Fernando Haddad afirma que Brasil pode chegar a 2026 “comendo filé mignon”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou em entrevista à GloboNews no dia 7 de janeiro de 2025 que acredita que o Brasil estará em uma situação econômica confortável em 2026, “até comendo filé mignon”. A afirmação foi feita em resposta a uma pergunta sobre a promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o governo encerraria sua gestão com o brasileiro “comendo picanha”. Otimismo com a economia e desafios externos Haddad destacou que o país está bem posicionado para enfrentar um cenário internacional ainda incerto, especialmente diante das políticas protecionistas que podem ser adotadas pelo governo dos Estados Unidos sob Donald Trump. Segundo ele, o Brasil deve aproveitar suas vantagens competitivas para garantir um crescimento sustentável. Entre essas vantagens, o ministro citou a aprovação da lei de inteligência artificial, o crédito de carbono, os biocombustíveis — considerados o “combustível do futuro” — e a nova indústria brasileira, que são programas estruturados para impulsionar o desenvolvimento econômico. Medidas fiscais e controle de gastos O ministro ressaltou a importância de uma política fiscal adequada, que envolva o corte de benefícios concedidos a grupos econômicos privilegiados, sem prejudicar os trabalhadores de baixa renda. Haddad afirmou que o governo não pretende vender estatais de forma irresponsável nem permitir “jabutis” legislativos que favoreçam interesses empresariais. Ele também destacou que o Brasil deve fechar 2024 com déficit primário próximo a 0,1% do PIB, o que indicaria uma gestão fiscal responsável e alinhada às metas estabelecidas. Impacto na vida do brasileiro A metáfora do “filé mignon” simboliza a melhoria na qualidade de vida da população, com maior acesso a bens e serviços, incluindo alimentos de melhor qualidade. A promessa de Lula de que o brasileiro voltaria a comer picanha e ter um churrasco com cerveja é vista como um símbolo de recuperação econômica e social. Perspectivas para 2026 Haddad acredita que, se o Brasil souber aproveitar suas vantagens competitivas e implementar as medidas econômicas necessárias, poderá chegar a 2026 em uma situação mais estável e próspera, com crescimento econômico sustentável e redução das desigualdades.
Jon Vlogs afirma que Lula faturou R$ 3,5 bilhões com regulamentação das apostas esportivas

Nas últimas semanas, o influenciador digital Jon Vlogs causou repercussão ao afirmar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria obtido um faturamento de R$ 3,5 bilhões relacionados à regulamentação das apostas esportivas no Brasil. Segundo ele, esse valor estaria ligado à aprovação da nova legislação que regula o mercado de apostas (bets), tema que tem gerado debates acalorados no cenário político e econômico do país. Contexto da regulamentação das apostas esportivas O mercado de apostas esportivas no Brasil vinha operando em um vácuo legal desde 2018, o que favoreceu o crescimento de um setor paralelo e, em muitos casos, ilícito. Com o aumento da popularidade das plataformas online, o governo federal aprovou recentemente uma legislação que impõe regras rigorosas para a operação dessas casas, incluindo a cobrança de um imposto de 12% sobre a receita bruta das plataformas e a exigência de licenças que podem custar até R$ 30 milhões. Além disso, a regulamentação visa proteger os consumidores, especialmente menores de idade e pessoas em situação de vulnerabilidade, como beneficiários de programas sociais. Entre as medidas estão sistemas de reconhecimento facial para controle de acesso, restrições a campanhas publicitárias e bloqueios a casas de apostas ilegais. Investigações e escândalos no setor A aprovação da lei ocorre em meio a uma série de escândalos envolvendo celebridades e influenciadores que promovem casas de apostas, como Neymar, Deolane Bezerra, Gusttavo Lima e outros, que estão sob investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro e manipulação de resultados em jogos. Empresas como Esportes da Sorte e Vai de Bet são alvo de investigações da Polícia Federal e da CPI da Manipulação de Partidas de Futebol, que apontam para um mercado clandestino e práticas ilegais que ameaçam a integridade do esporte. Além disso, um relatório recente revelou que beneficiários do programa Bolsa Família teriam transferido cerca de R$ 3 bilhões para casas de apostas em apenas um mês, o que gerou preocupação do governo sobre o uso indevido de recursos públicos para financiar jogos de azar. Denúncia no Senado e repercussão política Durante sessão no Senado, foi mencionada a quantia de R$ 3,5 bilhões relacionada à regulamentação das apostas, o que gerou pedidos de esclarecimento e investigações sobre possíveis irregularidades no processo. A denúncia feita por Jon Vlogs ecoa esse debate, colocando em evidência a necessidade de transparência e fiscalização rigorosa sobre o setor. Especialistas alertam que, apesar dos avanços na legislação, o mercado de apostas esportivas ainda enfrenta desafios significativos para coibir práticas ilícitas e proteger os consumidores, enquanto o governo busca equilibrar a arrecadação de recursos com a responsabilidade social. O mercado de apostas esportivas no Brasil está em transformação, com a regulamentação recente trazendo tanto oportunidades econômicas quanto desafios éticos e legais. A afirmação de Jon Vlogs sobre o suposto faturamento bilionário do presidente Lula adiciona uma camada de controvérsia que deve ser apurada pelas autoridades competentes. Enquanto isso, o debate sobre os impactos sociais e econômicos das apostas online segue em pauta, com atenção especial para a proteção dos cidadãos mais vulneráveis.
Lula não garante “dobradinha” com Alckmin em 2026 e mantém mistério sobre vice na reeleição

À medida que as eleições presidenciais de 2026 se aproximam, cresce a especulação sobre a composição da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a disputa da reeleição. Apesar da boa relação política com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Lula ainda não confirmou oficialmente que o ex-governador de São Paulo repetirá a parceria como candidato a vice em sua campanha, deixando o cenário eleitoral em aberto. Durante o congresso nacional do PSB, realizado no início de junho de 2025, o prefeito de Recife e novo presidente da legenda, João Campos, defendeu publicamente a manutenção da aliança entre Lula e Alckmin para a eleição do próximo ano, ressaltando a importância de ampliar a bancada do PSB no Congresso e fortalecer a coalizão de centro-esquerda. Alckmin, por sua vez, tem evitado declarações definitivas sobre sua candidatura, afirmando que está satisfeito com seu atual papel como vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A indefinição sobre a “dobradinha” ocorre em meio a uma estratégia política do PT para ampliar alianças com partidos maiores do centro, como MDB e PSD, que poderiam ocupar a vaga de vice na chapa, caso Alckmin opte por disputar o governo paulista ou uma cadeira no Senado. Essa movimentação é vista como uma tentativa de fortalecer a base governista e garantir maioria no Senado, objetivo destacado por Lula para evitar que a direita “avacalhe” o Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, o vice-presidente Geraldo Alckmin tem sido apontado como um nome competitivo para o Senado em São Paulo, com bom recall no interior do Estado, o que poderia atrapalhar candidaturas da direita, como a do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Caso não permaneça como vice, Alckmin poderá disputar o Senado ou o governo paulista, abrindo espaço para novas composições na chapa presidencial. Lula, por sua vez, condiciona sua candidatura à reeleição a estar em plena saúde, afirmando estar motivado e confiante para continuar no comando do país. O presidente também enfatiza a importância de uma atuação digital mais agressiva da esquerda para enfrentar a extrema direita, que tem obtido maior engajamento nas redes sociais. Em resumo, apesar do desejo do PSB e do vice-presidente de manter a aliança, Lula mantém cautela e não garante a repetição da chapa Lula-Alckmin em 2026, deixando a definição para os próximos meses, em um cenário político que promete ser bastante disputado.
“‘Deus deixou o sertão sem água porque sabia que eu ia trazer’, diz Lula em defesa da transposição do São Francisco”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou recentemente que, se não fosse por sua atuação, o Nordeste brasileiro ainda estaria sem água, destacando a transposição do Rio São Francisco como a solução para um problema histórico da região. Essa declaração, embora carregada de autovalorização, ignora o contexto mais amplo e as críticas legítimas sobre a condução e os impactos dessa obra. Confira o áudio com a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que ele afirma que “Deus deixou o sertão sem água porque sabia que eu ia trazer”, destacando a transposição do Rio São Francisco como solução para a crise hídrica no Nordeste: De um ponto de vista crítico e alinhado à visão de direita, é importante lembrar que a transposição do São Francisco é um projeto que já se arrastava por quase dois séculos antes de ser iniciado efetivamente nos governos petistas. A obra, orçada em bilhões de reais, foi marcada por atrasos, problemas técnicos e gastos elevados, que poderiam ter sido evitados com uma gestão mais eficiente e menos centralizadora. Confira Também o video abaixo. Além disso, a narrativa de Lula de que “Deus deixou o sertão sem água porque sabia que eu ia trazer” soa como uma tentativa de personalizar um problema estrutural e complexo, que envolve gestão pública, políticas regionais e investimentos privados. A verdade é que o Nordeste precisa de soluções duradouras, que incentivem o desenvolvimento econômico sustentável, a geração de empregos e a infraestrutura, e não de discursos populistas que buscam apenas capital político. Veja Também: Comando C4 especializado em assassinatos e espionagem contra autoridades A obra da transposição, apesar de sua importância, não pode ser usada como moeda política para justificar uma gestão marcada por promessas grandiosas e resultados questionáveis. O Nordeste merece políticas públicas que valorizem a iniciativa privada, a eficiência administrativa e o respeito ao dinheiro público, elementos essenciais para o progresso real e duradouro da região. Portanto, mais do que discursos e autopromoção, o que o Nordeste precisa é de um ambiente favorável ao empreendedorismo, investimentos privados e parcerias que realmente transformem a vida das pessoas, sem dependência exclusiva do governo federal ou de projetos que se arrastam por décadas.
XXVI Marcha em Defesa dos Municípios deve reunir mais de 11 mil gestores em Brasília

Brasília se prepara para receber, de 19 a 22 de maio, a XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, um dos maiores eventos políticos do país. Organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o encontro reunirá prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e secretários municipais de todas as regiões com o objetivo de fortalecer o diálogo federativo e apresentar demandas prioritárias do movimento municipalista. Com o tema “Autonomia Municipal: a Força que Transforma o Brasil”, tem público previsto maior que a edição do ano passado, quando participaram 11 mil pessoas. O evento será realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. Autoridades confirmadas Entre os confirmados, segundo a CNM, estão o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, 23 ministros de Estado e diversos parlamentares. Durante a solenidade, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, apresentará oficialmente as principais reivindicações dos municípios, que incluem melhorias no pacto federativo, regras sobre emendas parlamentares, a reforma tributária e a sustentabilidade fiscal e previdenciária das prefeituras, com destaque para a PEC 66/2024, que trata da responsabilidade previdenciária dos entes locais. Programação intensa e diversificada A marcha terá uma programação extensa de 63 horas, com paineis temáticos, arenas de debate, oficinas técnicas e atendimento especializado para os gestores públicos. Entre os principais temas em debate estão: As atividades foram planejadas para oferecer informações técnicas, orientações jurídicas e espaço para articulação política, com foco em preparar os gestores para os desafios da administração local e garantir a execução de políticas públicas eficientes. Serviço – XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios Data: 19 a 22 de maio de 2024Local: Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), Brasília – DFPúblico-alvo: Prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários municipais, técnicos e assessoresParticipantes esperados: Mais de 11 milTema: “Autonomia Municipal: a Força que Transforma o Brasil”Informações e programação completa: www.cnm.org.br/marcha A Marcha a Brasília é considerada uma das maiores mobilizações políticas do país e desempenha papel central na defesa do fortalecimento dos municípios e no equilíbrio das responsabilidades entre os entes federativos. A expectativa é que, com a presença maciça de lideranças locais, o evento influencie diretamente as pautas em debate no Congresso Nacional nas próximas semanas.
Lula se reúne com empresários chineses em Pequim

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem uma agenda repleta de encontros com empresários nesta segunda-feira (12), em Pequim, onde cumpre visita oficial nos próximos dias. Segundo o Palácio do Planalto, Lula se encontrará com os CEOs (diretores executivos) de duas grandes empresas chinesas. A primeira reunião será com Lei Zhang, da Envision Energy, que produz turbinas de energia eólica. Em seguida, Lula recebe Cheng Fubo, da Norinco, corporação industrial que atua nos setores de defesa, automotivo, fabricação de máquinas, produtos químicos, eletrônicos, entre outros. Essas reuniões ocorrerão ao longo da manhã, no hotel onde Lula está hospedado, noite de domingo no horário oficial de Brasília. Na parte da tarde de segunda, ainda madrugada no Brasil, Lula prossegue a agenda empresarial participando de encontro com representantes de empresas do setor de saúde, seguido da assinatura de acordos. No fim do dia, o presidente brasileiro participa do encerramento do seminário Brasil-China, que reúne empreendedores de ambos os países. Cúpula Celac-China Na terça-feira (13), a visita oficial terá continuidade com a participação do presidente brasileiro na cúpula de chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) com o governo chinês. A Celac é a única organização que reúne praticamente todos os países latino-americanos. No mesmo dia, cumprindo visita de Estado, Lula terá encontros com as principais autoridades chinesas, entre os quais o presidente da Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular, Zhao Leji, e o primeiro-ministro da China, Li Qiang, e, finalmente, uma reunião ampliada com o presidente da China, Xi Jinping, no Grande Palácio do Povo. Ao menos 16 acordos entre os dois países devem ser assinados na ocasião. Lula, a primeira-dama Janja da Silva e uma comitiva de diversos ministros chegaram à China na noite de sábado (10), depois de visita à Rússia, onde o chefe do governo brasileiro de encontrou com o presidente Vladimir Putin, e participou da cerimônia de 80 anos da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista, pondo fim à Segunda Guerra Mundial na Europa. A previsão é que o presidente volte ao Brasil na quarta-feira (14). Repórter da Agência Brasil
Lula e a Fraude no INSS: A Demora que Prejudica os Aposentados e Alimenta a Corrupção

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante viagem à Rússia, que não tem pressa na investigação do esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que causou prejuízos estimados em R$ 6,3 bilhões a aposentados e pensionistas. Segundo Lula, o foco do governo é apurar a verdade com seriedade, evitando “show de pirotecnia” e investigações superficiais que geram manchetes momentâneas, mas não resolvem o problema. O esquema envolvia associações que, com apoio de servidores do INSS, cadastravam aposentados sem autorização, usando assinaturas falsas para descontar mensalidades diretamente dos benefícios. Muitas dessas associações funcionavam como fachadas, presididas por pessoas vulneráveis, e chegaram a operar em conjunto no mesmo endereço por anos, enquanto dirigentes faziam viagens internacionais custeadas pelo esquema fraudulento. A liberação de descontos em lote pelo INSS, sem autorização individual, facilitou a expansão das fraudes. Lula atribui a origem do esquema ao governo Bolsonaro, que esteve no poder em 2019, ano em que a fraude teria começado a se estruturar. Ele destacou que o governo atual está empenhado em identificar todos os envolvidos, inclusive se há participação de integrantes do governo passado, e em garantir o ressarcimento dos aposentados lesados, embora não tenha estipulado prazo para isso. O presidente ressaltou que os prejudicados não terão prejuízo, e que os bens das entidades e pessoas envolvidas estão sendo bloqueados para repatriação e ressarcimento. Do ponto de vista de uma análise de cunho de direita, essa situação evidencia falhas graves na gestão pública e na segurança dos benefícios sociais, que deveriam ser protegidos com rigor. A demora na investigação e o discurso de “não ter pressa” podem ser interpretados como uma falta de urgência e eficiência do governo petista em combater a corrupção e proteger os cidadãos mais vulneráveis. Além disso, a responsabilização exclusiva do governo Bolsonaro, sem reconhecer que parte das fraudes ocorreu ou se agravou durante a atual administração, pode ser vista como uma tentativa de politização do problema, desviando o foco da necessidade de uma resposta rápida e eficaz. A direita crítica frequentemente a gestão petista por sua lentidão e por priorizar narrativas políticas em detrimento da ação firme contra a corrupção e o desperdício de recursos públicos. A fraude no INSS, que envolve bilhões de reais e afeta diretamente aposentados, é um exemplo emblemático da necessidade de maior rigor, transparência e celeridade nas investigações e punições, para que o Estado não se torne um instrumento de perpetuação de esquemas fraudulentos que penalizam os cidadãos honrados e trabalhadores. Em resumo, o episódio do INSS reforça a crítica conservadora à gestão pública no Brasil: a necessidade de combater a corrupção com rapidez, transparência e sem politização, protegendo os direitos dos cidadãos e garantindo que os recursos públicos sejam usados com responsabilidade e eficiência. A postura de Lula, ao minimizar a pressa na investigação, pode ser vista como um sinal preocupante de que o governo não está priorizando adequadamente a defesa dos aposentados e a moralização do serviço público
Lula e os Líderes Autoritários: Foto que Abala a Política Brasileira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva gerou controvérsia ao aparecer em uma foto oficial durante o desfile militar do Dia da Vitória, em 9 de maio, na Praça Vermelha, em Moscou, ao lado de líderes de regimes autoritários alinhados ao Kremlin. A imagem, divulgada pela agência russa Sputnik, repercutiu mal no Brasil e no exterior, principalmente por associar o chefe do Executivo brasileiro a governantes com históricos autoritários e violações de direitos democráticos. Na foto, Lula aparece na primeira fila ao lado de líderes como: A participação de Lula neste evento, que celebra a vitória soviética sobre a Alemanha nazista, mas que hoje é usada pelo Kremlin como demonstração de força militar, foi vista como um alinhamento simbólico com regimes autoritários e uma mensagem negativa para a democracia brasileira, especialmente considerando o discurso do presidente em defesa da democracia durante sua campanha eleitoral. Veja também:Lula apela a Putin para estender cessar-fogo na guerra da Ucrânia Além disso, a visita à Rússia e o encontro com Vladimir Putin foram criticados por setores da oposição e por representantes do governo ucraniano, que questionam a capacidade de Lula de mediar a paz no conflito entre Rússia e Ucrânia após essa demonstração pública de proximidade com o regime russo. Lula, por sua vez, defendeu sua presença no evento, alegando que as críticas são uma exploração política e ressaltou a importância de homenagear um país que perdeu milhões de jovens na Segunda Guerra Mundial, afirmando que sua participação não o desabilita como mediador de paz. Em resumo, a foto de Lula ao lado desses “vizinhos problemáticos” revela um desconforto legítimo com a postura do presidente brasileiro, que parece ignorar os riscos de se associar publicamente a líderes autoritários, colocando em xeque sua credibilidade no cenário internacional e sua coerência com os valores democráticos que prometeu defender Via ACM
Lula apela a Putin para estender cessar-fogo na guerra da Ucrânia

Se nem o tráfico de drogas ele acaba, que dirá uma guerra? Em visita a Moscou, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo ao presidente Vladimir Putin para ampliar o cessar-fogo unilateral decretado pela Rússia na guerra contra a Ucrânia. O pedido é para que a trégua, inicialmente de três dias, seja estendida para 30 dias, numa tentativa de abrir caminho para negociações de paz. Mas, diante desse gesto nobre, fica a pergunta: se nem o tráfico de drogas – um problema crônico e persistente aqui no Brasil – Lula consegue acabar, que esperança há de ele convencer Putin a parar uma guerra que já dura anos e envolve interesses geopolíticos gigantescos? Enquanto o presidente brasileiro defende a diplomacia e pede paz, o país enfrenta diariamente a violência e o caos gerados pelo tráfico, que parece imbatível. Milhares de vidas são perdidas, comunidades inteiras vivem sob o domínio do crime organizado, e as soluções parecem sempre distantes. É quase como pedir para um motorista que não consegue controlar o trânsito da própria cidade para organizar uma corrida internacional de Fórmula 1 – a tarefa é gigantesca e cheia de obstáculos. Lula, que insiste na importância do diálogo e da negociação, sabe que a paz mundial é um desafio monumental. Porém, a ironia não escapa: se nem o tráfico interno ele consegue frear, como esperar que um cessar-fogo russo se mantenha? Putin, por sua vez, recebeu o apelo com cordialidade, mas não deu sinais claros de que estenderá a trégua. A guerra segue, enquanto o Brasil segue lutando contra seus próprios “conflitos internos” – onde o tráfico de drogas é um dos mais difíceis de resolver. No fim das contas, a mensagem é clara: a paz, seja local ou global, é um objetivo complexo, que exige muito mais do que bons discursos. E talvez, antes de tentar resolver guerras do outro lado do mundo, seja preciso olhar para as batalhas que acontecem dentro de casa. Via:ACM
Nenhum aposentado terá prejuízo, diz Lula sobre descontos indevidos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (10), que nenhum aposentado ou pensionista será prejudicado em razão dos descontos não autorizados de mensalidades associativas na folha de pagamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele afirmou que o governo não quer fazer “um show de pirotecnia” com o caso, mas “apurar com muita seriedade” para encontrar os culpados. “Você poderia ter feito uma pirotecnia e não ter apurado. Como a gente quer apurar com muita seriedade, tanto a CGU [Controladoria-Geral da União] como a Polícia Federal foram a fundo na exploração para chegar no coração da quadrilha. Se tivesse feito um carnaval há um ano atrás, possivelmente teria parado no carnaval, como acontece em todas as denúncias”, disse sobre críticas à demora nas investigações. “A CGU e a nossa Polícia Federal, num processo de investigação com muita inteligência, sem nenhum alarde, conseguiram desmontar uma quadrilha que estava montada desde 2019 nesse país. Tem entidades sérias no meio que certamente não cometeram nenhum crime e tem entidades que foram criadas para cometer crime”, acrescentou, reforçando que o esquema funcionava desde 2019. O presidente lembrou que os recursos pertencem aos aposentados e pensionistas e que o governo atuará para repatriar o dinheiro e devolver a quem de direito. “Devolver ou não vai depender de você constatar a quantidade de pessoas que foi enganada, a quantidade de pessoas que teve o seu nome numa lista sem que ele tivesse assinado. Porque aqueles que assinaram, autorizaram [os descontos das mensalidades]”, explicou. “O que eu acho mais grave, não foi dinheiro dos cofres públicos. Esse dinheiro estava no bolso do aposentado quando alguém pediu para descontar do salário dele. Então, o crime foi um assalto aos aposentados e pensionistas deste país. Eles não foram no cofre do INSS, eles foram no bolso do povo”, afirmou o presidente. Lula falou com a imprensa em Moscou, na Rússia, onde esteve em visita de Estado no contexto das celebrações dos 80 anos da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. Após a entrevista, ele embarcou para Pequim, na China, onde participa da cúpula entre o gigante asiático e países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), nos dias 12 e 13 de maio, além de fazer uma visita de Estado. Ressarcimento Nesta quinta-feira (8), o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, anunciou que os aposentados e pensionistas vítimas de descontos não autorizados de mensalidades associativas serão ressarcidos pelos prejuízos sofridos a partir de março de 2020 e até março de 2025 . Segundo Waller, na próxima terça-feira (13), o instituto começará a notificar cerca de 9 milhões de beneficiários da Previdência Social de cujos benefícios foram deduzidas as mensalidades de filiação a associações, sindicatos e outras entidades sociais. A notificação será feita por meio do aplicativo Meu INSS e, alternativamente, pela Central de Atendimento telefônico da autarquia, no número 135. Caso a pessoa comunique ao INSS que não autorizou os descontos, o instituto notificará a entidade para a qual repassou toda a quantia cobrada junto ao benefício previdenciário. A associação terá 15 dias úteis para comprovar que o aposentado ou pensionista se filiou e autorizou o desconto em folha. Caso não consiga comprovar, terá que devolver os recursos para que o INSS faça o ressarcimento ao cidadão. Entenda o caso A cobrança em folha da mensalidade associativa é permitida desde 1991, quando entrou em vigor a Lei dos Benefícios da Previdência Social. É feita com base nos Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) que o INSS assina com as entidades para as quais, posteriormente, repassa o valor deduzido das aposentadorias e pensões. Indícios de ilegalidades levaram a PF e a CGU a deflagrar, no último dia 23, uma megaoperação para aprofundar as investigações sobre um esquema nacional de descontos não autorizados. Dois relatórios que a CGU divulgou nos últimos dias demonstram que o caso já vinha sendo apurado também no âmbito administrativo, pelo menos, desde o primeiro semestre de 2024. A Operação Sem Desconto resultou, de imediato, na exoneração do então presidente do INSS Alessandro Stefanutto, que foi substituído por Waller. Quatro dirigentes da autarquia e um policial federal lotado em São Paulo também foram cautelarmente afastados de suas funções. Poucos dias depois, o pedetista Carlos Lupi deixou o comando do Ministério da Previdência Social, ao qual o INSS está subordinado. No rastro da Operação Sem Desconto, o INSS suspendeu os acordos de cooperação com todas as associações, sindicatos e entidades e, consequentemente, os descontos automáticos de milhões de beneficiários. A AGU criou um grupo especial para propor medidas judiciais e administrativas para tentar recuperar o prejuízo, ressarcir os beneficiários do INSS prejudicados e propor novas medidas contra fraudes. Por decisão judicial, mais de R$ 1 bilhão em bens patrimoniais dos investigados já estão bloqueados para, eventualmente, reparar parte dos danos. Na quinta-feira, a AGU pediu à Justiça Federal que bloqueie R$ 2,56 bilhões em bens de 12 entidades associativas e, na sexta-feira (9), pediu mais um bloqueio de seis empresas e oito pessoas investigadas, no valor de R$ R$ 23,8 milhões. Dados do instituto e da CGU apontam para o “súbito aumento no montante dos descontos de mensalidades associativas realizados na folha de pagamento dos beneficiários do INSS” a partir de 2016, quando os descontos associativos somaram R$ 413 milhões. Em 2017, o montante subiu para R$ 460 milhões. Já em 2018, foram descontados R$ 617 milhões. Em 2019, R$ 604 milhões. Em 2020, em meio à pandemia da covid-19, o valor caiu para R$ 510 milhões. Em 2021, o total voltou a subir, atingindo R$ 536 milhões. Em 2022, foram R$ 706 milhões. Em 2023, R$ 1,2 bilhão. E, no ano passado, R$ 2,8 bilhões. As reclamações ao INSS cresceram quase que no mesmo ritmo dos descontos. Só entre janeiro de 2023 e maio de 2024, o instituto recebeu mais de 1,163 milhão de pedidos de cancelamento de cobranças. A maioria, com a justificativa de que não tinha sido autorizada pelos beneficiários ou seus representantes legais.



