Igreja luciferiana chama atenção com castelo e estátuas às margens de rodovia e aguarda alvará no RJ

Igreja luciferiana no RJ chama atenção com castelo e símbolos às margens da Dutra e aguarda alvará para funcionamento. Entenda o caso A construção de uma igreja luciferiana no interior do Rio de Janeiro tem gerado curiosidade e polêmica nas redes sociais e entre motoristas que passam pela Rodovia Presidente Dutra. O templo, localizado na região de Itatiaia, chama atenção pela arquitetura incomum e pelos símbolos exibidos às margens da estrada. O espaço ainda não possui autorização oficial para funcionamento e aguarda a liberação de alvará pelas autoridades municipais, o que impede, por enquanto, a realização de eventos abertos ao público. Castelo e símbolos chamam atenção de quem passa A chamada igreja luciferiana foi construída em um terreno que já abrigava uma estrutura em formato de castelo medieval, utilizada anteriormente como sede de práticas espirituais. Com paredes escuras, detalhes em vermelho e cruzes invertidas, o local foi projetado justamente para impactar quem trafega pela rodovia. A proposta estética, segundo o próprio idealizador, tem também um caráter estratégico de visibilidade. Igreja luciferiana Além disso, a presença de elementos simbólicos e até animais no local reforça a identidade do espaço, que rapidamente se tornou assunto nas redes sociais. Quem está por trás do projeto O templo é liderado por Jonathan de Oliveira Ribeiro, conhecido como Mestre Jonan. Ele atua há mais de uma década como líder espiritual ligado à quimbanda, uma prática religiosa de matriz afro-brasileira. Segundo ele, o objetivo da igreja não está associado ao mal, mas sim à busca por conhecimento e liberdade de pensamento. Em declarações, afirma que o luciferianismo representa uma visão filosófica ligada ao desenvolvimento pessoal e espiritual. Funcionamento depende de autorização Apesar da estrutura já estar pronta, a igreja ainda não pode funcionar oficialmente por falta de alvará. A exigência segue regras municipais para qualquer tipo de estabelecimento que receba público. Igreja luciferiana Casos semelhantes já ocorreram no Brasil. Em Gravataí, por exemplo, um templo com temática semelhante teve a inauguração impedida justamente pela ausência da documentação exigida. Debate envolve religião e legislação A situação reacende discussões sobre liberdade religiosa no país. A Constituição garante o direito à crença, mas também determina que espaços religiosos devem seguir normas legais, como segurança e autorização de funcionamento. Enquanto o alvará não é liberado, o local segue fechado para visitação pública, mas continua chamando atenção de quem passa pela rodovia — seja pela curiosidade, pela estética ou pelo debate que provoca. Constituição Federal – liberdade religiosa Veja também: Notas de Falecimentos em Pindamonhangaba
Governo Lula libera R$ 1 milhão para escola de samba que homenageará o próprio presidente no Carnaval

O governo federal destinou R$ 1 milhão à escola de samba Acadêmicos de Niterói, que levará à Marquês de Sapucaí um enredo sobre a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O recurso faz parte de um pacote de R$ 12 milhões liberados para as 12 escolas do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, via Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e Ministério da Cultura, conforme informado pela Agência Brasil – EBC em matéria oficial sobre o repasse. O valor é distribuído igualmente entre as agremiações, ou seja, R$ 1 milhão por escola, para custear fantasias, alegorias, estrutura de barracão e logística de desfile. O enredo da Acadêmicos de Niterói será centrado na trajetória política de Lula, destacando sua ascensão de metalúrgico a presidente e programas sociais ligados ao seu governo. O anúncio do tema, feito em janeiro de 2026, ganhou grande repercussão por ocorrer a oito meses das eleições presidenciais, o que reforça a percepção de uso político do Carnaval. Em anos anteriores, escolas já homenagearam figuras públicas, mas, desta vez, o fato de o próprio chefe do Executivo ser tema de uma agremiação financiada diretamente pelo governo federal eleva o debate sobre uso partidário do dinheiro público. Veja também You Tube A destinação de R$ 1 milhão para a escola que homenageará Lula gerou forte crítica de partidos de oposição e de setores da sociedade civil. O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil) ingressou com uma ação popular na Justiça Federal, questionando a legalidade do repasse e alegando que o recurso estaria sendo usado para promover o presidente em ano eleitoral, o que poderia configurar abuso de poder econômico e uso indevido de verba pública. A ação pede a suspensão do pagamento e a apuração de responsabilidades. Além disso, a bancada do NOVO no Congresso encaminhou representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para fiscalizar o repasse e avaliar se há irregularidade na destinação dos recursos. O TCU pode apontar irregularidades, aplicar multas e recomendar ajustes, mas não pode anular diretamente o desfile ou impedir a liberação do dinheiro, que já foi autorizada pelo Ministério da Cultura e pela Embratur. Apesar das críticas, o governo insiste na tese de que o Carnaval é um ativo estratégico para o turismo e a geração de emprego, e que o apoio financeiro às escolas é uma política de Estado, e não de governo. Defensores do repasse argumentam que o desfile da Acadêmicos de Niterói será apenas um entre muitos enredos, e que a homenagem a Lula é uma escolha artística da própria comunidade da escola. Mesmo assim, o episódio alimenta o debate sobre limites éticos e legais do uso de recursos públicos em eventos culturais que, em ano eleitoral, podem servir como plataforma de propaganda política. Matéria de referência da EBC:https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-01/governo-federal-destina-r-12-milhoes-escolas-de-samba-do-rio
Governo do Brasil abre seleção com bolsas para formação de agentes populares de saúde

Edital vai selecionar movimentos sociais para criar 450 turmas em 17 unidades da Federação. Inscrições podem ser feitas até 18 de janeiro e a estimativa é de apoio para até 9 mil estudantes O Governo do Brasil lançou um novo edital do Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde (AgPopSUS). A chamada pública, aberta até o dia 18 de janeiro, tem como objetivo selecionar movimentos sociais populares para a formação de 450 turmas. A iniciativa prevê o pagamento de bolsas de R$ 2.500,00 para educadores e auxílio de R$ 560,00 para estudantes, para deslocamento e outras despesas. A ação é executada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). Ao todo, a seleção pode beneficiar até 9 mil estudantes em 17 unidades da Federação. Cada turma será composta por um educador e 20 educandos. >>> Confira o edital. PARTICIPAÇÃO POPULAR — O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, destacou que o edital reforça a participação popular no âmbito do SUS. “O programa fortalece ainda mais a saúde e a participação popular como direitos presentes na construção diária do SUS, a partir da mobilização dos voluntários que organizam a comunidade onde vivem para garantir direitos sociais. Também reconhece o notório saber de mestres da cultura popular, incentivando e valorizando as práticas tradicionais e populares de cuidado”, disse. O programa fortalece ainda mais a saúde e a participação popular como direitos presentes na construção diária do SUS, a partir da mobilização dos voluntários que organizam a comunidade onde vivem para garantir direitos sociais”Felipe ProençoSecretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde TIRA-DÚVIDAS — Haverá uma sessão pública virtual para esclarecimento de dúvidas no dia 9 de janeiro, pelo Canal do YouTube da AgSUS. O resultado preliminar está previsto para 5 de fevereiro, e o resultado final será publicado em 12 de fevereiro de 2026 Após a seleção, os movimentos classificados deverão indicar seus educadores e educadoras, que participarão da formação inicial em março. As turmas começam a funcionar entre março e abril de 2026. FORMAÇÃO — O curso de formação levará em conta a distribuição das turmas nos estados. A prioridade será garantir equidade, levando em conta onde há maior concentração de pobreza, o impacto em escala, com foco nas áreas com maior volume populacional vulnerável, e o tamanho da população. As turmas estarão presentes em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Distrito Federal. CUIDADO E EDUCAÇÃO — Luciana Maciel, diretora de Atenção Integral à Saúde da AgSUS, reforçou que a formação vai além da sala de aula. “Com essa formação, qualificamos pessoas para atuar junto às suas comunidades, promovendo saúde, direitos e a defesa do SUS. É uma oportunidade de construir uma rede nacional de agentes comprometidos com o cuidado, a educação popular e a equidade no Sistema Único de Saúde”, afirmou. AgPopSUS — O Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde nasceu da experiência de atuação de movimentos sociais durante a pandemia de Covid-19, quando lideranças comunitárias atuaram como Agentes Populares de Saúde para proteger seus territórios. Instituído pela Portaria GM/MS nº 1.133/2023, o programa busca integrar saberes tradicionais e populares e contribuir com a atuação dos movimentos sociais populares na defesa do SUS e do direito à saúde. O AgPopSUS tem construído uma rede nacional de agentes educadoras e educadores populares comprometidos em facilitar o acesso aos serviços de saúde e fortalecer a participação popular nos territórios mais vulneráveis. Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
“Mais de 60 Corpos Recuperados em Mata Após Operação Policial no Rio; Mortes Podem Ultrapassar 100”

Moradores dos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, recuperaram mais de 60 corpos em uma área de mata próximo às comunidades, um dia após a megaoperação policial considerada a mais letal da história da cidade. Essa contagem adicional pode fazer o número total de mortos passar de 100, muito além dos 64 oficialmente reconhecidos pelo governo até o momento. A operação, que mobilizou cerca de 2.500 agentes para combater o Comando Vermelho, teve confrontos violentos, inclusive com o uso de drones e barricadas levantadas por criminosos contra as forças policiais. O saldo oficial divulgado na terça-feira (28) refere-se a 60 suspeitos e 4 policiais mortos, com 81 presos. No entanto, a Polícia Militar afirmou que os corpos encontrados e levados por moradores para a Praça São Lucas, no Complexo da Penha, não constam na contagem oficial e ainda não se confirmou se estão ligados diretamente à operação. Veja também:“Rapper Oruam Repudia Megaoperação Policial no Rio: ‘Minha Alma Sangra’ após 64 Mortos na Favela” A intensidade dos conflitos gerou pânico entre moradores, que relataram troca intensa de tiros durante toda a madrugada. Testemunhas descreveram uma verdadeira cena de guerra, e o local ficou marcado por uma tragédia que evidencia os riscos de operações de segurança pública em áreas controladas por facções criminosas. O caso levanta sérias questões sobre o controle das operações e a transparência na divulgação dos números de vítimas, além do impacto humanitário nas comunidades afetadas. Organizações de direitos humanos já manifestam preocupação com a situação e cobram investigações rigorosas para esclarecer o que realmente ocorreu e garantir justiça para as famílias das vítimas.
“Rapper Oruam Repudia Megaoperação Policial no Rio: ‘Minha Alma Sangra’ após 64 Mortos na Favela”

O rapper Oruam expressou forte indignação contra a megaoperação policial realizada nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, considerada uma das mais letais da história do estado. Chamando a ação de “chacina”, ele publicou em suas redes sociais: “Minha alma sangra, tira o fuzil, existe o ser humano. Nunca vou achar normal a polícia entrar em uma favela e matar 70 pessoas quando o que sempre faltou foi oportunidades”. Oruam também criticou o tratamento dado às favelas, questionando se “favela é campo de concentração” e ressaltou que “a caneta mata mais do que o fuzil”. A operação, batizada de “Operação Contenção“, mobilizou cerca de 2.500 policiais civis e militares, com o objetivo de combater o Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do país. Segundo dados oficiais, a ação resultou em pelo menos 64 mortos — sendo 60 suspeitos e quatro policiais — e 81 presos. Foram apreendidos cerca de 75 fuzis, além de outras armas e veículos. Este número representa a operação policial mais letal dos últimos anos no Rio, gerando ampla repercussão e críticas quanto aos métodos de segurança pública empregados em áreas vulneráveis. Moradores das comunidades vivenciaram medo e prisões em massa, com relatos de balas perdidas atingindo civis, incluindo uma mulher que foi ferida de raspão numa academia. A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) manifestou preocupação e anunciou que vai oficiar autoridades para apurar as circunstâncias da ação, que transformou novamente as favelas em “cenário de guerra e barbárie”. Oruam, que havia sido preso em julho por sete crimes e teve sua prisão revogada em setembro pelo Superior Tribunal de Justiça, se tornou voz ativa contra o que chama de violência desmedida contra comunidades pobres, alertando para o impacto devastador dessas operações nas famílias e na vida social dessas regiões.
Aumenta a intervenção estatal em setores privados

Aumenta a intervenção estatal em setores privados: o caso da obrigatoriedade do cardápio físico em restaurantes O avanço de legislações que obrigam restaurantes e estabelecimentos alimentícios a disponibilizar cardápios físicos, mesmo diante da popularização e praticidade dos cardápios digitais via QR code, reflete uma crescente e preocupante interferência estatal no setor privado. A recente Lei 6.114, válida em um município brasileiro, que proíbe o uso exclusivo do cardápio digital e força a presença do cardápio impresso, não é um caso isolado. Outras localidades já adotaram medidas similares. No Rio de Janeiro, por exemplo, a Lei 8.224 impõe a todos os bares, restaurantes, lanchonetes e casas noturnas a obrigação de manter uma versão física de seus cardápios, sob pena de multas que chegam a R$ 2 mil, justificando a norma como meio de garantir acessibilidade, especialmente a idosos e pessoas sem acesso à internet. A justificativa oficial é evitar exclusão social, mas a imposição legal cria custos e inflexibilidade para os empresários que buscam inovação e eficiência através das tecnologias digitais. No Ceará, a Lei Estadual nº 18.543 determina também a disponibilidade de cardápios físicos nos estabelecimentos, permitindo o uso do QR code, porém exigindo que exista ao menos uma opção em papel. Embora haja uma flexibilização para quem oferece aparelhos eletrônicos próprios para acesso digital, a sanção do Estado sobre um detalhe operacional revela uma postura intervencionista que traz insegurança jurídica e dificuldades no andamento dos negócios. Esse padrão de leis que regulam detalhes operacionais do setor privado – sejam eles cardápios, preços, ou outras modalidades – remete ao modelo intervencionista que, embora tenha a intenção de proteger o consumidor, acaba tratando o cidadão como alguém incapaz de escolher por si mesmo. O Estado domina a agenda, e o setor privado se vê obrigado a cumprir regras que nem sempre refletem a realidade do mercado e dos consumidores. Se toda questão social ou econômica fosse resolvida na base da legislação punitiva, nunca haverá real segurança jurídica. O que se observa são conflitos contínuos entre interesses políticos, demandas de consumidores e liberdade empresarial, que não encontram solução equilibrada. Impor leis para microgestão das relações entre empresas e consumidores tende a aumentar a burocracia e gerar custos que poderão ser repassados ao público. Além disso, essa abordagem perde de vista que a conscientização social e a educação para o uso das tecnologias seriam mecanismos muito mais efetivos para promover inclusão e acesso. Ao invés de criar barreiras legais, os políticos deveriam focar em campanhas educativas e apoiar o desenvolvimento de soluções que atendam, com flexibilidade, as necessidades de todos os públicos, inclusive os mais vulneráveis. Outro aspecto preocupante é a monetização política destas regulamentações. Projetos que tratam de exigências para o setor privado frequentemente são apresentados como soluções milagrosas para problemas sociais, mas no fundo servem para acionar mecanismos de multas e sanções, beneficiando economicamente a máquina pública, enquanto empresários e consumidores vivem um ambiente de conflito e insegurança. A estabilidade jurídica e o respeito à autonomia do indivíduo e das empresas só se consolidam com o Estado agindo de forma moderada, estimulando a autorregulação do mercado e a responsabilidade social das partes. A imposição permanente via legislação detalhista é um passo para um Estado paternalista, que não confia na capacidade do cidadão decidir e conviver com as mudanças tecnológicas e mercadológicas.
Ato no RJ com Caetano, Chico e Gil repudia anistia e PEC da Blindagem

Milhares de pessoas ocuparam neste domingo (21) a Praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, para protestar contra a PEC da Blindagem e a anistia a golpistas condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros e aliados. A proposta de emenda à Constituição repudiada pelos manifestantes foi aprovada pela Câmara dos Deputados na última terça-feira (16). Na prática, a medida dificulta a abertura de processos criminais contra parlamentares, ao impor que as casas legislativas devem aprovar a abertura desses processos. Aos gritos de “Sem Anistia” e “Viva a democracia”, os manifestantes se reuniram na altura do Posto Cinco da Orla de Copacabana, para assistir aos shows dos cantores Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Djavan, entre outros, e para escutar os discursos de lideranças políticas. Caetano Veloso disse, durante o ato musical, que a democracia no Brasil resiste. Segundo ele, a cultura nacional apresenta grande vitalidade. “Não podemos deixar de responder aos horrores que vêm se insinuando à nossa volta”. Gilberto Gil lembrou que o Brasil já passou por momentos semelhantes em sua história. “Passamos por momentos parecidos sempre em busca da autonomia, o bem maior do nosso povo”, afirmou. De estudantes a aposentados A servidora pública federal aposentada Regina de Brito, de 68 anos, foi uma das primeiras a chegar para ficar bem perto dos cantores do ato musical. Ela disse ser muito importante apoiar o movimento contra os que tentaram planejar um golpe no país. “Eu fui criada na ditadura militar. Sei como era isso. Esses caras acabaram de ser condenados, nem estão cumprindo pena e já querem anistia? E esse Congresso vilão, da direita, em vez de votar pautas do povo como a isenção do imposto de renda até R$ 5 mil, é um Congresso que não pensa no povo em nenhuma instância, só pensam no próprio umbigo”. O estudante da rede pública estadual de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Caio dos Santos, de 16 anos, contou estar no ato por achar muito importante a movimentação do povo brasileiro contra “o desserviço à população feito pelo Congresso Nacional”. “Acho que essa PEC da Bandidagem é um total desrespeito com a nossa cara. O povo brasileiro não pode assistir calado o que estão fazendo. Eu, como estudande da rede pública, tenho obrigação de ser contra pessoas como o Bolsonaro, que só torcem para o mal da educação, da saúde. Não adicionam nada de bom à nossa população, à nossa sociedade”, criticou. “Do que eu estudo da ditadura, eu tento espalhar essa consciência entre meus amigos para o não retorno da extrema-direita e para a consciência na hora do voto”, acrescentou Caio. Acompanhado da esposa, o policial penal aposentado Edson Enio Martins Tonnel, de 75 anos, também chegou cedo ao ato para protestar contra a Câmara dos Deputados. “Se a gente não reagir, a Câmara vai se tornar um antro de bandidos. Eu acho que, essa PEC, o Senado deve barrar. Qualquer bandido vai se candidatar, vai ser deputado e piorar a situação. O crime vai para Brasília mais do que já está. Independente da nossa idade, cada um tem que colaborar para o bem do Brasil, da nossa família. Que o Bolsonaro apodreça na cadeia, quem fez o que fez em Brasília tem que pagar”. Com os amigos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em Seropédica, a estudante de arquitetura Letícia Rocha, de 20 anos, afirmou que a história não pode se repetir. ” A gente não pode esquecer nunca do passado. Uma vitória que a gente teve foi a condenação do Bolsonaro”. Politica
Esquerda mobiliza manifestações em diversas capitais contra anistia e PEC da Blindagem

Movimentos de esquerda voltaram às ruas em diversas capitais brasileiras neste domingo, 21 de setembro de 2025, para protestar contra o Projeto de Lei da Anistia e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que recentemente foi aprovado na Câmara dos Deputados. As manifestações ocorreram em pelo menos 30 cidades e 22 capitais, incluindo Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Maceió, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Organizadas por frentes como o Povo Sem Medo e Brasil Popular, além de partidos como PT e PSOL, as mobilizações receberam apoio de centros sindicais, movimentos sociais, artistas e políticos. Um dos principais lemas das manifestações foi “Congresso inimigo do povo”, com críticas à aprovação da PEC que dificulta a abertura de processos criminais contra deputados e senadores, exigência de autorização prévia das casas legislativas para levantamento do foro privilegiado. Os manifestantes também se posicionaram contra o Projeto de Lei da Anistia, que propõe anistiar condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em tentativa de golpe de Estado, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão pelo STF. Segundo os organizadores, a aprovação desses projetos representa um retrocesso na luta contra a impunidade política e o fortalecimento de uma “cegueira” para parlamentares corruptos. Em Brasília, o ato começou em frente ao Museu Nacional da República, com apresentações culturais e uma marcha em direção ao Congresso Nacional. No Rio de Janeiro, artistas como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e Djavan participaram das manifestações em Copacabana. Já em São Paulo, os protestos aconteceram na Avenida Paulista, contando com representantes como Guilherme Boulos (PSOL) e Tabata Amaral (PSB). As mobilizações refletem o clima de tensão política do país em meio à tramitação dos projetos controversos no Senado Federal, onde a PEC da Blindagem deverá enfrentar forte resistência. Os movimentos sociais destacam a importância da participação popular para barrar o que se classifica como um ataque à justiça e à democracia brasileira. Foto: Agência Brasil/EBC
Novas Vagas Abertas no PAT Pindamonhangaba: Oportunidades para Todos os Perfis Nesta Semana

O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Pindamonhangaba abriu novas vagas de emprego em diversas áreas para esta semana. São oportunidades para profissões como auxiliar administrativo, vendedor, eletricista, entre outros. O PAT oferece também orientação profissional e encaminhamento para cursos gratuitos que podem ajudar os candidatos a melhorar suas habilidades e aumentar as chances de contratação. Atualizado em: 15-09-2025 08:05:19 Nr Vaga Ocupação Observações Nr vagas Nível de instrução Exige experiência 8501246 Açougueiro – 1 Indiferente 06 meses 8501295 Ajudante Geral vaga masculina – das 14h às 22h30 1 Ensino Médio 06 meses 8501291 Atendente de Lanchonete vaga em Tremembé 1 Ensino Médio 06 meses 8501293 Auxiliar de almoxarifado ter condução própria (carro ou moto) 1 Ensino médio 06 meses 8501262 Auxiliar de Churrasqueiro Morar próximo à Faculdade Anhanguera ou ter condução própria 1 Ensino Médio 06 meses 8501261 Auxiliar de Garçom Morar próximo à Faculdade Anhanguera ou ter condução própria 1 Ensino Médio 06 meses 8501277 Auxiliar de mecânico de ônibus ter curso de mecânica 1 Ensino médio 06 meses 8501299 Auxiliar de mecânico industrial conhecimento em ferramentas 4 Ensino fundamental 06 meses 8501282 Caldeireiro – 1 Ensino fundamental 06 meses 8501292 Cozinheira vaga em Tremembé 2 Ensino Fundamental 06 meses 8501288 Cuidador Vaga masculina – cuidar de adolescentes entre 12 e 18 anos 1 Ensino Médio 06 meses 8501294 Doméstica morar próximo ao shopping 1 Indiferente 06 meses 8501302 Encanador industrial – 5 Ensino fundamental 06 meses 8501278 Inspetor de equipamentos de combate a incendio CNH “B” 1 Ensino médio – 8501283 Inspetor de solda – 1 Ensino médio 06 meses 8501214 Instalador de Esquadrias de alumínio CNH B 1 Ensino Médio 06 meses 8501275 Marceneiro – 1 Indiferente 06 meses 8501297 Mecânico de máquinas pesadas – 4 Ensino médio 06 meses 8501281 Mecânico montador – 11 Ensino fundamental 06 meses 8501298 Motorista de caminhão – 2 Ensino médio 06 meses Nr Vaga Ocupação Observações Nr vagas Nível de instrução Exige experiência 8501290 Motorista de ônibus – 1 Ensino médio 06 meses 8501296 Motorista operador de Munk curso de Munk, NR1 e NR12 2 Ensino médio 06 meses 8501265 Operador de escavadeira hidráulica – 1 Ensino médio 06 meses 8501300 Operador de escavadeira hidráulica curso na área 4 Ensino médio – 8501301 Soldador – 3 Ensino médio 06 meses 8501280 Soldador Tig – 3 Ensino médio 06 meses 8501289 Supervisor de obras CNH B / esquadrias de aluminio 1 Ensino médio 06 meses 8501266 Vendedor externo Condução própria – Tremembé 2 Indiferente 06 meses ENDEREÇOS:Pat Pindamonhangaba: Praça Dr Emílio Ribas, 120 – (12) 3643 1518 Pat Moreira César: Av Senador Teotônio Vilela, 61
Ação policial contra facção criminosa resulta em seis mortos no Rio

A Polícia Civil e a Polícia Militar do Rio de Janeiro realizaram uma operação conjunta para combater a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) na Gardênia Azul, bairro da zona oeste da cidade, localizado na região de Jacarepaguá. A ação policial resultou na morte de seis homens que seriam ligados à facção criminosa. O CV vem ampliando seu território sobre áreas do Rio de Janeiro antes dominadas pela milícia. Os policiais conseguiram efetuar a prisão de 12 suspeitos, dois deles identificados: um segurança de um dos chefes da facção criminosa na região e um ladrão de cargas, foragido da Justiça. Além deles, quatro menores infratores foram apreendidos. Os agentes apreenderam também quatro fuzis, quatro pistolas, um revólver, munições, carregadores, granadas, rádios transmissores, grande quantidade de drogas e cadernos de anotações do tráfico. As ações realizadas nessa quarta-feira tiveram o objetivo de forçar a facção criminosa sair da Gardênia Azul. Para isso, foram reunidas informações de inteligência da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do 18º batalhão da PM, de Jacarepaguá, e dos setores de Inteligência da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco). Também participaram policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) e da 22ª Delegacia Policial, na Penha. Morte de policial No último 19 maio, em uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) contra a venda de água mineral contaminada e furto de energia elétrica, na Cidade Deus, comunidade próxima à Gardênia Azul, o policial civil José Antônio Lourenço, lotado na Core, foi morto por um tiro de fuzil na cabeça. Repórter da Agência Brasil