Unidades de saúde para caminhoneiros ficarão em postos nas rodovias

O modelo de unidades móveis de saúde voltadas para caminhoneiros em rodovias será apresentado na próxima quinta-feira (4). A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, que visa terminar com o tempo de filas no Sistema Único de Saúde (SUS). A apresentação de como funcionarão unidades móveis de saúde será feita pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), instituição sem fins lucrativos que oferece suporte ao Ministério da Saúde na área de atenção primária à saúde. O programa Agora Tem Especialistas foi lançado pelo governo no fim de maio. Um dos pilares é levar o atendimento primário a locais com grande fluxo de caminhoneiros, como pontos de descanso em rodovias, postos de combustíveis e portos. Na ocasião do lançamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a iniciativa é em parceria com o Ministério dos Transportes. “Vamos instalar unidades móveis em áreas de apoio aos caminhoneiros, integradas ao prontuário eletrônico do SUS”, disse. Justificativa Na justificativa para a necessidade de atendimento móvel, o documento cita que muitos deles não possuem moradia fixa, “residem em pequenos municípios com baixo grau de desenvolvimento econômico ou habitam periferias de grandes centros urbanos, frequentemente sem condições mínimas de acesso aos serviços de saúde”. “Além disso, a própria natureza da profissão dificulta o comparecimento regular a unidades de saúde, em razão das longas jornadas de trabalho e da rotina itinerante”, completa o texto. Além das unidades móveis, a estrutura de atendimento contará com unidades semifixas. Audiência pública A audiência pública promovida pela AgSUS , além de apresentar como funcionará o modelo de atendimento, debaterá propostas sobre a forma de credenciamento dos prestadores de serviço que vão oferecer o serviço. A proposta prevê que as unidades sejam devidamente equipadas com materiais, insumos e com equipes assistenciais e de apoio. Podem ser fornecedores empresas privadas com ou sem fins lucrativos. A audiência pública é 100% virtual via Google Meet. Os interessados devem solicitar inscrição e o link de acesso e enviar perguntas e contribuições até as 18h da próxima quarta-feira (3) pelo e-mail credenciamentomovel@agenciasus.org.br. Fonte
Saúde quer padronizar abordagem para eliminação do tracoma no Brasil

O Ministério da Saúde busca uma parceria junto ao Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular para padronizar as intervenções para controle do tracoma, doença inflamatória ocular. A proposta é normatizar procedimentos cirúrgicos relacionados à triquíase tracomatosa, condição ocular grave que figura como sequela do tracoma. Em entrevista à Agência Brasil, a consultora técnica da Coordenação-Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do ministério, Maria de Fátima Costa Lopes, detalhou que a parceria incluiria a condução de técnicas cirúrgicas, de pré e pós-operatório, de avaliação dos pacientes, de encaminhamento e de capacitação de oftalmologias em áreas de difícil acesso e onde há maior dificuldade de consultas com oftalmologista. Segundo Maria de Fátima, a pasta vem registrando casos de triquíase tracomatosa em aldeias indígenas brasileiras. A proposta do governo federal é unir esforços junto ao CBO e aos cirurgiões plásticos oculares para controlar a incidência e, posteriormente, buscar a validação da eliminação do tracoma como problema de saúde pública junto à Organização Mundial da Saúde (OMS). O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular, Filipe Pereira, diz ver a proposta de parceria com “os melhores olhos possíveis”, em razão da ausência de dados e informações sobre o cenário real do tracoma no Brasil. “Só um trabalho em conjunto mesmo pra dar conta”. Segundo Filipe Pereira, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular tem uma proposta de fazer o mapeamento de onde estão os médicos, principalmente os credenciados no Sistema Único de Saúde, para poder viabilizar os atendimentos e as cirurgias corretivas dos casos de triquíase tracomatosa. “Tínhamos um diagnóstico de erradicação, algumas décadas atrás. Depois, foi visto que não era bem assim, que existia sim a doença ativa. Agora, os dados não estão tão precisos. A gente não tem um perfil epidemiológico dessa doença. A gente tem realmente que refazer, meio que recomeçar todo o mapeamento e toda a estruturação, pra poder mapear, tratar [a doença] e tratar sequelas”, completou. A presidente do CBO, Vilma Lelis, avaliou que a proposta de criar uma rede de referenciamento de oftalmologistas que possam auxiliar no combate ao tracoma e à triquíase tracomatosa precisa levar em consideração um ponto-chave: o fato de que a maioria dos pacientes, hoje, está em aldeias indígenas. “O acesso a eles para fazer o diagnóstico, e o acesso deles até um centro que faça tratamento têm peculiaridades. E essas peculiaridades, a gente está discutindo como resolver, para que seja eficiente esse caminho”, disse. “Podemos buscar esses casos para que, depois, eles sejam referenciados para os nossos médicos oftalmologistas especialistas nesse padrão de tratamento.” “Hoje, sabemos que existe tracoma no Brasil e que existem complicações do tracoma. À medida em que o tempo for passando e formos conseguindo obter esses dados através dessas avaliações que nós propusemos, vamos começar a ter uma certa noção de qual a prevalência dessa doença no nosso país”, concluiu. *A repórter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Fonte
Profissionais de serviços gerais da Saúde participam de capacitação – Prefeitura Municipal de Ubatuba

Nesta quinta-feira, 28, a empresa terceirizada responsável pelos serviços de limpeza, conservação e higienização dos ambientes da Secretaria Municipal de Saúde e demais unidades da rede promoveu uma capacitação para 47 profissionais de serviços gerais que atuam nos equipamentos da pasta. O encontro foi promovido para orientar sobre postura profissional e garantir o manejo adequado dos produtos de limpeza, abordando pontos essenciais, como dosagem correta, formas seguras de utilização e cuidados que evitam riscos à saúde dos colaboradores e da população atendida. “É importante manter a continuidade do treinamento e da capacitação, tanto para um resultado mais satisfatório para o cliente, quanto para a segurança dos profissionais – isso, sem mencionar a promoção da sustentabilidade, com orientação sobre a forma correta de descarte de materiais e de evitar desperdícios”, ressaltou o palestrante Yuri Paiva. Para os participantes, o momento foi de aprendizado e incentivo. Uma delas é Luciana Amorim, que avaliou o encontro como positivo. “Aprendi novas técnicas e cuidados que vão facilitar muito a rotina. Também foi bom para aprendermos sobre postura profissional diante dos nossos colegas”, disse. Prefeitura de Ubatuba
SAÚDE REALIZA 1º ENCONTRO DO PROJETO…

A Secretaria de Saúde realizou nesta quinta-feira (28), o primeiro encontro do Projeto de Educação Permanente “Construindo Redes”, iniciativa que marca um novo passo na qualificação dos serviços de saúde do município. O projeto é fruto de uma parceria com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (COSEMS/SP) e tem como objetivo capacitar os servidores da Rede Municipal de Saúde nos diferentes níveis de atenção – da atenção primária até a especializada – fortalecendo a preparação dos profissionais para a condução dos atendimentos e melhoria do cuidado à população. O encontro contou com a participação de representantes de municípios vizinhos, como Queluz, Canas, Piquete e Cachoeira Paulista, ampliando o diálogo e a troca de experiências na região. O projeto representa uma oportunidade de integração e fortalecimento da rede, construindo uma saúde mais qualificada e humana, capaz de atender com mais eficiência as demandas da população. O “Construindo Redes” seguirá com novos encontros e formações ao longo do ano, envolvendo diferentes áreas e equipes da saúde municipal. Prefeitura de Aparecida
Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) de Ilhabela participam de palestra sobre saúde emocional e trabalho em equipe

Acostumados a cuidar da saúde da população de Ilhabela, agentes Comunitários de Saúde de Ilhabela (ACSs) participaram, na última sexta-feira (15), de uma palestra no Paço Municipal sobre saúde emocional, importância do trabalho em equipe e motivação pessoal. A palestra foi realizada em parceria com a Escola de Governo e Gestão Pública da Prefeitura e teve como facilitador o Chefe de Diretoria da Escola de Governo e Gestão Pública da Prefeitura, Silvio Lemes. “A iniciativa busca não apenas a formação técnica, mas também estimular a motivação pessoal e profissional, reconhecendo a importância estratégica dos agentes comunitários no vínculo entre a população e os serviços de saúde”, reforçou o secretário adjunto de Saúde, Carlos Roberto Pinto. Na oportunidade, foram abordados temas voltados ao fortalecimento do papel desses profissionais na atenção primária, à valorização do trabalho em equipe e ao desenvolvimento de habilidades de comunicação e acolhimento junto à comunidade. “Assim como eu, a equipe da qual faço parte achou que foi uma das melhores palestras que já recebemos aqui no Paço Municipal, foi muito instrutivo e pudemos tirar muitas dúvidas. Foi alegre e educativa, parabéns a toda a equipe e à Saúde, foi muito bom”, destacou a Agente Comunitária de Saúde, Deise Aparecida Silva dos Santos. O ciclo de formação será realizado em módulos, para garantir que todos os profissionais da saúde possam participar. Além disso, a iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a qualificação permanente e a valorização dos trabalhadores da saúde. Prefeitura
Conheça as unidades de saúde de Ilhabela e os serviços ofertados gratuitamente pelo município

Reconhecida como uma cidade com excelente qualidade de vida e uma rede de serviços de saúde pública abrangente e qualificada, principalmente na atenção primária, Ilhabela tem avançado cada vez mais na ampliação do Hospital Mário Covas com novos leitos e melhorias em equipamentos e exames. Recentemente, Ilhabela foi apontada como a cidade com melhor qualidade de vida entre os municípios do Litoral Norte paulista, segundo dados mais recentes do Índice de Progresso Social (IPS). Entre os critérios de avaliação está o acesso à saúde. Além dos serviços de internação, são muitas as ações de saúde complementar, práticas e abordagens terapêuticas que podem ser utilizadas em conjunto com os tratamentos convencionais para promover a saúde e o bem-estar, em uma abordagem mais integral e humanizada. Essas práticas são conhecidas como Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). Quem pode receber os atendimentos? O acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) é amplo e visa garantir o acesso universal à saúde, independentemente de nacionalidade, renda ou localização geográfica. No entanto, vale lembrar que os serviços terapêuticos são recomendados pelas equipes médicas de forma a oferecer o tratamento adequado para quem realmente precisa e, por isso, é necessário passar pela avaliação de um médico para a prescrição terapêutica ou medicação. Unidades Básicas de Saúde (UBSs) As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e têm por objetivo atender até 80% dos problemas de saúde da população, quando não há necessidade de encaminhamento para outros serviços como emergências e hospitais. As UBSs oferecem programas de prevenção a doenças crônicas como hipertensão, diabetes e asma, além de grupos de gestantes e planejamento familiar. Também são prestados serviços básicos como curativos, vacinas, entrega de medicamentos, testes do pezinho, prevenção ginecológica, teste de gravidez, verificação de pressão arterial e de peso e altura. Por representar o primeiro atendimento, é na UBS que geralmente o paciente receberá a solicitação de exames, diagnóstico da enfermidade e o encaminhamento para um médico especialista ou a prescrição direta da receita medicamentosa nos casos mais simples. Em Ilhabela, muitos dos remédios necessários para o tratamento são distribuídos gratuitamente já na própria farmácia da UBS. Confira a lista de unidades: UBS Costa Norte; UBS Vila/Centro de Saúde III; UBS Itaquanduba; UBS Perequê; UBS Barra Velha; UBS Alto da Barra; UBS Água Branca; UBS Costa Sul. O horário de funcionamento é de segunda a sexta feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h (exceto em feriados). Academia da Saúde A Academia da Saúde é um programa da Secretaria de Saúde de Ilhabela que permite aos moradores adotarem práticas regulares de exercícios físicos, como forma de combate ao sedentarismo e incentivo a uma vida mais saudável. O serviço é destinado a pacientes com dores crônicas, dificuldade de locomoção e comorbidades causadas ou agravadas pela falta de atividades físicas. Os participantes do programa são encaminhados pelas equipes das UBSs e muitas das atividades são realizadas na própria unidade. Estão disponíveis atividades como ginástica funcional, fortalecimento muscular, hidroginástica, ginástica adaptada e até canoa havaiana. Vale ressaltar que a nova UBS da Água Branca, já em atividade e com capacidade de atendimento dobrada em relação à antiga unidade, contará com uma piscina coberta para as atividades da Academia da Saúde, com previsão de inauguração em setembro deste ano. Santa Casa de Misericórdia A Santa Casa de Misericórdia de Ilhabela é uma instituição sem fins lucrativos, fundada em 1943, e tem como objetivo prestar serviços na área de saúde. Por meio de convênio com a Prefeitura, a Santa Casa é responsável pela realização de exames gratuitos pelo SUS e pela gestão do Hospital. No início de 2025, a instituição inaugurou o novo Laboratório de Análises Clínicas, um espaço moderno e equipado com tecnologia de ponta para atender a população com mais conforto e qualidade. O novo prédio foi projetado para atender às crescentes demandas da cidade com oito salas de coleta e um laboratório moderno, além de uma vasta gama de novos equipamentos. Centro de Incentivo ao Aleitamento Materno (CIAMA) O Centro de Incentivo ao Aleitamento Materno (CIAMA) tem como objetivo incentivar a amamentação e arrecadar leite materno para ser destinado aos bebês prematuros e de baixo peso. Além disso, o local oferece orientações e cursos às gestantes e puérperas sobre alimentação para mães e bebês, assim como formações voltadas para os cuidados essenciais durante a gravidez e os primeiros meses de vida. Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) São unidades de saúde que oferecem atendimento psicossocial para pessoas com transtornos mentais, incluindo aqueles relacionados ao uso de álcool e outras drogas. Funcionam em regime aberto e comunitário, com foco na reinserção social e no cuidado integral do paciente com equipes multiprofissionais que trabalham em conjunto para atender às necessidades de saúde mental, como situações de crise e reabilitação psicossocial, por meio de terapias e oficinas. Os pacientes encaminhados aos CAPS são indicados por uma equipe médica, mas em casos de emergência psiquiátrica também podem ser atendidos diretamente pela equipe de plantão. Em 2024, foi inaugurada a nova unidade do CAPS AD na Barra Velha, planejada para proporcionar melhores condições de tratamento aos atendidos. Centro Especializado no Transtorno do Espectro Autista (CER-TEA) O CER-TEA tem como objetivo proporcionar um atendimento mais humanizado e que contemple as múltiplas necessidades das crianças e adolescentes do espectro autista. Todos os tratamentos médicos e terapêuticos dos profissionais habilitados são reunidos em um só espaço, de modo a garantir um atendimento abrangente e completo que proporcione melhorias na qualidade de vida e socialização às crianças e adolescentes. A equipe do centro é composta por mais de 20 profissionais que trabalham de forma complementar com tratamentos e formações, tais como: terapeuta ocupacional, psicólogo, psicopedagogo, fisioterapeuta, psiquiatra, nutricionista, fonoaudiólogo, pediatra com especialização em psiquiatria infantil, assistente social, enfermeiro, preparador físico e técnico em enfermagem. Os grupos atendidos são encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que identificam sinais como a dificuldade na fala ou na audição
InfoGripe: influenza A é responsável por 74% dos óbitos por SRAG

O mais recente Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que a influenza A é responsável por 74% dos óbitos por Síndrome Respiratória Grave (SRAG) no país. A incidência de SRAG também segue em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento em seis das 27 unidades da Federação. A análise é referente à semana epidemiológica 26, de 22 a 28 de junho. O Boletim mostra que nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a influenza A liderou, com prevalência entre os casos positivos de 33,4%. Inclusive, a influenza A segue como a principal causa de hospitalizações e óbitos por SRAG também entre os idosos. Confira as 12 das 27 UFs que apresentam incidência de SRAG com sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a semana 26: As ocorrências de SRAG na população de jovens, adultos e idosos, associadas à influenza A, mantêm um ritmo elevado, conforme o levantamento. No entanto, os dados demonstram sinal de interrupção do crescimento ou queda no Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins, Bahia, Ceará, Maranhão e Paraíba. Porém, os casos graves continuam aumentando em outros seis estados: Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Roraima. Crianças pequenas O documento aponta que a incidência de SRAG apresenta maior impacto nas crianças pequenas, estando associada principalmente ao vírus sincicial respiratório (VSR). Os casos de SRAG nesse público apresentam um início ou manutenção do sinal de interrupção do crescimento ou de queda em diversos estados do Norte, Nordeste e Centro-Sul. No entanto, a incidência de hospitalizações segue alta na maioria dessas regiões. Confira os estados que apresentam aumento dos casos de SRAG em crianças pequenas associados ao VSR. Apesar de o documento verificar indícios de queda ou interrupção do crescimento dos casos de SRAG associados à influenza no país, a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, afirma que a população não pode relaxar nas medidas, como uso de máscaras em caso de sintomas gripais. Ela também reforça a importância da vacinação. “Apesar disso, ainda não é hora de relaxar as medidas de controle e proteção, já que a incidência dessas hospitalizações por influência e VCR permanece em um nível bastante elevado na maior parte do país. A gente pede para que as pessoas que ainda não tomaram a vacina contra a influenza, que tomem a vacina contra a gripe o quanto antes, o Sistema Único de Saúde disponibiliza essa vacina de graça para a população prioritária. Então é importante que, mesmo que a pessoa já tenha pegado gripe esse ano, que ela tome a vacina, já que esse imunizante protege contra os três principais tipos de vírus da influenza”, recomenda. Cenário epidemiológico no país Em 2025, já foram notificados 119.212 casos de SRAG, 52% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 26,7% foram de influenza A e apenas 1,1% de influenza B. Por outro lado, 45,5% foram de vírus sincicial respiratório, 22,1% de rinovírus e 8% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Fonte: Brasil 61
HMUT recebe recursos para modernizar infraestrutura elétrica

O HMUT (Hospital Municipal Universitário de Taubaté) foi contemplado por um projeto de eficiência energética que vai modernizar parte da infraestrutura elétrica da unidade e reduzir o consumo de energia. O HMUT (Hospital Municipal Universitário de Taubaté) foi contemplado por um projeto de eficiência energética que vai modernizar parte da infraestrutura elétrica da unidade e reduzir o consumo de energia. A ação prevê a instalação de placas solares e a troca de refletores antigos por equipamentos com tecnologia LED. O investimento total, realizado pela empresa responsável pelo projeto, é de R$ 1 milhão e a expectativa é que a iniciativa gere uma economia anual de cerca de R$ 170 mil, o equivalente ao consumo médio de 115 famílias. A instalação dos novos equipamentos deve começar em agosto, com conclusão prevista em até quatro meses. A medida reforça o compromisso com a inovação, a sustentabilidade e a melhoria dos serviços oferecidos à população. Representantes da prefeitura participaram da assinatura simbólica do contrato nesta quinta-feira (3), ao lado de membros do Grupo Chavantes, gestor do próprio hospital, e da concessionária de energia responsável pelo projeto. Ambos destacaram a importância da iniciativa para o fortalecimento da saúde pública e da responsabilidade ambiental no município.
Medicamento experimental para controle do peso aumenta gasto energético e não afeta apetite

Em testes com animais, a molécula desenvolvida na América do Sul se mostrou capaz tanto de prevenir o acúmulo de gordura quanto de tratar a obesidade já instalada e as disfunções metabólicas associadas. Primeiros estudos em humanos atestaram a segurança do composto Artigo publicado na revista Nature Metabolism apresenta um medicamento experimental que estimula as células do tecido adiposo a gastar energia para produzir calor – processo conhecido como termogênese –, promovendo assim a perda de peso. Em testes com animais, o composto se mostrou capaz tanto de prevenir o acúmulo de gordura diante de uma dieta rica em lipídeos quanto de tratar a obesidade já instalada e reverter as disfunções metabólicas associadas, entre elas a resistência à insulina. Resultados preliminares da pesquisa clínica indicam que a substância é segura e sugerem que também em humanos pode haver efeitos benéficos para o metabolismo. “Observamos perda de peso e melhora da glicemia nos voluntários obesos que participaram do ensaio clínico de fase 1. Mas esse resultado não é conclusivo, pois foi um grupo pequeno e o objetivo era avaliar se o composto é seguro e bem tolerado. Pretendemos iniciar ainda este ano o estudo de fase 2 – este sim desenhado para testar a eficácia no tratamento da obesidade”, conta à Agência Fapesp Carlos Escande, pesquisador do Institut Pasteur de Montevideo (Uruguai) e coordenador da pesquisa. Por ora denominado SANA (do inglês salicylate-based nitroalkene), o fármaco experimental é um derivado do salicilato – composto químico com propriedades analgésicas e anti-inflamatórias encontrado naturalmente em plantas e que deu origem a medicamentos como a aspirina (ácido acetilsalicílico). Segundo Escande, seu grupo buscava inicialmente desenvolver uma droga com ação anti-inflamatória. E para isso testou diversas modificações químicas na molécula de salicilato. “Queríamos que o precursor utilizado fosse o mais seguro possível. E o salicilato é a droga que se conhece há mais tempo, muitas pessoas consomem seus derivados diariamente. Contudo, observamos que, em vez de proteger contra a inflamação, a molécula que sintetizamos protege contra a obesidade induzida por dieta”, diz o pesquisador. Dois modelos diferentes foram usados para testar esse efeito em animais. No primeiro, SANA começou a ser administrada a camundongos ao mesmo tempo que a dieta rica em gordura e preveniu totalmente o ganho de peso, enquanto os animais do grupo-controle engordaram entre 40% e 50% ao longo de oito semanas. No segundo, o tratamento começou quando os animais já estavam obesos. Após três semanas, verificou-se uma perda de 20% da massa corporal, além de redução da glicemia, melhora da sensibilidade à insulina e diminuição da gordura acumulada no fígado (esteatose hepática, condição para a qual ainda não há um tratamento farmacológico eficaz). First-in-class O passo seguinte foi investigar o mecanismo de ação da substância, tarefa com a qual colaboraram nove pesquisadores brasileiros: Marcelo Mori, Pedro Vieira e Larissa Menezes dos Reis, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); William Festuccia e Luiz Osório Leiria, da Universidade de São Paulo (USP); Juliana Camacho-Pereira, Marina Santo Chichierchio, Gabriele Barbosa e Leonardo de Souza, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Essa etapa contou com apoio da Fapesp por meio de três projetos (20/04159-8, 21/08354-2 e 22/11234-1). Os experimentos mostraram que SANA atua especificamente no tecido adiposo e ativa a termogênese por um mecanismo não convencional, podendo ser considerada “first-in-class”, ou seja, a primeira de uma nova classe de drogas antiobesidade. Não há ação no sistema nervoso central ou digestivo, nem efeito sobre o apetite. Como explicam os autores, a termogênese normalmente é mediada por uma proteína existente dentro da mitocôndria (a organela que gera energia para as células) chamada UCP1, que é ativada em determinadas situações – como a exposição ao frio, por exemplo – e interfere na síntese de ATP (trifosfato de adenosina, o combustível celular), fazendo com que a energia gerada pela respiração celular seja dissipada na forma de calor. Mas este não é o caso de SANA. O novo fármaco faz com que os adipócitos usem a creatina (um composto formado por três aminoácidos: arginina, glicina e metionina) como fonte de energia para produzir calor, sem qualquer participação da proteína UCP1. “Fizemos testes com camundongos deficientes para a UCP1 [modificados geneticamente para não expressar a proteína] e comprovamos que SANA ativa a termogênese nesses animais mesmo na ausência de UCP1 e em condição de termoneutralidade, ou seja, sem exposição ao frio”, conta William Festuccia, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Segundo o pesquisador, o impacto na temperatura corporal observado é pequeno e não representa risco significativo à saúde. “Termogênicos mais antigos, como dinitrofenol, têm efeito sobre as mitocôndrias do corpo inteiro, causando uma grande elevação da temperatura e sobrecarga ao sistema cardiovascular, que precisa aumentar a pressão arterial para o sangue chegar à periferia e dissipar o calor. Mas, no caso de SANA, só há ação nas mitocôndrias do tecido adiposo”, explica. Em experimentos coordenados por Marcelo Mori no Instituto de Biologia da Unicamp, confirmou-se que SANA atua sobre enzimas envolvidas no chamado “ciclo fútil da creatina”, mecanismo termogênico em que o composto de aminoácidos é repetidamente convertido em fosfocreatina e volta a ser creatina, consumindo ATP e dissipando energia sob a forma de calor. “O fato de ser uma molécula pequena e de agir por um mecanismo totalmente diferente permite a combinação de SANA com outras substâncias já usadas no tratamento da obesidade, como os análogos de GLP-1 [semaglutida e similares]”, avalia Mori. “Quando reduzimos a ingestão de alimentos, nosso corpo tende a diminuir o metabolismo. Para evitar esse efeito platô, seria interessante aliar uma molécula que inibe o apetite a outra que promove o gasto calórico.” Apesar de eficazes no combate à obesidade e no controle glicêmico, acrescenta Mori, os análogos de GLP-1 tendem a promover também a perda de massa magra, algo problemático principalmente para idosos. “Por isso é importante ter alternativas”, conclui.
InfoGripe: 18 estados têm aumento de casos graves de síndrome respiratória

O mais recente Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) segue em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento em 18 as 27 unidades da Federação. O documento também mostra que as hospitalizações por SRAG nas crianças pequenas, associados ao vírus sincicial respiratório (VSR), seguem em alta em vários estados das regiões Centro-Sul, Nordeste e Norte. Os estados que compõem a lista são de todas as regiões do país, com predominância de estados das regiões Norte, Nordeste e Sudeste. Confira o mapa com as 18 UFs no final da página. Apesar do aumento, o Boletim informa que há um sinal de interrupção do crescimento ou início de queda de internações de crianças em estados do Centro-Oeste e do Sudeste e em alguns do Norte e Nordeste. Conforme a FioCruz, a incidência de SRAG apresenta maior impacto nas crianças pequenas. Já em relação à análise de mortalidade, as crianças pequenas e os idosos apresentam os maiores valores. No Brasil, a influenza A se mantém como principal causa de internações de jovens, adultos e idosos, com maior incidência e número de mortes entre a população idosa. A atualização do Boletim mostra que em alguns estados do Centro-Oeste, como GO, DF e MS, e do Sudeste, sendo SP e ES, além do TO, também apresentam incidência de SRAG em nível de risco ou alto risco, mas com tendência de queda – apesar do número de hospitalizações ainda permanecer alto. Pelo boletim, essas UFs apresentaram tendência de recuo de casos nas últimas semanas, tendo como resultado o começo da redução das hospitalizações associadas à Influenza A e VSR nesses estados. A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, destaca a importância da vacinação, especialmente para as pessoas do grupo de risco, como idosos e pessoas com comorbidades. “É muito importante que as pessoas, principalmente dos grupos de risco, como idosos, crianças e pessoas com comorbidades, grávidas, estejam em dia com a vacina contra o vírus, já que esse grupo tem uma chance maior de desenvolver a forma mais grave da doença e precisar de hospitalização”, alerta a especialista. Cenário epidemiológico no país O documento identificou, ainda, que 14 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco – relacionado às últimas duas semanas – com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo, ou seja, as últimas seis semanas até a semana 24. As capitais são: Aracajú (SE), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA) e Teresina (PI). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o Boletim aponta que a influenza A prevaleceu entre os casos positivos, com 39,2%. Já a influenza B teve apenas 0,8% de casos positivos. Por outro lado, 45% foram de vírus sincicial respiratório, 17,7% de rinovírus e 1,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, 74,6% foram por influenza A, 0,8% influenza B, 13% de vírus sincicial respiratório, 9,7% de rinovírus e 4,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Confira as 18 das 27 UFs que apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Semana 24 2025 (08/06 – 14/06): Estados e DF Fonte: Infogripe Capitais e região central de saúde do DF Fonte: Infogripe Em 2025 já foram notificados 103.108 casos de SRAG, 51,3% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 25,7% foram de influenza A. Fonte: Brasil 61