteger a integridade física e a privacidade dos magistrados.

Contudo, esses investimentos geraram polêmica, especialmente em tempos de contenção fiscal e diante do alto custo do Judiciário brasileiro. Os gastos extras com benefícios para magistrados, como transporte exclusivo e ambientes privados, são frequentemente alvo de críticas da sociedade e do Ministério Público, que já acionaram órgãos de controle para verificar a legalidade e economicidade dessas despesas.

A sala VIP do TST marca mais um capítulo na busca por garantir um ambiente seguro para as autoridades, mas também reforça o debate sobre privilégios e a responsabilidade no uso de recursos públicos em um país que vive desafios financeiros e sociais.

Compartilhe esse post :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest