Ação da GCM de Taubaté resulta na prisão de três pessoas suspeitas por tráfico de drogas

A Guarda Civil Municipal de Taubaté prendeu, na última sexta-feira (1º), três pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas durante patrulhamento pelo bairro Parque Sabará. Equipes do Gtam (Grupamento Tático com Apoio de Motocicletas) realizavam ronda na região quando identificaram dois homens e uma mulher em atitude suspeita nas proximidades de uma escola. Um dos homens tentou fugir de bicicleta ao perceber a aproximação da equipe, descartando um boné e uma sacola. Ele foi contido logo em seguida. Na sacola, os agentes localizaram 43 pinos com substância aparentando ser cocaína, além de dinheiro em espécie. Com os demais envolvidos, foram apreendidos mais entorpecentes da mesma substância e valores em dinheiro. Ao todo, a ocorrência somou 50 pinos de droga e R$112,50. Durante a abordagem, um dos suspeitos alegou ser usuário e que teria comprado a droga com a mulher do grupo. Os três foram conduzidos à delegacia, onde o flagrante foi confirmado. Eles permaneceram à disposição da Justiça.

Homem preso em Ubatuba suspeito de matar companheira grávida 

Na manhã de quarta-feira, 30 de julho de 2025, o corpo de Cláudia da Silva Nogueira, uma mulher de 36 anos que vivia em situação de rua, foi encontrado em uma área de mata no bairro Estufa, em Ubatuba, litoral paulista. A vítima, que estava grávida, apresentava sinais de espancamento e ferimentos graves na cabeça e no pescoço, causados por objetos cortantes e pedaços de madeira, segundo boletim de ocorrência. O homem suspeito do crime é o companheiro da vítima e foi preso pela Polícia Civil na sexta-feira, 1º de agosto de 2025, em continuidade às investigações. A motivação e circunstâncias específicas do crime ainda estão sob apuração, mas as autoridades confirmam que o crime foi brutal e que a vítima sofreu agressões antes de ser assassinada. Este caso lamentável reforça a urgência da atenção às mulheres em situação vulnerável e expõe a crueldade dos crimes de violência doméstica que ainda assolam o Brasil, principalmente em regiões como o Vale do Paraíba e o litoral norte paulista.

Homem é preso por tráfico durante patrulhamento da GCM na região central

Na última quarta-feira, 30, a Guarda Civil Municipal de Taubaté prendeu um homem por tráfico de drogas durante patrulhamento no parque Doutor Barbosa de Oliveira, próximo a rodoviária, na região central da cidade. Dois homens foram abordados após os agentes do Gtam (Grupamento Tático com Apoio de Motocicletas) identificarem comportamento suspeito na praça. Com eles, foram encontradas 41 pedras aparentemente de crack e uma quantia de dinheiro em espécie. O homem que estava com a maior parte da droga e do dinheiro confessou que realizava a venda no local, enquanto o outro admitiu ter adquirido uma porção para consumo. Ambos foram conduzidos à delegacia, e o suspeito apontado como vendedor permaneceu preso e a disposição da Justiça, após a autoridade policial confirmar o flagrante por tráfico.

Marcos do Val Sob Investigação da PF: Justiça em Ação e o Poder da Responsabilidade Individual

O senador Marcos do Val, conhecido por sua atuação firme e valores conservadores, está atualmente no centro de uma operação da Polícia Federal. Com a determinação das autoridades, ele precisará usar tornozeleira eletrônica, símbolo de que ninguém está acima da lei, independentemente de sua posição. Este episódio ressalta a importância de que o sistema judiciário funcione de maneira rigorosa e transparente, aplicando a lei com igualdade e garantindo a segurança e a ordem pública. Em um cenário político em que a responsabilidade pessoal e a ética devem prevalecer, a ação da Polícia Federal mostra que o combate à corrupção e ao abuso de poder não pode ser seletivo ou frouxo. O Estado Democrático de Direito precisa fortalecer os mecanismos que garantam o respeito às instituições e aos valores nacionais. Marcos do Val, que há anos defende a segurança pública e políticas de valores tradicionais, passa por este momento difícil, mas a mensagem clara é que todos, políticos ou não, devem responder ao julgamento justo e transparente. Essa é uma base para a democracia e para a confiança da sociedade nas instituições. Com o uso da tornozeleira eletrônica, além da investigação em curso, espera-se que o processo judicial corra com rapidez, eficiência e transparência. A direita brasileira entende e apoia que o rigor nos processos legais é necessário para garantir que o Brasil siga um caminho de desenvolvimento baseado em justiça, ética e responsabilidade. Esse episódio serve como um alerta para que os agentes públicos mantenham condutas rigorosas com os princípios que defendem, sempre respeitando o povo e o Estado. A população merece ver seus representantes como exemplos de integridade e compromisso com o país.

Sete das dez melhores cidades para morar em 2025 estão em SP, aponta IPS Brasil

O relatório do Índice de Progresso Social do Brasil (IPS Brasil) 2025 realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), listou as 20 cidades com a melhor e a pior qualidade de vida no Brasil  em 2025. O documento mostra que sete, das dez melhores cidades para morar no Brasil, estão localizadas no estado de São Paulo. O IPS mede o desempenho social e ambiental de territórios e esta foi a segunda edição da publicação. Os dados coletados abrangem todos os 5.570 municípios brasileiros.  O estudo mostra que, em 2025, havia uma desigualdade significativa na distribuição do progresso social entre os municípios brasileiros. O cenário retrata um relevante contraste entre a Região Norte, especialmente na Amazônia Legal, onde se concentra a maioria dos municípios críticos, e o Sudeste do Brasil – onde estão os municípios com maiores notas do IPS. O levantamento mostra que a Amazônia Legal teve a pior nota do componente Qualidade do Meio Ambiente. Segundo o estudo, o resultado é influenciado pelo desmatamento e pela concentração de emissões associadas de Gases de Efeito Estufa (GEE) na região. Em relação ao cenário nacional, o estudo revela que a dimensão de oportunidades apresentou o pior resultado (46,07), com resultados baixos relacionados aos Direitos Individuais (32,41), Acesso à Educação Superior (47,39) e Inclusão Social (47,21). Para calcular o IPS Brasil 2025, foram utilizados 57 indicadores, oriundos de fontes públicas oficiais. As notas variam de 0 a 100 e os são divididos em três dimensões, sendo oportunidades, que inclui direitos individuais e acesso à educação superior, entre outros; necessidades humanas básicas, que abarca nutrição e cuidados médicos básicos, água e saneamento, moradia, entre outros e, por fim, fundamentos do bem-estar, que abrange desde acesso à informação e comunicação à saúde saúde e bem-estar. Inclusive, na dimensão de necessidades humanas básicas, o país alcançou a melhor pontuação geral média (74,79). Melhores cidades brasileiras para morar Pela segunda vez seguida, Gavião Peixoto (SP) liderou o ranking com a melhor pontuação no IPS 2025. O município fica localizado no interior do estado de São Paulo. Entre as dez cidades com melhor qualidade de vida no país, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais também aparecem com um município cada.  Confira o ranking das 10 melhores cidades para morar no Brasil: Apesar do resultado expressivo de municípios paulistas, nas regiões mais ricas do Brasil como Sul e Sudeste, o IPS aponta que o componente Saúde e Bem-estar demonstrou fragilidade. De acordo com o estudo, o resultado é influenciado pelas taxas elevadas de obesidade, suicídio e mortalidade por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) – como diabetes e doenças respiratórias. 10 piores cidades para morar no Brasil O município que registrou o pior índice do IPS em 2025 é, mais uma vez, o município de Uiramutã (RR), que obteve 37,59 no índice. Entre as dez cidades com pior qualidade de vida no país, sete estão localizadas no Pará e três em Roraima. Entre as 20 cidades listadas no ranking, também estão Japorã (MS), Marajá do Sena (MA) e Peritoró (MA) e outras três cidades do Acre: Santa Rosa do Purus e Feijó. Confira o ranking das 10 piores cidades para morar no Brasil: Cenário nas capitais brasileiras  Segundo o IPS 2025, Curitiba (PR) é a capital com melhor qualidade de vida no Brasil, seguida por Campo Grande (MS) e Brasília (DF). Na quarta posição aparece São Paulo (SP) e no 5° lugar, Belo Horizonte (BH). Além disso, Palmas (TO) é a melhor capital da região Norte, enquanto João Pessoa (PB) lidera o ranking de progresso social no Nordeste. Entre as capitais, Porto Velho (RO) ficou em último lugar, com Macapá (AP) logo atrás. Fonte: Brasil 61

BAEP prende motorista que conduzia veículo com placas clonadas em Pindamonhangaba

No dia 2 de agosto de 2025, uma equipe do 3º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) efetuou a prisão de um motorista que conduzia um veículo com placas clonadas na cidade de Pindamonhangaba. Durante uma abordagem de rotina, os policiais identificaram inconsistências nos documentos e nos elementos de identificação do carro. Após uma vistoria técnica detalhada, foi confirmado que as placas utilizadas no veículo eram falsas, sendo originalmente de um automóvel furtado em outra região. O condutor foi encaminhado ao plantão policial, onde permanece à disposição da Justiça para os procedimentos legais cabíveis. A ação reforça o comprometimento das forças policiais no combate aos crimes relacionados à clonagem e furto de veículos, contribuindo para a segurança da população local.

BAEP apreende mais de 13 kg de drogas em operação no bairro Feital, Pindamonhangaba

Na data de hoje, 2 de agosto de 2025, uma operação do 3º Batalhão de Operações Especiais (BAEP), da Polícia Militar do Estado de São Paulo, verificada na apreensão significativa de entorpecentes em Pindamonhangaba, município do interior paulista. Por volta das 17h10, agentes do BAEP intensificaram as investigações no bairro Feital, onde localizaram uma quantidade específica de drogas armazenadas em uma residência. Durante a ação, os policiais encontraram um total de 15 tijolos de maconha, que somam aproximadamente 12,689 kg, além de 580 eppendorfs contendo cocaína, totalizando cerca de 0,644 kg da substância. O material apreendido, que representa um forte golpe contra as organizações criminosas atuantes na região, foi imediatamente recolhido para perícia e encaminhado à Delegacia de Polícia Judiciária para as providências legais cabíveis. A operação integra uma série de iniciativas do BAEP voltadas para a repressão ao tráfico de drogas, um dos principais desafios enfrentados pela segurança pública local. O bairro Feital, que vem sofrendo com o aumento da criminalidade associado a esse tipo de ilícito, recebeu atenção especial dos policiais neste combate direto ao tráfico. A atuação reforçada das equipes especializadas visa desarticular as redes criminosas que utilizam residências e pontos estratégicos para armazenar e distribuir entorpecentes. Além da compreensão das substâncias, o BAEP segue com as investigações para identificar os responsáveis pela propriedade e os envolvidos na distribuição das drogas. A operação foi conduzida com total cuidado para preservar a integridade da comunidade local e garantir que medidas adequadas sejam tomadas para segurança dos moradores. O trabalho realizado pelo 3º Batalhão de Operações Especiais demonstra comprometimento do contínuo da Polícia Militar em combater o tráfico e levar tranquilidade às cidades do interior paulista. As ações coordenadas e as equipes treinadas seguem a linha de frente contra a criminalidade, reforçando o compromisso com a justiça e a ordem pública.

61 socos: caso no RN retrata escalada da violência contra mulheres

Os 61 socos desferidos contra Juliana Garcia, na cidade de Natal (RN), no último sábado (26), chocaram o Brasil diante da violência flagrada por uma câmera no elevador do prédio. O autor do crime, o namorado dela, Igor Cabral, foi preso em flagrante. O episódio, que chamou atenção de todo o país, traz à tona a escalada da violência no país contra a mulher: tanto pelo que é registrado, como no caso de Juliana, como também pelos aspectos subjetivos que não são possíveis de contabilizar.  Um dos motivos pelo qual o crime chamou atenção foram os repetidos golpes no rosto da vítima, que se encontrava indefesa e caída no chão do elevador. Segundo especialistas ouvidas pela Agência Brasil, o ato carrega um simbolismo ancorado na cultura machista. “Agressores normalmente atacam o feminino do corpo humano, (incluindo) rosto, seios e ventre como um recado de que aquele corpo pertence a eles”, afirma a promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Valéria Scarance. Ela destaca que agressores praticam atos de violência imbuídos de um sentimento de posse e superioridade em relação às mulheres. A antropóloga Analba Brazão, que é educadora do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia, considera que esses ataques contra a mulher em regiões como o rosto têm como objetivo desfigurar a vítima. “Atingir o rosto também demonstra poder. Ele quer aniquilar aquela mulher e deixar visível a sua marca”, lamenta. Essas violências no corpo da mulher e na expressão do feminino têm uma simbologia marcante, conforme aponta Télia Negrão, pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É o que acontece quando criminosos mutilam, por exemplo, os seios ou a região genitais. “Há até chutes na área da barriga da mulher como forma de destruir a sua capacidade reprodutiva posterior”, diz Télia, que faz parte do Levante Feminista contra o Feminicídio e Transfeminicídio. Quatro mulheres mortas por dia De acordo com o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na semana passada, houve novo aumento no número de feminicídios, que chegou a 1.492 casos em 2024. O número representa quatro mortes de mulheres por dia. É a maior quantidade desse tipo de crime desde 2015, início da série histórica. Segundo o levantamento, 63,6% das vítimas eram negras. Além disso, 70,5% tinham entre 18 e 44 anos e oito em cada dez foram mortas por companheiros ou ex-companheiros. Os feminicídios dentro de casa são maioria (64,3%). Já os casos de tentativa de feminicídio, como o ocorrido com Juliana, em Natal, foram 3870 no ano passado, 19% a mais do que no ano anterior. As agressões registradas contra mulheres foram de 256.584 casos (em 2023) para 257.659 (no ano passado). Para a promotora Valéria Scarance, do MP-SP, desde a Lei Maria da Penha instaurou-se um “novo tempo” no Brasil, em que a violência contra mulheres deixou o âmbito privado e ganhou domínio público. “Antes, era comum que as pessoas não se manifestassem diante de uma ‘briga de casal’. Mas, hoje, a sociedade está atenta a essas violências, inclusive as que eram consideradas menos graves”, contextualiza. Ao mesmo tempo em que a legislação brasileira é considerada uma das melhores do mundo no combate ao feminicídio, as pesquisadoras apontam que discursos de misoginia, até mesmo de autoridades públicas, cresceram com a ascensão de partidos da extrema direita no mundo, incluindo o Brasil. Valéria Scarance analisa que o aumento da violência contra as mulheres seria uma espécie de reação da estrutura machista da sociedade ao empoderamento e ao fortalecimento das mulheres – o que ela chama de fenômeno “backlash ou retaliação”. A antropóloga Analba Brazão vê um movimento antifeminista na sociedade em prol de um machismo estrutural que relega as mulheres a um papel secundário. Ciclo e escalada da violência A promotora Valéria Scarance, que também é pesquisadora da temática de gênero, violência contra mulheres e feminicídio, explica que, no âmbito íntimo, as violências mais severas acontecem quando há o término da relação ou quando a vítima não atende às ordens ou desejos do agressor.  “Esses homens são ao mesmo tempo egocêntricos e inseguros porque qualquer conduta da vítima –  passar batom, usar roupas novas, trabalhar, ter amigas, sorrir – pode ser interpretada por eles como um ato de desrespeito ou traição”, exemplifica. A promotora contextualiza que, no início, as agressões ocorrem em locais pouco visíveis. “Mas à medida que a violência evolui, agressores dão socos no rosto, chutes no corpo, puxam os cabelos, apertam o pescoço das vítimas”. Um dos dados divulgados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública exemplifica os desafios para garantir a segurança das mulheres brasileiras: ao menos 121 vítimas foram mortas em 2023 e 2024 enquanto estavam sob medidas protetivas de urgência ativa. “A cada 15 segundos, uma mulher está sendo espancada no Brasil. E normalmente não há câmeras como o caso que foi flagrado em Natal. Acontece em áreas isoladas dentro de casa”, diz Analba Brazão, que defende serem necessárias mais políticas públicas para estimular novas denúncias. “Muitos casos não são notificados. A gente precisa saber, por exemplo, quantos órfãos do feminicídio existem”, afirma a pesquisadora, que atua no Recife (PE).  “Nesta semana, aqui em Pernambuco, uma manicure foi assassinada a facadas, também no rosto e em outras partes do corpo. Ela estava com medida protetiva de urgência”, lamenta.  Télia Negrão entende que são necessárias políticas públicas mais profundas que consigam promover uma mudança cultural. “Nós temos julgamentos que têm elevado as punições devido aos agravantes. E, no entanto, nós não temos uma redução dos feminicídios ou da violência. Nós precisamos de mudança cultural”, acredita a pesquisadora que atua no Rio Grande do Sul. Denúncias Pesquisadora em direito penal e coordenadora da Quilombo, organização do movimento negro no Rio Grande do Norte, Dalvaci Neves conta que mais de mil mulheres foram vítimas de feminicídio no Rio Grande do Norte, entre 2013 e 2023 – 80% eram  negras. “É um retrato do nosso quadro social, do racismo e do machismo que nós, mulheres negras, enfrentamos”. De acordo com ela, no estado, existem apenas 12 delegacias especializadas para atendimento das mulheres em mais de 160 municípios. “Há muitas mulheres no interior e sem acesso para fazerem denúncia”.

Mulheres de SP fazem história como primeira equipe feminina na ‘Copa do Mundo’ das polícias

Um grupo de sete policiais civis de São Paulo fez história como a primeira equipe feminina do Brasil a participar do Swat Dubai Challenge, a “Copa do Mundo das Polícias”, em fevereiro deste ano. A competição, realizada nos Emirados Árabes, avalia ações de tática, precisão e trabalho em equipe. Com provas que incluem tiro, rapel e situações de resgate, o torneio envolveu equipes policiais de 46 países divididos em 120 times. A formação do grupo que partiu de São Paulo até Dubai incluiu integrantes do Grupo de Operações Especiais (GOE), do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), entre outros. A maioria das integrantes atua na Região Metropolitana de São Paulo. “Ter uma equipe feminina em uma competição de alto nível como o Swat Dubai Challenge é motivo de grande orgulho. Isso demonstra não apenas a competência técnica e tática das nossas policiais, mas também reforça a importância da presença feminina em todos os espaços da segurança pública”, diz Victorya Lopes Anjo, escrivã da Polícia Civil e integrante da equipe. A Swat Dubai Challenge estreou a participação de times femininos na competição em 2024. Depois do torneio, a Polícia de Dubai mandou um convite ao Grupo de Responsabilidade Tática (GRT) para a participação de mulheres da Polícia Civil de São Paulo. O responsável pelo GRT, que também faz parte do GOE de São Bernardo do Campo, fez a seleção e participou do treinamento do time, que viajou aos Emirados Árabes para o início da competição. O grupo de policiais que foi ao Swat Dubai Challenge era composto pelas investigadoras Carla Regina Nastri, Elaine Rufino, Luciana Saens, Marcelle Rahal, Tainã Castanharo, pela agente policial Denise Lessa e pela escrivã Victorya Lopes Anjo. Obstáculos em Dubai Os desafios que as policiais enfrentaram começaram pela distância. Com 14 horas de voo, a equipe paulista teve que superar o pouco tempo de sono e o desgaste físico logo no começo da jornada. Já nos Emirados Árabes, foram quatro dias treinando para enfrentar cinco dias consecutivos de competição. Tudo isso em meio ao calor, além da cultura e gastronomia diferentes do que as brasileiras estavam acostumadas. A preparação, porém, começou antes: desde julho de 2024 as policiais treinavam para as provas da Swat Dubai Challenge. Nesse tempo, elas ressaltam a importância do apoio de seus superiores, que deram respaldo ao tempo investido no treinamento. Com isso, a equipe conseguiu conciliar os treinos com as atividades do dia a dia, que incluem apoio a operações policiais e até a rotina como mãe. “Todas deram o máximo, muitas vezes tendo de conciliar com questões pessoais. Foram seis meses de preparação para o campeonato”, diz a investigadora Carla Regina Nastri, da Delegacia Seccional de São Bernardo do Campo. Com 35 anos de carreira como policial, Carla foi a primeira mulher a integrar o Garra da Seccional de São Bernardo do Campo. Ela considera a participação no torneio um marco: “[Esse campeonato] Foi para coroar a minha carreira. Tive muito orgulho de ter participado e uma sensação de ter feito a diferença dentro da instituição.” Aprendizados Os esforços levaram muitas das policiais ao limite. Três delas chegaram ao Brasil lesionadas por conta dos esforços exigidos pelas provas. O saldo, no entanto, foi positivo. Com a presença de mais 45 países, a equipe da Polícia Civil de São Paulo pôde trocar experiências e adquirir aprendizados com agentes do mundo todo. “O contato com equipes de elite nos permitiu conhecer novas técnicas, táticas operacionais e estratégias que podem ser adaptadas à nossa realidade. Além disso, a competição reforçou a importância do trabalho em equipe, da tomada de decisões sob pressão e da preparação física e psicológica para situações extremas. Esse intercâmbio fortalece nossas habilidades e contribui para elevar ainda mais o nível das forças policiais brasileiras”, diz Victorya Lopes Anjo. Representatividade Segundo a Secretaria de Segurança Pública, há cerca de 6 mil mulheres na Polícia Civil, o que representa 24% do total da corporação. As participantes do torneio de Dubai esperam que experiências como essas tragam cada vez mais mulheres para a Polícia Civil. “Temos um número muito grande de mulheres em todas as carreiras, com representatividade muito grande. Sabemos que elas podem estar onde quiserem e que é muito do esforço de cada uma conquistar o seu espaço. Esse é o recado que precisamos deixar para as futuras mulheres que queiram ingressar na Polícia”, afirma a Dra. Kelly Cristina Sacchetto, delegada seccional São Bernardo do Campo. SP Por Todas SP Por Todas é um movimento promovido pelo Governo do Estado de São Paulo para ampliar a visibilidade das políticas públicas para mulheres, bem como a rede de proteção, acolhimento e autonomia profissional e financeira para elas. Essas frentes estão nos pilares da gestão e incluem novas soluções lançadas em março de 2024, como o lançamento do aplicativo SPMulher Segura, que conecta a polícia de forma direta e ágil caso o agressor se aproxime; e a criação de novas salas da Delegacia da Defesa da Mulher 24 horas.

Agosto Lilás: A Luta pela Conscientização e Combate à Violência Contra a Mulher

Agosto Lilás é uma campanha nacional que ganhou força no Brasil para reforçar a importância do combate à violência contra a mulher. Instituída oficialmente pela Lei 14.448 de 2022, essa mobilização anual tem como marco o aniversário da Lei Maria da Penha, sancionada em 13 de agosto de 2006, que revolucionou a legislação brasileira ao criar mecanismos para proteger mulheres de abusos, agressões e violência doméstica. O nome “Lilás” faz referência à cor simbólica associada à luta contra a violência de gênero, representando a transmutação, a calma e a proteção, em contraponto à dor e ao sofrimento causados pelos atos violentos. Durante todo o mês de agosto, diversas ações são promovidas em todo o país com o objetivo de alertar a população, estimular a denúncia e fortalecer a rede de apoio às vítimas. Dados recentes mostram que a violência contra a mulher continua sendo um grave problema no Brasil. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2023, mais de 1.400 casos de feminicídio foram registrados em 2022, com aumento em relação ao ano anterior. A maioria das vítimas conhecia seu agressor, geralmente um parceiro ou ex-parceiro íntimo, e muitas sofreram abusos dentro do próprio lar, que deveriam ser um seguro local. A campanha Agosto Lilás não apenas evidencia a necessidade de proteger as mulheres, mas também promove uma reflexão sobre igualdade de gênero e respeito aos direitos humanos. Ela reforça a importância da denúncia, que pode ser feita por meio do telefone 180 – Central de Atendimento à Mulher – e de delegações especializadas, além de oferecer suporte psicológico, social e jurídico por meio de organizações governamentais e não governamentais. O Agosto Lilás representa, portanto, um chamado urgente à mobilização social para erradicar a violência, dar voz às vítimas e garantir um futuro seguro para mulheres de todas as idades e classes sociais.