CRA abre 25 vagas para vacina V4 em felinos entre os dias 15 e 18 – Prefeitura Municipal de Ubatuba

O Centro de Referência Animal (CRA) anunciou a abertura de 25 vagas para aplicação da vacina V4 em felinos, com atendimentos agendados entre os dias 15 e 18 deste mês. Para garantir a dose, os tutores devem realizar o agendamento exclusivamente pelo WhatsApp (12) 3833-1004. A diretora do Bem-Estar Animal, Elisangela Leite, reforça a importância da imunização, especialmente para gatos que vivem ou têm contato com ambientes externos. “A vacina V4 é essencial para a proteção dos felinos. Ela previne doenças graves, altamente contagiosas e muitas vezes fatais. Quanto mais protegidos estiverem, menor o risco de surtos e de sofrimento animal,” destacou a diretora. Para que serve a vacina V4? A vacina V4 é uma das principais imunizações do protocolo felino. Ela protege contra quatro doenças virais: • Panleucopenia Felina: doença altamente contagiosa que causa vômitos, diarreia severa e pode ser fatal, especialmente em filhotes.• Rinotraqueíte Viral Felina: infecção respiratória que provoca secreção nasal, espirros e conjuntivite.• Calicivirose Felina: causa úlceras na boca, dificuldade para se alimentar e problemas respiratórios.• Clamidiose Felina: provoca conjuntivite intensa e problemas respiratórios, podendo se espalhar rapidamente entre gatos. A vacinação é recomendada tanto para gatos filhotes, que precisam iniciar o esquema imunológico, quanto para adultos, que necessitam de reforço anual para manter a proteção. As aplicações ocorrerão no CRA, localizado na Avenida Pacaembu, nº 101, no bairro Estufa I. Prefeitura de Ubatuba

VACINA SINCICIAL DISPONÍVEL A PARTIR DE…

A Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, informa que a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) estará disponível em todas as unidades de saúde da cidade a partir da tarde desta quinta-feira (11). O imunizante é destinado exclusivamente às gestantes com 28 semanas ou mais, reforçando o cuidado com a saúde da mãe e a proteção do bebê, principalmente nos primeiros meses de vida. Para receber a dose, é necessário apresentar comprovante da idade gestacional, como cartão do pré-natal, laudo ou outro documento válido, além da carteira de vacinação. A vacina tem como objetivo reduzir a ocorrência de quadros graves causados pelo VSR, vírus que pode provocar bronquiolite e pneumonia em recém-nascidos e lactentes. Ao se vacinar, a gestante transmite anticorpos ao bebê, garantindo proteção logo nos primeiros dias de vida, período em que o organismo ainda é extremamente vulnerável. A Secretaria de Saúde reforça que a vacinação é uma medida essencial para prevenir internações, diminuir complicações e proteger a vida das crianças. Todas as unidades já estão preparadas para receber o público-alvo e orientar sobre o procedimento. Prefeitura de Aparecida

Saúde realiza edição do “Sextou com Vacina” na sexta-feira, 28 – Prefeitura Municipal de Ubatuba

A Secretaria de Saúde de Ubatuba promove nesta sexta-feira, 28 de novembro, mais uma edição do programa “Sextou com Vacina”, ação que amplia o acesso da população aos serviços de saúde com atendimento em horário estendido, das 8h às 21h, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), exceto Araribá, Corcovado, Fortaleza, Puruba, Sertão Ubatumirim, Almada, Camburi e Picinguaba. Nesta edição, a oitava do ano, além da atualização vacinal para todas as faixas etárias conforme o calendário em vigor, as unidades participantes também oferecerão ações voltadas à saúde do homem, alinhadas ao movimento Novembro Azul. Também serão ofertadas consultas agendadas, coleta de papanicolau e atividades de educação em saúde para a comunidade. A programação inclui ainda as ações da Campanha Fique Sabendo, que aproveitará o horário estendido para ampliar o acesso à testagem de HIV, sífilis e hepatites virais, além de oferecer aconselhamento e orientações para prevenção combinada e cuidado integral. O objetivo é incentivar o diagnóstico precoce e fortalecer a busca ativa por pessoas que possam estar expostas às infecções sexualmente transmissíveis. Criado em 2023, o “Sextou com Vacina” tem se consolidado como uma estratégia importante para facilitar o acesso da população a serviços essenciais, especialmente para quem enfrenta dificuldades durante a rotina da semana. “No próximo ano o programa trará novidades: deixará de ser apenas uma ação da Vigilância Epidemiológica voltada à atualização vacinal para se tornar um serviço ampliado, envolvendo mais unidades e setores. A proposta é fortalecer o acesso da população à atenção básica e facilitar a busca por cuidados preventivos”, destacou a enfermeira coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Alyne Ambrogi. A Secretaria de Saúde já planeja a continuidade e expansão do programa para 2026, incluindo a ampliação de unidades participantes e a oferta de novos serviços e unidades abertas em horário estendido. Prefeitura de Ubatuba

Saúde de Ubatuba aplica quase 6 mil doses de vacina em outubro – Prefeitura Municipal de Ubatuba

Outubro foi o mês em que Ubatuba comemorou seu aniversário de 388, entretanto, não é só a data que o município tem como motivo para celebrar. Durante todo o mês, o setor da Vigilância Epidemiológica (Viep) da Secretaria de Saúde promoveu campanhas de vacinação em toda a cidade, inclusive, com realização de “Dia D”, que culminou na aplicação de 5.943 vacinas no mês de outubro. A primeira campanha foi voltada para a imunização contra o HPV, destinada a jovens de 9 a 19 anos que ainda não receberam as doses indicadas – e que foi prorrogada pelo Governo do Estado até 30 de novembro – Saiba mais em https://www.ubatuba.sp.gov.br/noticias/hpv3011/ . Já a segunda iniciativa corresponde à multivacinação para atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes, com emissão de certificado atualizado de situação vacinal, que é um documento obrigatório para matrícula e rematrícula escolar. Do total de 5.943, 5.761 doses foram aplicadas em pessoas de até 15 anos, referente à multivacinação.  Já a imunização contra HPV contabilizou 142 doses em adolescentes de 9 a 14 anos e 40 doses em jovens de 15 a 19 anos. Também é preciso citar os números referentes à vacinação contra febre amarela, cuja campanha de intensificação teve início no dia 9 de setembro e realização no Dia D em 13 de setembro, que imunizou 470 pessoas. Desde o início da campanha até 31 de outubro, foram aplicadas 2.052 doses. Saiba mais sobre a indicação da vacina e como obter o certificado para viagens internacionais em: https://www.ubatuba.sp.gov.br/destaques/diadfebreamarelaset/. Vacinação Inclusiva Uma equipe da Viep promoveu, ainda, uma ação de vacinação inclusiva, que aconteceu na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE de Ubatuba nos dias 21 e 24 de outubro. A iniciativa teve como objetivo atualizar a situação vacinal de atendidos, profissionais e responsáveis, conforme a necessidade de cada um. Foram 123 registros de vacina em 55 pessoas, entre atendidos e profissionais que trabalham na Apae. “O processo de imunização foi adaptado ao ritmo e à forma de interação de cada atendido, com abordagens diversas que incluíram ações lúdicas e adaptações no espaço para garantir conforto. Não foram registrados casos de desregulação emocional ou comportamental durante o processo. Além disso, a atividade contou com boa aceitação por parte da equipe da APAE e dos responsáveis”, comemorou a enfermeira coordenadora da Viep, Alyne Ambrogi. Prefeitura de Ubatuba

Funcionamento da sala de vacina da UBS Saco da Ribeira terá alteração temporária – Prefeitura Municipal de Ubatuba

A Secretaria Municipal de Saúde informa que a sala de vacina da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Saco da Ribeira terá alteração temporária em seu funcionamento. A medida é decorrente da realização de uma reforma estrutural e, por isso, o serviço de imunização acontece somente às terças-feiras, das 8h às 15h, a partir desta terça, 04, até o final das obras. Nos demais dias da semana, os moradores que precisarem se vacinar poderão se dirigir às UBSs do Rio Escuro ou do Perequê-Mirim, onde o serviço segue normalmente. Os demais atendimentos e serviços da unidade do Saco da Ribeira, como consultas médicas, de enfermagem, renovação de receitas e acompanhamento de programas, continuam sendo realizados sem interrupções. Segundo a pasta, a reforma vai oferecer um espaço mais adequado ao atendimento da população, proporcionando mais qualidade no serviço e melhores condições de trabalho para os profissionais. A Secretaria de Saúde conta com o apoio da comunidade e agradece a compreensão dos usuários da UBS. Prefeitura de Ubatuba

“Não vamos negar aos nossos filhos o direito à vacina”, diz Padilha

"Não vamos negar aos nossos filhos o direito à vacina", diz Padilha

Em pronunciamento na TV e rádio nesta sexta-feira (17), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou o chamado para o dia D da vacinação em todo o país neste sábado (18), das 8h às 17h, para crianças e adolescentes até 15 anos de idade.  “Não vamos negar aos nossos filhos um direito que nossos pais não nos negaram”, disse o ministro. Padilha explicou que estarão disponíveis mais de 16 tipos de vacinas voltados para crianças e adolescentes.  “É dia de sair de casa e levar nossas crianças para se vacinar para o Brasil voltar a ser campeão mundial em vacinação”, ressaltou.  Caderneta  As famílias podem checar a situação vacinal das crianças e adolescentes pelo aplicativo Meu SUS Digital. Com a tecnologia, é possível verificar quais  vacinas já foram aplicadas e quais ainda precisam ser tomadas. A campanha segue até o fim de outubro e vale para todas as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação. Desinformação O ministro recordou que a vacina é gratuita em todo o país e que o Brasil é um país livre da paralisia infantil, do tétano neonatal, da rubéola e do sarampo por conta das campanhas de imunização. “Enquanto outros países estão vendo o sarampo voltar, o Brasil voltou a ser reconhecido em 2024 como o país livre da doença”.   O ministro apontou que, depois de seis anos de queda de imunização, o governo brasileiro tem combatido a desinformação com tecnologia.  “Criamos a caderneta digital de saúde da criança, que já leva informações seguras sobre vacinação para mais de 1,8 milhão de famílias brasileiras.  O Brasil lidera a desinformação sobre vacinas na América Latina. Segundo estudo Desinformação Antivacina na América Latina e no Caribe, o Brasil concentra 40% de todo esse tipo de material que circula pela rede social Telegram. O estudo mapeou 81 milhões de mensagens que foram publicadas em 1.785 comunidades de teorias da conspiração do Telegram que circularam entre 2016 e 2025 em 18 países da América Latina e do Caribe. E identificou 175 supostos danos que teriam sido atribuídos às vacinas e 89 falsos antídotos que estavam sendo vendidos como uma forma de neutralizar seus efeitos. A estrela da campanha deste ano é a apresentadora Xuxa Meneghel, eterna rainha dos baixinhos. Na peça, Xuxa e Zé Gotinha mandam o recado para a meninada, além dos pais e adultos responsáveis. Outubro rosa Além da vacinação, o ministro destacou no pronunciamento a campanha pelo Outubro Rosa. “Ao levar seus filhos para vacinar, não se esqueça de cuidar de você também. O Ministério da Saúde ampliou o acesso à mamografia com novas regras”. Agora, o SUS garante o exame para mulheres de 40 a 74 anos.  Fonte

Brasil lidera desinformação sobre vacina na América Latina, diz estudo

Brasil lidera desinformação sobre vacina na América Latina, diz estudo

Um estudo divulgado nesta sexta-feira (17), no Dia Nacional da Vacinação, apontou que o Brasil lidera a desinformação sobre vacinas na América Latina, concentrando 40% de todo esse tipo de material que circula pela rede social Telegram. Chamado de Desinformação Antivacina na América Latina e no Caribe (Anti-vaccine Disinformation in Latin America and the Carribean) o estudo mapeou 81 milhões de mensagens que foram publicadas em 1.785 comunidades de teorias da conspiração do Telegram que circularam entre 2016 e 2025 em 18 países da América Latina e do Caribe. E identificou 175 supostos danos que teriam sido atribuídos às vacinas e 89 falsos antídotos que estavam sendo vendidos como uma forma de neutralizar seus efeitos. Elaborado pelo Laboratório de Estudos sobre Desordem Informacional e Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas, o levantamento apontou que o Brasil lidera o volume de mensagens e o número de usuários ativos que participam de comunidades conspiratórias sobre vacinas, sendo responsável por mais de 580 mil conteúdos falsos ou com desinformação sobre imunização. Para Ergon Cugler, coordenador do estudo e pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Desordem Informacional e Políticas Públicas (DesinfoPop/FGV), o Brasil aparece na liderança porque ainda carece de regulação.  “Temos um ambiente digital ainda pouco regulado, com plataformas que lucram com o engajamento por meio do medo. Temos também uma sociedade polarizada, o que cria um terreno fértil para o discurso conspiratório”, disse à Agência Brasil. Entre os líderes desse ranking também estão a Colômbia, com 125,8 mil mensagens falsas; o Peru, com 113 mil, e o Chile, com 100 mil publicações com conteúdos falsos. Conteúdos falsos mais comuns Entre as alegações falsas mais comuns que circularam nesses grupos de conspiração estava a de que a vacina provoca morte súbita (15,7% do total das mensagens mencionavam isso) ou altera o DNA de quem a toma (8,2%). Também houve falsas menções de que a vacina provoca Aids (4,3%), envenenamento (4,1%) ou câncer (2,9%). Além disso, os grupos de teorias conspiratórias apontam possíveis “antídotos” contra as vacinas, misturando pseudociência, espiritualidade e consumo. Entre essas falsas alegações estavam a de que era preciso ficar descalço no solo para limpar energias do corpo (2,2% das mensagens mencionavam isso) ou comprar dióxido de cloro (1,5%) ou outras substâncias químicas.  Segundo o Ministério da Saúde, essas informações são totalmente erradas e podem, inclusive, provocar danos à saúde da população. O dióxido de cloro tem venda controlada e é categorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como saneante, ou seja, destinado à higienização, desinfecção ou desinfestação domiciliar, em ambientes coletivos e públicos, e no tratamento de água.  “Usado em produtos de limpeza, a substância, conhecida também pelos nomes MMS, CDS e Solução Mineral Milagrosa, foi muito propagada durante a pandemia de covid-19, mesmo sem nenhuma eficácia comprovada. O importante é entender o perigo de usar a substância, que é altamente reativa e tóxica, podendo levar as pessoas a graves riscos à saúde”, informou o ministério da saúde em uma publicação feita no ano passado, alertando que essa substância pode, inclusive, levar à morte. Segundo Cugler, a desinformação é um mercado lucrativo e uma grande ameaça à saúde pública.  “Ela [a desinformação] funciona como um funil de vendas: primeiro, espalha medo com alegações falsas sobre vacinas e, depois, oferece produtos, cursos e terapias como supostas ‘curas’. O antivacinismo virou um mercado, onde o pânico é transformado em lucro. Essas comunidades exploram o medo, misturam pseudociência com espiritualidade e vendem soluções milagrosas sem base científica”, disse ele. Esses conteúdos falsos, explicou o coordenador do estudo, utilizam jargões científicos para parecem sérios, mas não têm qualquer embasamento científico. “O objetivo é plantar dúvida e medo, minando a confiança na ciência”, esclareceu. Vacinação infantil na Creche Sempre Viva, na cidade satélite de Ceilândia, DF Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Pandemia O volume de desinformação sobre vacinas foi ainda mais intenso durante a pandemia de covid-19. O levantamento feito pelo DesinfoPop mostrou que as postagens sobre vacinas em comunidades conspiratórias nos países da América Latina e Caribe cresceram 689,4 vezes entre os anos de 2019 e 2021, passando de 794 posts em 2019 para 547.389 em 2021.  Depois desse pico, o volume voltou a diminuir, mas não voltou ao que era antes: em 2025, com dados até o mês de setembro, ainda circulam 122,5 vezes mais conteúdo antivacina do que em 2019, somando cerca de 97 mil postagens. Para o coordenador do estudo, essa desinformação é um projeto que atrapalha as políticas públicas de saúde e pode colocar a vida das pessoas em risco, abrindo espaço para o reaparecimento de doenças que já estavam controladas. Por isso, ele orienta que as pessoas devem sempre desconfiar de conteúdos que apelam para o medo ou a emoção e, depois, checar a fonte de informação, ou seja, de onde veio essa notícia.  “Se [o conteúdo] não vem de uma instituição científica, de saúde pública ou de jornalismo profissional, é melhor não compartilhar [a notícia]. E o mais importante: sempre busque informação em fontes oficiais, converse com profissionais de saúde e lembre-se que vacina é uma conquista coletiva, não um risco individual”, ressaltou. Vacinas são seguras O Ministério da Saúde ressalta que a propagação de fake news é um dos fatores que mais impacta na adesão da população às campanhas de imunização. Para tentar reverter isso, o Ministério da Saúde lançou o programa Saúde com Ciência, uma iniciativa em defesa da vacinação e voltada ao enfrentamento da desinformação. Pelo site da iniciativa, a população brasileira pode obter informações confiáveis sobre vacinação e também sobre as fake news que circulam na internet. Também é possível enviar informações duvidosas para que a equipe do Ministério da Saúde possa responder sobre essas dúvidas em seus canais.  O site traz ainda um passo a passo sobre como cada um pode denunciar, nos canais oficiais das plataformas digitais, os conteúdos enganosos, contribuindo para reduzir a sua disseminação na internet. Fonte

Baixa adesão de meninos à vacina do HPV preocupa governo de São Paulo

Baixa adesão de meninos à vacina do HPV preocupa governo de São Paulo

O governo do estado de São Paulo emitiu um alerta, nesta quinta-feira (16), para pais e responsáveis sobre a importância da vacina do HPV (papilomavírus humano) para adolescentes. A campanha de vacinação para evitar a doença acontece durante todo o mês de outubro e o governo estadual está preocupado com a baixa adesão ao imunizante, principalmente entre os meninos de 9 a 14 anos de idade. Neste ano, segundo dados do Ministério da Saúde, esse grupo representou uma cobertura de vacinação de apenas 67,7%. As meninas, na mesma faixa etária, têm uma cobertura vacinal maior, de 79,8%, contudo, ao observar somente as garotas de 14 anos de idade, o grupo apresenta cobertura de 98,3%.  Os dados do Ministério da Saúde apontam que pais e responsáveis levam, eventualmente, as meninas para serem vacinadas contra o HPV, mas o mesmo não ocorre com os meninos. A cobertura vacinal de meninos, com 14 anos, é de 75,5%, um número próximo da média das idades indicadas para a vacinação contra o vírus.  A imunização contra o HPV é a forma mais segura e eficaz de prevenir diversos tipos de câncer, como o de colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe. “Apesar de termos um programa de imunização amplo e eficiente, muitas pessoas ainda não se vacinam. Entre as meninas, a taxa vem crescendo, e hoje cerca de 80% já receberam ao menos uma dose. Entre os meninos, porém, esse número é menor, cerca de 60%. É essencial continuar informando sobre a eficácia e segurança da vacina para que possamos, com o tempo, reduzir as doenças causadas pelo vírus”, alerta a professora doutora Luisa Lina Villa, chefe do Laboratório de Inovação em Câncer do Centro de Investigação Translacional em Oncologia (CTO) do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). A transmissão do vírus acontece principalmente por via sexual, por isso é sugerido que a vacina seja aplicada antes do início dessa fase, entre os 9 e 14 anos. Também é possível ocorrer a infecção pelo contato direto com regiões da pele ou mucosas infectadas. Quem deve se vacinar:  Meninas e meninos de 9 a 14 anos e, até dezembro de 2025, de 15 a 19 anos;  pessoas de 9 a 45 anos em condições clínicas especiais, como as que vivem com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos (imunossuprimidos);  vítimas de abuso sexual; e  pessoas portadoras de papilomatose respiratória recorrente (PRR). Para tirar dúvidas da população sobre a vacinação, o governo de São Paulo criou o portal Vacina 100 Dúvidas. A ferramenta aborda as 100 perguntas mais frequentes nos buscadores da internet, como efeitos colaterais, eficácia das vacinas, doenças imunopreveníveis e os perigos da falta de imunização. * Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior Fonte

Vacina nacional contra covid deve chegar ao SUS no 1º semestre de 2026

Vacina nacional contra covid deve chegar ao SUS no 1º semestre de 2026

A primeira vacina contra a covid-19 totalmente nacional, chamada SpiN-TEC, deve estar disponível para a população via Sistema Único de Saúde (SUS) no primeiro semestre do ano que vem. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a dose conta com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O ministério investiu R$ 140 milhões, por meio da RedeVírus, apoiando desde ensaios pré-clínicos até as fases clínicas 1, 2 e 3. Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministra, produzido pelo Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Luciana lembrou que o imunizante está em fase final de estudos – no início do mês, o Brasil publicou o primeiro artigo científico sobre testes de segurança que mostram que a vacina é segura. “Já vamos dar entrada na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] para poder fazer a validação dessa vacina. Quem está fazendo a compra tecnológica é uma empresa também brasileira, a Libbs. Estive ontem (15) com eles, em São Paulo. Vão fazer o IFA [insumo farmacêutico ativo]. E quem vai envasar é outra empresa brasileira de Minas Gerais. É um orgulho nacional.” Fonte

Vacina brasileira de covid ajuda a combater negacionismo, diz ministra

Vacina brasileira de covid ajuda a combater negacionismo, diz ministra

O Brasil publicou este mês o primeiro artigo científico sobre testes de segurança envolvendo uma vacina contra a covid-19 totalmente nacional. Os resultados demonstram que o imunizante, chamado SpiN-TEC, é seguro. A dose avança agora para a fase final de estudos clínicos e deve estar disponível para a população até o início de 2027. Desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a vacina conta com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Ao todo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) investiu R$ 140 milhões, por meio da RedeVírus, apoiando desde os ensaios pré-clínicos até as fases clínicas 1, 2 e 3.  Em entrevista à Agência Brasil e à TV Brasil, a chefe do MCTI, Luciana Santos, classificou o desenvolvimento do imunizante como algo revestido de simbolismos em meio à luta contra o negacionismo. Ela se mostrou otimista em relação a uma futura aprovação da dose pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e citou outras iniciativas de fomento de novas tecnologias em andamento no país. Confira os principais trechos da entrevista: TV Brasil: Ministra, o que representa o desenvolvimento dessa vacina para a ciência brasileira?Luciana Santos: Um grande marco da luta contra as evidências científicas e do negacionismo se deu no auge da covid-19, uma pandemia que impactou o mundo todo. No Brasil, tínhamos um chefe de Estado que negava a ciência. E todos nós sabemos os impactos disso: fomos a segunda população do planeta com mais mortes por covid. Acho que o desenvolvimento dessa vacina se reveste de muitos simbolismos. Primeiro, da capacidade da inteligência brasileira. Nós temos um histórico, através de instituições que são longevas, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan, que, naquele momento de pandemia, acudiram através de transferência de tecnologia, o que salvou o povo brasileiro. Os desafios para as pandemias vão ser cada vez mais urgentes. No caso específico, a SpiN-TEC, do Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG, que a gente apoiou com investimentos no montante de R$ 140 milhões, mostra que o Brasil é capaz de produzir soluções brasileiras, da inteligência brasileira. Penso que é um momento de afirmação da necessidade de virar a página do negacionismo no país e de dizer que a inteligência brasileira resolve questões, resolve problemas. Fico imensamente feliz, orgulhosa e com a certeza de que a gente tem capacidade de enfrentar vários desafios. A SpiN-TEC é um libelo à inteligência brasileira, 100% produzido no Brasil. TV Brasil: O fomento do MCTI foi fundamental para o desenvolvimento da vacina. Que outras iniciativas de fomento de novas tecnologias estão em andamento para a melhoria da qualidade da saúde pública no Brasil?Luciana: Como é um centro de tecnologia de vacinas que, inclusive, funciona em rede, contando com o Parque Tecnológico de Belo Horizonte, esse ecossistema é que faz valer as soluções. São muitas pessoas envolvidas no processo, muitas mãos para chegar a soluções complexas. Lá, nós vamos tratar da malária, da doença de Chagas, doenças propriamente do nosso clima, da nossa floresta tropical. Além das terapias que já existem hoje, nós vamos garantir uma vacina. Tudo isso está em andamento. É algo muito importante e animador. Assim, a gente vai poder dar ênfase aos desafios do complexo industrial da saúde, que são garantir equipamentos, insumos, medicamentos e vacinas que possam enfrentar coisas que são próprias do Brasil, contra as quais só a gente mesmo é que pode apresentar soluções. TV Brasil: O Brasil vem conquistando cada vez mais reconhecimento no mundo em vários campos da ciência. Um exemplo foi o mapeamento do genoma do coronavírus, realizado pela cientista Jaqueline Goes de Jesus. Como as políticas de fomento podem contribuir para esse processo?Luciana: O complexo industrial de saúde engloba desafios propriamente da área de saúde, equipamentos, insumos e medicamentos. Aliás, esse é o segundo déficit da balança comercial do Brasil, próximo de US$ 20 bilhões. E eles integram a Nova Indústria Brasil [política industrial lançada pelo governo federal em janeiro de 2024, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional até 2033]. É um desafio. Uma das escolhas que o Brasil fez foi nos tornarmos independentes, diminuir a nossa dependência desse conjunto de questões que diz respeito ao povo brasileiro. E, com isso, baratear custos, dar mais acesso, facilitar. Só pra dar um exemplo, a produção nacional do fator recombinante 8, que é um IFA [insumo farmacêutico ativo] de hemoderivados, vai significar US$ 1,2 bilhão a menos na balança comercial brasileira. Toda essa agenda que o presidente Lula lidera vai na direção de superar a dependência, ainda mais no contexto que a gente está vivendo, de muito ataque à nossa soberania. Soberania diz respeito a conseguir garantir que algumas soluções para o povo brasileiro a gente não precise importar. Nossa infraestrutura de pesquisa, nossa inteligência, pesquisadores e pesquisadoras, esses milhares de brasileiros e brasileiras que estão nos laboratórios, nos estudos de ciência e tecnologia, nas universidades, produzindo soluções, precisam cada vez mais ter visibilidade pra gente dar valor. Vacina SpiN-TEC desenvolvida na UFMG, que protege contra mais variantes do vírus da covid-19. Foto: Virgínia Muniz/CTVacinas Agência Brasil: A senhora citou um certo otimismo para levar a vacina até a Anvisa. O governo trabalha com algum tipo de prazo para essa aprovação junto à agência reguladora? Seria algo a se esperar ainda este ano ou em meados do ano que vem?Luciana: Esse é um debate que todo o ecossistema de medicamentos tem reiterado. A necessidade de a gente dar celeridade, ter corpo, gente suficiente. E a expectativa é que a vacina já vai entrar pra poder fazer a avaliação junto à Anvisa. Eu sou otimista, eu acho que nós vamos conseguir fazer isso de modo a garantir que ela entre em produção ainda no ano que vem. Agência Brasil: A gente já tem algumas vacinas produzidas no Brasil. Qual a diferença, exatamente, no caso da SpiN-TEC?Luciana: A diferença é que não vamos precisar importar insumos ou princípio ativo, que chamam de insumo farmacêutico ativo. No