Furto de vírus levanta suspeita de espionagem internacional

Furto de vírus na Unicamp levanta suspeita de espionagem internacional. Um caso que começou como um suposto problema interno em laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ganhou contornos de espionagem e interesse internacional. As autoridades brasileiras investigam a suspeita de furto de amostras virais em um centro de alta biossegurança, com os principais alvos sendo a pesquisadora argentina Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), e seu marido, o veterinário e doutorando Michael Edward Miller, ligado a programas internacionais de pesquisa em saúde animal e ambiental. Leia também: Pobreza afeta desenvolvimento de bebês desde 6 meses, mostra pesquisa Furto de vírus e a rede de vírus sumidos Segundo investigações da Polícia Federal e da própria Unicamp, ao menos 24 cepas de vírus foram retiradas ilegalmente de um laboratório NB‑3 (Nível de Biossegurança 3) do Instituto de Biologia. Entre as amostras levadas estão agentes responsáveis por dengue, zika, chikungunya, herpes, vírus Epstein‑Barr, coronavírus humano e diversos subtipos de gripe humana e aviária. Essas cepas não são apenas curiosidades científicas: são ferramentas estratégicas para pesquisas de vacinas, diagnósticos e terapias, usadas em experimentos de ponta em laboratórios de todo o mundo. Por isso, a constatação de que elas deixaram de estar sob controle institucional imediatamente acendeu alertas de segurança institucional e sanitária. Câmeras revelam o desmonte A ausência de algumas cepas foi detectada por outra pesquisadora em 13 de fevereiro de 2026. O caso permaneceu em apuração interna até a universidade decidir acionar a Polícia Federal, que formalizou o inquérito em 20 de março. Gravações de câmeras de segurança mostraram que, em horários incomuns no final de fevereiro, Michael Edward Miller saiu do laboratório NB‑3 transportando caixas sem autorização aparente. As imagens viraram peça central da investigação, ajudando a reconstruir a movimentação das amostras de um laboratório de alta contaminação para a FEA, onde Soledad trabalhava. A prisão e a liberdade provisória Em 23 de março de 2026, a Polícia Federal cumpriu mandado e prendeu Soledad Palameta Miller em flagrante, sob suspeita de furto de material biológico protegido por protocolos de biossegurança. A prisão gerou forte repercussão no meio acadêmico, pela raridade de um caso envolvendo alteração de acesso a amostras de vírus de alto nível de risco. Pouco tempo depois, a Justiça Federal concedeu liberdade provisória à pesquisadora, que continua formalmente investigada. Michael Edward Miller, por sua vez, está sob investigação, mas ainda não foi formalmente preso. Ambos negam que as amostras tenham sido usadas ou vendidas de forma ilegal, mas o inquérito trabalha com a hipótese de que o casal poderia tentar negociar ou aproveitar esses vírus em projetos fora do controle da universidade. Leia também: Subtipos de autismo são revelados por pesquisas genéticas e aceleram diagnósticos precoces Furto de vírus – Suspeita de mercado negro científico A dimensão do caso se ampliou quando a PF passou a investigar se o casal tentou vender ou ceder as cepas a terceiros. Materiais biológicos de alto nível de biossegurança têm grande valor em pesquisas de ponta, inclusive em laboratórios privados e multinacionais, o que torna o cenário de negociação muito mais complexo do que um simples desvio de rotina. “Como a roubalheira inicia?” é uma das frases gravadas da própria Soledad, segundo relatos de colegas, em mensagens compartilhadas com a imprensa. A expressão, usada em contexto de humor, agora é citada como parte de um quadro mais amplo de questionamentos sobre a cultura de segurança em laboratórios envolvidos com materiais sensíveis. Furto de vírus – Sem risco imediato, mas com impacto estratégico Apesar da gravidade narrativa, autoridades insistem que, até o momento, não há evidência de terrorismo biológico nem de risco imediato à saúde pública. A Anvisa, alertada pela Unicamp, confirmou que as amostras foram localizadas e apreendidas, e que seu manuseio sob controle não representa emergência sanitária. No entanto, o valor estratégico desses vírus – úteis para desenvolvimento de vacinas, terapias imunológicas e até para testes de resistência a novos patógenos – coloca a investigação em outro patamar. A união entre a PF, o Ministério Público Federal e a própria Anvisa indica que o caso está sendo tratado como potencial problema de segurança nacional e não apenas como falta de disciplina acadêmica. Unicamp reforça controle e preocupa a comunidade científica A Unicamp abriu uma sindicância interna para apurar falhas de acesso, supervisão e rotinas de segurança nos laboratórios de biossegurança 3. A universidade também intensificou a fiscalização de armazenamento e transporte de amostras, em especial aquelas envolvendo vírus de alto risco. Especialistas alertam que o caso pode ser um alerta para todo o sistema de pesquisa brasileiro: laboratórios de alta contaminação precisam ter protocolos claros, auditáveis e com maior controle humano, não apenas tecnológico. A combinação de camera, acesso biométrico e registros de saída é essencial, mas só funciona se houver cultura institucional forte de responsabilidade. O que vem pela frente A investigação ainda está em curso, com a PF e o MPF buscando rastrear mensagens, contatos e movimentações financeiras ligadas ao casal. A ligação de Michael com programas internacionais de pesquisa em saúde animal e ambiental aumenta o interesse em entender se há empresas ou institutos estrangeiros por trás de eventuais propostas de negociação. Enquanto isso, a Unicamp reforça que o foco é recuperar a confiança e blindar o sistema de pesquisa. Para o público em geral, a mensagem é direta: o Brasil tem capacidade científica de alto nível, mas também precisa de estruturas de segurança à altura de seu potencial – para evitar que descobertas feitas em Campinas sejam usadas em outros lugares sem autorização, consentimento ou compensação.
O que fazer ao encontrar taturana ou lagarta lonomia

Dicas do Instituto Butantan sobre como se proteger, tratar envenenamento por taturana ou lagarta lonomia. Onde entregar exemplares para produção do soro antilonômico. O que são taturana ou lagarta lonomia? As taturanas, do gênero Lonomia, são lagartas venenosas encontradas principalmente em áreas de mata nativa, jardins, pomares e zonas rurais de São Paulo e outros estados. O contato com seus espinhos pode inocular veneno na pele humana e provocar quadros graves de envenenamento, inclusive com risco de morte se não for tratado a tempo. Sintomas do envenenamento por lonomia Logo após o contato, a pessoa pode sentir dor como queimadura, vermelhidão e, às vezes, leve inchaço ou pequenas bolhas na região atingida. Horas depois, podem surgir dor de cabeça, náuseas, mal‑estar e, mais tarde, alterações na coagulação sanguínea, com hemorragias em gengivas, urina e outros locais. Tratamento específico: soro antilonômico O único tratamento específico para o envenenamento por lonomia é o soro antilonômico, produzido pelo Instituto Butantan a partir do veneno extraído das próprias lagartas. O soro contém anticorpos capazes de neutralizar as toxinas e impedir o avanço do quadro, que pode ser fatal. Como ajudar a produzir o soro Quem mora em áreas com lonomia pode colaborar avisando o Centro de Zoonoses local quando encontra as lagartas. A coleta deve ser feita por equipes capacitadas, que encaminham os exemplares ao Instituto Butantan. Em casos em que não é possível aguardar o apoio técnico, recomenda‑se o uso de luvas de borracha e pinça longa para manipulação segura, evitando tocar diretamente com as mãos. Entrega de lonomias no Instituto Butantan As lonomias coletadas podem ser levadas ao setor de Recepção de Animais do Laboratório de Coleções Zoológicas do Instituto Butantan, na Avenida Vital Brasil, 1500, Butantã, São Paulo. O atendimento ocorre de segunda a sexta‑feira, das 8h às 17h, exceto feriados. Mais informações pelo telefone (11) 2627‑9885 / 9526. Hospital Vital Brazil e atendimento 24h Para orientações e atendimento a acidentes por animais peçonhentos, incluindo lagartas, o Hospital Vital Brazil, localizado no mesmo endereço, funciona 24 horas. Dúvidas podem ser esclarecidas pelos telefones (11) 2627‑9528 / 9529 / 9530, (11) 3723‑6969 ou (11) 91472‑2902 (somente para ligações).
Papa Leão XIV nomeia novo arcebispo de Aparecida (SP)

Papa Leão XIV nomeia Dom Mário Antônio da Silva como novo arcebispo de Aparecida (SP), substituindo Dom Orlando Brandes. Conheça o novo líder da Arquidiocese que abriga o Santuário Nacional. O Papa Leão XIV nomeou, nesta segunda‑feira (2), Dom Mário Antônio da Silva como novo arcebispo metropolitano da Arquidiocese de Aparecida (SP) , transferindo‑o da Arquidiocese de Cuiabá (MT). A decisão foi oficializada pelo Vaticano e pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) , encerrando a liderança de Dom Orlando Brandes , que assume o status de bispo emérito após dez anos à frente da Arquidiocese. Novo arcebispo de Aparecida Dom Mário Antônio da Silva será o sexto arcebispo de Aparecida , com dois meses previstos para preparar a transição e assumir formalmente o governo pastoral da Arquidiocese. A Arquidiocese de Aparecida abrange cinco municípios – Aparecida, Guaratinguetá, Lagoinha, Potim e Roseira – e é composta por 18 paróquias e uma capelania militar , tendo como centro o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida , principal templo mariano do Brasil e um dos maiores centros de peregrinação católica do mundo. Origem e formação de Dom Mário Nascido em 17 de outubro de 1966, em Itararé (SP) , na Diocese de Itapeva, Dom Mário Antônio da Silva estudou Filosofia e Teologia no Seminário Diocesano Divino Mestre, em Jacarezinho (PR) , e obteve licenciatura em Teologia Moral pela Pontifícia Academia Alfonsiana, em Roma . Foi ordenado sacerdote em 21 de dezembro de 1991 , incardinado na Diocese de Jacarezinho, e exerceu diversas funções pastorais e formativas, como diretor espiritual e reitor do Seminário Menor Nossa Senhora da Assunção , coordenador da Pastoral Vocacional , coordenador diocesano de Pastoral , professor de Teologia Moral , diretor espiritual do Seminário Maior Divino Mestre , pároco do Sagrado Coração de Jesus, em Jacarezinho (PR) , e chanceler da Cúria Diocesana . Veja Também:100 mil fiéis em Aparecida na 18ª Romaria Nacional do Terço dos Homens No âmbito da CNBB, atuou como 2º vice-presidente e presidente da Regional Norte , ganhando experiência em gestão de grandes circunscrições e diálogo com a Igreja na Amazônia. Importância da carga em Aparecida A Arquidiocese de Aparecida é um dos centros mais importantes da Igreja Católica no Brasil , tanto pela devoção mariana quanto pela influência nas pautas sociais e políticas, já que missas e eventos no Santuário são transmitidos nacionalmente por TVs, rádios e plataformas digitais, alcançando milhões de religião. A escolha do novo arcebispo, feita pelo Papa Leão XIV após processo sigiloso conduzido pelo Vaticano, reflete a importância da cidade como ponto de encontro de romeiros de todo o país e símbolo da fé católica brasileira. Dom Orlando Brandes, 80 anos, apresentou renúncia conforme o Código de Direito Canônico , que estabelece idade limite para bispos, e será substituído por Dom Mário Antônio da Silva, convidado a dirigir a Arquidiocese em um novo ciclo de missão evangelizadora
Investimento recorde leva água potável a 1,8 milhão de paulistas em 2025

Ampliação do saneamento em SP fez também com que 2 milhões de pessoas deixassem de conviver com esgoto a céu aberto no ano passado São Paulo, 4 de fevereiro de 2026 – Jeferson Cândido Pinheiro mora em uma das regiões mais populosas e com maior vulnerabilidade social da capital paulista, a Cidade Tiradentes. Do total de pouco mais de 52 mil famílias, cerca de 8 mil vivem em situação de alta ou muito alta vulnerabilidade. O distrito também abriga o maior complexo de conjuntos habitacionais da América Latina, com aproximadamente 40 mil unidades, formando uma verdadeira cidade dentro da cidade. O líder comunitário de 43 anos, no entanto, cresceu fora desses conjuntos. Ele nasceu e viveu em uma ocupação irregular conhecida como Comunidade Vaquejada, onde não havia acesso à água, esgoto ou outros serviços essenciais. Essa realidade começou a mudar há cerca de quatro meses, quando a Sabesp implantou redes e ligações de água e esgoto para todas as mais de 2 mil famílias da comunidade. A iniciativa foi viabilizada após a desestatização da Companhia, que eliminou a restrição contratual para atuação em áreas informais. “O bairro anda feliz, com a rua seca, sem esgoto correndo”, relata Jeferson, que também comemora a mudança em sua rotina. “Ficamos 28 anos sem água. Era uma luta diária. Usávamos mangueira, muitas vezes a água não chegava, a mangueira estourava, e precisávamos buscar água de balde em bica ou poço. Era quase uma hora de caminhada. Hoje posso tomar meu banho e trabalhar livremente no meu comércio. A dificuldade acabou”, afirma. Assim como a família de Jeferson, milhões de famílias paulistas passaram a contar com serviços de saneamento básico desde a desestatização da Sabesp, em julho de 2024. Em 2025, a Companhia realizou investimento recorde de R$ 15,2 bilhões, frente aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior, ampliando o acesso aos serviços, promovendo ganhos em saúde pública e contribuindo para a melhoria da qualidade de rios, córregos e praias. Estudos do Instituto Trata Brasil mostram que a ampliação do acesso ao saneamento básico está diretamente associada à melhora dos indicadores de saúde e educação, ao reduzir a incidência de doenças, diminuir internações hospitalares e contribuir para o melhor desempenho escolar de crianças e adolescentes. As análises mais recentes indicam que esses efeitos são cumulativos ao longo do tempo, especialmente na queda das internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado, já que a chegada do abastecimento de água e da coleta e tratamento de esgoto a populações antes desassistidas pode reduzir em até 69,1% a taxa de internações por esse tipo de doença após 36 meses da intervenção, evidenciando o impacto direto e duradouro do saneamento na melhoria das condições de saúde. Em pouco mais de um ano após a privatização, a Sabesp reduziu em cerca de 22% o volume de esgoto que era lançado sem tratamento adequado na Região Metropolitana de São Paulo. No fim de 2023, esse passivo equivalia a aproximadamente 63 bilhões de litros por mês, ou 25 mil piscinas olímpicas. A queda representa 5.500 piscinas olímpicas a menos por mês chegando ao meio ambiente sem tratamento, resultado da aceleração de obras de coleta e tratamento, com impacto direto na proteção de mananciais estratégicos como Tietê, Guarapiranga e Billings. Metas superadas Esse esforço se reflete no cumprimento antecipado das metas de universalização do saneamento nas 371 cidades atendidas pela Companhia: Acesso à água: 664.161 novos imóveis atendidos, o equivalente a 152% da meta prevista para 2024–2025, beneficiando cerca de 1,8 milhão de pessoas. Acesso à coleta de esgoto: 781.464 imóveis atendidos, correspondendo a 133% da meta, com mais de 2,1 milhões de pessoas beneficiadas. Tratamento de esgoto: 1.372.105 imóveis passaram a contar com esgoto tratado, atingindo 134% da meta, o que representa 3,7 milhões de pessoas. Geração de empregos diretos e indiretos: cerca de 40 mil postos de trabalho. “Os resultados reforçam o comprometimento da Sabesp com a universalização do saneamento básico até 2029, garantindo que toda a população da área de concessão tenha acesso aos serviços de água e esgoto”, afirmou o diretor-presidente da Companhia, Carlos Piani. “A universalização não é apenas um plano. Ela já está acontecendo e transformando a vida das pessoas.” O ritmo das obras é um dos principais indicadores dessa nova fase. Atualmente, a Companhia conecta, em média, 2.400 domicílios por dia. Para efeito de comparação, o Programa Novo Rio Pinheiros, um dos maiores projetos de saneamento da história de São Paulo, levou três anos e meio para conectar 650 mil domicílios. Atualmente, são mais de 1.100 frentes de obras em andamento. Somente em 2025, foram entregues 16 estações de tratamento de esgoto e quase 800 quilômetros de grandes tubulações de esgoto, como redes, coletores-tronco e interceptores — extensão equivalente a uma fila de 40 mil carretas. Sobre a Sabesp A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) é responsável pelo fornecimento de água e pela coleta e tratamento de esgoto em 375 municípios paulistas e atende 28 milhões de habitantes. É uma das maiores empresas de saneamento ambiental do mundo e a maior do Brasil. A Sabesp vai avançar cinco décadas em cinco anos, ampliando o acesso à água potável e ao saneamento básico para milhões de pessoas. Seu compromisso é antecipar em quatro anos as metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento, com isso, planeja proporcionar dignidade, saúde e desenvolvimento sustentável para milhões de brasileiros enquanto preserva os recursos naturais para as futuras gerações.
COVID‑19 e vírus Nipah: dois vírus, riscos muito diferentes

Quando se fala em ameaças virais globais, o SARS‑CoV‑2 (causador da COVID‑19) e o vírus Nipah costumam aparecer em listas de patógenos preocupantes, mas com perfis bem distintos em termos de transmissão, letalidade e impacto na sociedade. Enquanto a COVID‑19 se espalhou rapidamente pelo mundo, o Nipah permanece, por enquanto, restrito a surtos localizados, porém com potencial devastador. O que é o vírus Nipah? O vírus Nipah é um patógeno transmitido principalmente por morcegos‑frugívoros e pode passar para humanos via contato com animais infectados (como porcos) ou com secreções de pessoas doentes. Seu período de incubação varia de 4 a 21 dias, e a infecção costuma se manifestar como febre, dor de cabeça, mialgia e, em muitos casos, evolui para encefalite aguda e problemas respiratórios graves. A taxa de letalidade estimada fica entre 40% e 75%, dependendo do surto e da capacidade local de atendimento, o que o torna um dos vírus mais mortais já descritos. Veja Também:Vírus Nipah em crianças: riscos, sintomas e formas de prevenção Apesar disso, o Nipah ainda não gerou uma pandemia. Os surtos ocorreram principalmente na Ásia (Malásia, Singapura, Bangladesh, Índia), em contextos bem específicos, e não há vacina ou tratamento específico aprovado em larga escala. Isso significa que o risco global é alto, mas o alcance geográfico é limitado – por enquanto. A COVID‑19: transmissão rápida, letalidade menor O SARS‑CoV‑2, por outro lado, mostrou capacidade extraordinária de se espalhar por meio de gotículas respiratórias e superfícies contaminadas, inclusive por pessoas assintomáticas. Sua letalidade é significativamente menor que a do Nipah, mas a combinação de alta transmissibilidade e circulação global gerou uma pandemia que deixou milhões de mortes em todo o mundo, incluindo mais de 600 mil óbitos apenas no Brasil. No Brasil, o primeiro caso confirmado foi em 26 de fevereiro de 2020, em São Paulo, em um homem que havia retornado da Itália, onde a epidemia já estava em curso. Poucos dias antes, o país vivia o Carnaval, com milhões de pessoas em aglomerações em ruas, blocos e escolas de samba. Fomos alertados antes do Carnaval? Oficialmente, a confirmação do primeiro caso no Brasil ocorreu um dia após o fim do Carnaval de 2020, o que indica que, ao menos em nível nacional, o alerta formal veio tarde demais para mudar o calendário da festa. Naquele momento, o Ministério da Saúde reforçava medidas básicas de higiene e etiqueta respiratória, mas não havia ainda recomendações claras para cancelar grandes eventos. Em retrospectiva, muitos especialistas e órgãos como a Fiocruz passaram a destacar que grandes aglomerações, como o Carnaval, representam risco elevado para a disseminação de vírus respiratórios, inclusive da própria COVID‑19 em anos posteriores. Carnaval é mais “importante” que a saúde? O Carnaval é, sem dúvida, um marco cultural, econômico e turístico para o Brasil, movimentando bilhões de reais e envolvendo milhões de pessoas. No entanto, a pandemia mostrou que, em contextos de surto de doenças altamente transmissíveis, a prioridade deve ser a saúde pública: adiar ou cancelar grandes eventos pode salvar vidas e reduzir o colapso do sistema de saúde. A lição da COVID‑19 é que a festa pode esperar; o vírus, não. Fontes utilizadas na pesquisa: 📺 Acompanhe nossa Web TV no Portal Vale em Ação! Vale em Ação WhatsApp
Lula recebe alta após cirurgia de catarata no olho esquerdo; procedimento ocorreu sem intercorrências

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu alta nesta sexta‑feira (30.jan.2026) do CBV Hospital de Olhos, em Brasília, após ser submetido a uma cirurgia de catarata no olho esquerdo. O procedimento foi realizado na manhã de hoje e, segundo boletim médico e informações oficiais, ocorreu “sem intercorrências”, com o presidente deixando o hospital por volta das 10h. Lula, que tem 80 anos, chegou ao hospital por volta das 7h25, após realizar exames pré‑operatórios na quinta‑feira (29.jan). O CBV Hospital de Olhos, localizado na Asa Sul de Brasília, é especializado em oftalmologia e já havia atendido o presidente em procedimento semelhante no olho direito, em 2020. A catarata é uma condição em que o cristalino do olho se torna opaco, comprometendo progressivamente a visão. O tratamento é exclusivamente cirúrgico, geralmente por meio da técnica de facoemulsificação, em que o cristalino opaco é fragmentado por ultrassom e substituído por uma lente intraocular artificial. O procedimento é considerado rápido, de baixo risco e com alta taxa de sucesso, permitindo que o paciente retorne para casa no mesmo dia e volte às atividades em cerca de uma semana. Lula permanecerá esta sexta-feira e o fim de semana na residência oficial da Granja do Torto, em repouso. A previsão é que volte às atividades de rotina na segunda-feira (2). Vale em Ação WhatsApp
Prefeitura de Taubaté regulamenta o Programa Farmácia Solidária

A Prefeitura de Taubaté publicou o decreto 16.283 que regulamenta o Programa Farmácia Solidária, instituído pela Lei Municipal 6.080 de 2025. A Prefeitura de Taubaté publicou o decreto 16.283 que regulamenta o Programa Farmácia Solidária, instituído pela Lei Municipal 6.080 de 2025. Em termos práticos, o decreto determina regras para a atuação das Farmácias Solidárias que, são os estabelecimentos vinculados a pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos e suas atividades devem favorecer a população de baixa renda com a dispensação gratuita de medicamentos e produtos de interesse da saúde provenientes de doações, sob a atuação de profissional farmacêutico devidamente habilitado. As Farmácias Solidárias devem possuir, obrigatoriamente, os seguintes documentos: Alvará de Funcionamento expedido pela Prefeitura Municipal; Licença Sanitária vigente; Certidão de Regularidade Técnica expedida pelo Conselho Regional de Farmácia (CRF); Manual de Boas Práticas e Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), contemplando limpeza de ambientes, aquisição de medicamentos, controle de validade e avaliação de prescrições e Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS). O decreto na íntegra está disponível no endereço https://plenussistemas.dioenet.com.br/uploads/view/32759?utm_edicao=879 .
PAT Pinda: Vagas de Emprego Abertas Hoje

O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Pindamonhangaba divulga diariamente oportunidades de emprego no município e região, com funções variadas em comércio, serviços, indústria e áreas técnicas, incluindo vagas para PcD. Nr Vaga Ocupação Observações Nr vagas Nível de instrução Exige experiência 8501809 Auxiliar de Serviços Gerais vaga PcD – vaga em Aparecida 1 Ensino Médio . 8501832 Balconista de Açougue 1 Ensino Médio 06 meses 8501835 Carpinteiro . 1 Ensino Médio 06 meses 8501830 Estágio em estoque Vaga Masculina 1 Cursando Ensino médio . 8501823 Mecânico de automóveis CNH “A/B” 2 Ensino médio 06 meses 8501834 Técnico de imobilização ortopédica – 1 Ensino médio 06 meses ENDEREÇOS:Pat Pindamonhangaba: Praça Dr Emílio Ribas, 120 – (12) 3643 1518 Pat Moreira César: Av Senador Teotônio Vilela, 61
Sabesp reforça abastecimento em Caçapava com entrega de novo poço no bairro Guaramirim

A Sabesp inaugurou, nesta terça-feira, dia 30, um novo poço no bairro Guaramirim, em Caçapava, ampliando a segurança hídrica da cidade. O poço, que possui 300 metros de profundidade, tem capacidade para abastecer mais de 13 mil pessoas, representando um importante reforço no sistema de distribuição de água da região. Para a conclusão da obra, foi realizado um investimento de R$ 1,6 milhão, feito com 100% de recursos da Sabesp, garantindo infraestrutura moderna e eficiente para atender à crescente demanda da população. Com a entrada em operação, o novo poço passa a integrar o conjunto de ações da Sabesp voltadas para melhorar o fornecimento de água e assegurar qualidade de vida aos moradores de Caçapava. Sobre a Sabesp A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) é responsável pelo fornecimento de água e pela coleta e tratamento de esgoto em 375 municípios paulistas e atende 28 milhões de habitantes. É uma das maiores empresas de saneamento ambiental do mundo e a maior do Brasil. A Sabesp vai avançar cinco décadas em cinco anos, ampliando o acesso à água potável e ao saneamento básico para milhões de pessoas. Seu compromisso é antecipar em quatro anos as metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento, com isso, planeja proporcionar dignidade, saúde e desenvolvimento sustentável para milhões de brasileiros enquanto preserva os recursos naturais para as futuras gerações.
Caçapava decreta emergência hídrica após falhas da Sabesp: moradores enfrentam torneiras secas.

A Prefeitura de Caçapava decretou situação de emergência hídrica nível 1 nesta sexta-feira (26), em resposta a falhas recorrentes no abastecimento de água pela Sabesp, agravadas pelas altas temperaturas da região. O decreto, com validade de 180 dias, autoriza ações ágeis da administração municipal para mitigar o desabastecimento em diversos bairros. Moradores relatam torneiras secas há dias, especialmente na Vila Menino Jesus, Boa Vista, Tatauba e zonas rurais, com intermitência que compromete higiene, hidratação e preparo de alimentos durante a onda de calor. A Sabesp atribui problemas a manutenções e aumento de 30% no consumo natalino, mas a prefeitura aponta falhas no sistema da concessionária como principal motivo. Já nesta sexta, a administração reabasteceu um reservatório e uma residência, atuando de forma suplementar. O Decreto 5329/2025 permite contratações rápidas e mobilização de órgãos municipais, com logística centralizada na Sabesp para atender demandas. A população deve reportar faltas diretamente à concessionária, que acionará a prefeitura em casos críticos, visando reduzir riscos à saúde pública. Autoridades pedem economia de água enquanto buscam soluções definitivas. Leia também:Sabesp pede economia urgente de água em Pinda: altas temperaturas explodem consumo e pressionam abastecimento