Portal do Detran-SP já faz transferência de veículos em 1 minuto; veja como funciona

Com chegada do serviço ao site do Detran-SP, número de transferências diárias quase triplicou desde o final de junho A Transferência Digital de Veículos, também chamada de TDV, acaba de ganhar mais uma possibilidade de acesso. O recurso, que permite a transmissão da propriedade de uma moto ou automóvel em questão de minutos, por vezes até segundos, está agora disponível no portal do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). Este é mais um caminho para realizar a TDV, lançada em março de 2024 no aplicativo Poupatempo e que passou a ter conexão com a Carteira Digital de Trânsito (CDT). A TDV pode ser feita de qualquer lugar, em qualquer dia da semana, das 6h às 22h, via celular e agora também pelo computador. Para realizar a transferência digital de um veículo pelo portal do Detran-SP, assim como acontece no aplicativo do Poupatempo, é preciso ter conta de nível prata ou ouro na plataforma GOV.BR. A conta é gratuita: a cor se refere ao nível de proteção de dados. A prata requer validação por biometria facial ou cadastro do usuário em um banco online. O selo ouro pede a biometria ou cadastro via certificado digital. Para o reconhecimento facial, conhecido como teste de vida, o cidadão logado no site do Detran-SP deverá acessar também a plataforma GOV.BR e mirar o rosto com a câmera do celular, seguindo as instruções da página. A medida de segurança barra suspeitas de fraude. A transferência digital é rápida graças a uma solução tecnológica que entrelaça recursos diversos, como inteligência artificial e criptografia, conectando o sistema do Detran-SP a diferentes bancos de dados – por exemplo, o do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o da Secretaria da Fazenda do estado de São Paulo. A combinação de ferramentas cria a hiperautomação, nome dado à tecnologia que independe de intervenção humana. O próprio preenchimento de dados é feito pelo sistema, que colhe as informações nas plataformas a que está vinculado, liberando o usuário da tarefa. Se encontrar alguma pendência ligada ao cidadão, como multa ou IPVA atrasado, a TDV suspenderá a operação e dará um aviso. Uma vez preenchidos e avalizados os dados do cidadão pela TDV e feito o seu reconhecimento facial na plataforma GOV.BR, a operação é concluída com a confirmação de um token – um código de validação novo a cada intervalo de tempo.  “A transferência digital de veículos foi pensada para facilitar a vida do cidadão, que antes precisava investir horas e recursos financeiros em deslocamentos para realizar a operação, subtraindo tempo do trabalho ou da vida em família”, afirma Vinícius Novaes, diretor de Veículos Automotores (DVA) do Detran-SP. Economia de milhões De março de 2024 até hoje, cálculos do Detran-SP e da Prodesp – empresa de tecnologia do estado de São Paulo responsável pelo desenvolvimento da TDV – a ferramenta já proporcionou uma economia de cerca de R$ 23 milhões. Esse cálculo leva em conta tudo o que deixou de ser gasto no período: desde o custo do cidadão com locomoção à contratação de intermediários (acionados em 60% dos casos), passando pelo valor do tempo médio despendido em um ponto de atendimento físico e pelo investimento no reconhecimento de firma em cartório. Foram R$ 21,6 milhões poupados pela sociedade e R$ 1,6 milhão pelos cofres públicos – com aluguel de espaço, energia e equipamentos.  Do lançamento até agora, a TDV soma 70.649 operações, uma média de 147 transações diárias, número que já subiu para cerca de 400 por dia desde 27 de junho, quando a transferência digital chegou ao site do Detran-SP. Inovação premiada Inovadora, a TDV do Detran-SP conquistou diversos prêmios no último ano. Em setembro de 2024, a ferramenta foi a vencedora da premiação internacional Gartner Eye on Innovation Awards for Government (Gartner de olho na inovação entre os governos, em tradução livre), da consultoria Gartner. O Brasil não conquistava um troféu na competição desde 2021, edição que destacou uma ferramenta da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul.  Um mês antes, a TDV havia faturado o segundo prêmio na categoria Órgãos Estaduais, da premiação Agilidade Brasil, do Agile Trends GOV 2024, o maior evento de inovação e agilidade voltado para o setor público no País. Ao todo, duzentos casos de todo o Brasil disputaram troféus na competição. Em junho, o aplicativo já havia chamado a atenção de outra premiação, o Troféu HDI 2024, da qual foi finalista na categoria Iniciativa de TI ao Cidadão. A cerimônia de premiação aconteceu durante o Expogov Brasília 2024, evento de serviços de TI com foco no setor público. 

IA avança e ameaça 31,3 milhões de empregos no Brasil: como se preparar para não ser substituído?

Com o avanço acelerado da IA, ninguém está 100% seguro: estudo revela as áreas mais vulneráveis e especialista da Cia de Talentos aponta caminhos para evitar a obsolescência e alcançar a indispensabilidade A inteligência artificial (IA) deixou de ser promessa de futuro para se tornar o maior agente de transformação do mercado de trabalho atual. De acordo com um estudo da consultoria LCA 4intelligence, com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 31,3 milhões de empregos no país devem ser impactados pela IA nos próximos anos, sendo que 13 profissões concentram, sozinhas, 5,5 milhões de trabalhadores diretamente expostos à automação. Dentre as funções mais vulneráveis, estão as áreas de apoio técnico, administrativo e gerentes intermediários. No entanto, o efeito pode ser transversal e atingir múltiplos setores. Para Tey Yanagawa, sócia-diretora de Novos Produtos e Inovação da Cia de Talentos, esse movimento exige uma mudança profunda de mentalidade – tanto por parte das empresas quanto dos profissionais. “Estamos diante de uma transformação estrutural no mundo do trabalho. A IA substitui tarefas repetitivas, sim, mas também abre espaço para que as pessoas redesenhem seus papéis, desenvolvam novas competências e atuem de forma complementar à tecnologia”, afirma. Segundo a executiva, o desafio está em acompanhar a evolução técnica, mas também em promover uma adaptação humana, ética e social à nova realidade. A especialista aponta três caminhos essenciais para quem quer se manter relevante e evitar a sombra da substituição: (1) investir em upskilling e reskilling, com aprendizados que atualizem ou redirecionam suas competências; (2) fortalecer soft skills como empatia, pensamento crítico, criatividade e adaptabilidade – capacidades que a IA ainda não domina; e (3) manter-se bem-informado sobre as transformações do mercado, tomando decisões mais conscientes e traçando estratégias eficazes de carreira. Tey reforça que “a inteligência artificial ainda não é capaz de replicar esses atributos de forma autêntica – e é aí que reside o grande valor do fator humano”. Nesse cenário, o medo de estar em uma profissão sob risco pode ser compreensível, mas não deve paralisar. Pelo contrário: pode ser o gatilho para a ação. “Quem adota a aprendizagem contínua como hábito, testa novas experiências e investe em seu próprio desenvolvimento passa a liderar sua trajetória, em vez de apenas reagir às mudanças. Mais do que evitar a substituição, o profissional preparado é aquele que se torna indispensável”, completa. Com mais de 30 anos de atuação no desenvolvimento de jovens talentos e lideranças, a Cia de Talentos acredita que a chave para o futuro das profissões está na combinação entre tecnologia e humanidade. “Se a inteligência artificial representa um desafio, ela também oferece a chance de ressignificar o trabalho, e, com ele, o próprio papel das pessoas dentro das organizações”, conclui Tey.

IA avança e ameaça 31,3 milhões de empregos no Brasil

IA avança e ameaça 31,3 milhões de empregos no Brasil: como se preparar para não ser substituído? Com o avanço acelerado da IA, ninguém está 100% seguro: estudo revela as áreas mais vulneráveis e especialista da Cia de Talentos aponta caminhos para evitar a obsolescência e alcançar a indispensabilidade A inteligência artificial (IA) deixou de ser promessa de futuro para se tornar o maior agente de transformação do mercado de trabalho atual. De acordo com um estudo da consultoria LCA 4intelligence, com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 31,3 milhões de empregos no país devem ser impactados pela IA nos próximos anos, sendo que 13 profissões concentram, sozinhas, 5,5 milhões de trabalhadores diretamente expostos à automação. Dentre as funções mais vulneráveis, estão as áreas de apoio técnico, administrativo e gerentes intermediários. No entanto, o efeito pode ser transversal e atingir múltiplos setores. Para Tey Yanagawa, sócia-diretora de Novos Produtos e Inovação da Cia de Talentos, esse movimento exige uma mudança profunda de mentalidade – tanto por parte das empresas quanto dos profissionais. “Estamos diante de uma transformação estrutural no mundo do trabalho. A IA substitui tarefas repetitivas, sim, mas também abre espaço para que as pessoas redesenhem seus papéis, desenvolvam novas competências e atuem de forma complementar à tecnologia”, afirma. Segundo a executiva, o desafio está em acompanhar a evolução técnica, mas também em promover uma adaptação humana, ética e social à nova realidade. A especialista aponta três caminhos essenciais para quem quer se manter relevante e evitar a sombra da substituição: (1) investir em upskilling e reskilling, com aprendizados que atualizem ou redirecionam suas competências; (2) fortalecer soft skills como empatia, pensamento crítico, criatividade e adaptabilidade – capacidades que a IA ainda não domina; e (3) manter-se bem-informado sobre as transformações do mercado, tomando decisões mais conscientes e traçando estratégias eficazes de carreira. Tey reforça que “a inteligência artificial ainda não é capaz de replicar esses atributos de forma autêntica – e é aí que reside o grande valor do fator humano”. Nesse cenário, o medo de estar em uma profissão sob risco pode ser compreensível, mas não deve paralisar. Pelo contrário: pode ser o gatilho para a ação. “Quem adota a aprendizagem contínua como hábito, testa novas experiências e investe em seu próprio desenvolvimento passa a liderar sua trajetória, em vez de apenas reagir às mudanças. Mais do que evitar a substituição, o profissional preparado é aquele que se torna indispensável”, completa. Com mais de 30 anos de atuação no desenvolvimento de jovens talentos e lideranças, a Cia de Talentos acredita que a chave para o futuro das profissões está na combinação entre tecnologia e humanidade. “Se a inteligência artificial representa um desafio, ela também oferece a chance de ressignificar o trabalho, e, com ele, o próprio papel das pessoas dentro das organizações”, conclui Tey.

Semáforos com borda amarela se espalham em São Paulo para reduzir o trânsito e aumentar a segurança

Uma nova tecnologia de semáforos inteligentes começa a dominar as ruas de São Paulo com o objetivo de modernizar a sinalização urbana e melhorar o fluxo do trânsito. Identificados pela característica moldura amarela que envolve as luzes, esses semáforos utilizam e inteligência artificial para ajustar, em tempo real, a duração dos sinais conforme o fluxo de veículos nas vias. Atualmente, já são cerca de 950 unidades em funcionamento, e a prefeitura planeja instalar 2.586 até o próximo ano, dentro de um plano de modernização até 2026. Esses dispositivos inteligentes são conectados a câmeras que monitoram o trânsito nos arredores e a um sistema computacional que processa as informações para determinar os melhores tempos de abertura e fechamento das luzes. Isso significa que as vias mais movimentadas ficam com o sinal verde por mais tempo e aquelas com menor fluxo mantêm o vermelho, reduzindo o efeito conhecido como “anda-e-para”. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) projeta que a implantação desses semáforos poderá reduzir o tempo de espera no trânsito em cerca de 20%. Além da melhoria no fluxo, a borda amarela tem a função visual de chamar mais a atenção dos motoristas, especialmente em condições de baixa visibilidade, como durante chuva ou sol forte, aumentando a segurança viária. O sistema também permite adaptação rápida a situações como acidentes, possibilitando a criação de uma “onda verde” para evitar paradas consecutivas em cruzamentos próximos. A adoção desses semáforos é considerada uma mudança relativamente simples, mas capaz de impactar significativamente o trânsito da capital paulista, alinhando-se ao esforço da prefeitura em modernizar toda a rede de sinalização e promover uma mobilidade urbana mais eficiente e segura.

Como a IA está mudando nossas relações e colocando a saúde mental em risco

A telefobia e o impacto da automação por IA na geração Z A crescente integração da inteligência artificial (IA) nos serviços de atendimento telefônico transformou a relação da sociedade — em especial da Geração Z — com as chamadas de voz. O medo de falar ao telefone, conhecido como telefobia, atinge uma parcela considerável dos jovens e já começa a causar efeitos profundos no bem-estar individual e coletivo. A telefobia na geração Z Estudos mostram que até 23% dos jovens da Geração Z relatam ansiedade significativa ao falar ao telefone. O desconforto ocorre não apenas pelo medo do desconhecido — como quem está ligando ou o que será dito —, mas também pela ausência de recursos visuais na comunicação de voz, o que diminui o senso de controle e aumenta o temor de julgamento. Entre os principais comportamentos observados estão: Consequências emocionais e sociais A aversão às ligações não se limita ao desconforto momentâneo. A preferência pela comunicação assíncrona pode acarretar: Isolamento social A diminuição de interações por voz — e, consequentemente, de conversas espontâneas e não roteirizadas — contribui para a perda de habilidades de socialização e para o aumento do isolamento social. Pesquisas recentes apontam que os jovens passam mais tempo sozinhos do que as gerações anteriores, o que pode comprometer o desenvolvimento de laços sociais e afetar o sentimento de pertencimento à coletividade. Ansiedade e depressão A falta de interação presencial e por voz já foi associada a impactos negativos na saúde mental: O papel da automação por IA Assistentes virtuais e sistemas automatizados baseados em IA oferecem conveniência ao fazer ligações e obter informações, principalmente para quem sente ansiedade social. Entretanto, ao automatizar tarefas como reservas, consultas e negociações telefônicas, há impactos ambíguos: Efeitos positivos Riscos no longo prazo Impacto na sociedade O alto grau de automação por IA altera, lentamente, o tecido social: Apesar dos benefícios evidentes da automação por IA — especialmente para quem sofre ansiedade ao telefone — é fundamental observar o lado sombrio dessa tendência: o risco de fomentar isolamento social e desgaste da saúde mental na Geração Z. A sociedade, empresas e educadores devem buscar um equilíbrio entre conveniência tecnológica e promoção ativa de conexões humanas, estimulando atividades que desenvolvam as capacidades de diálogo, empatia e resiliência.

Programa Hambugueria de Sucesso oferece capacitação gratuita para empreendedores em Tremembé

O Sebrae, em parceria com a Prefeitura de Tremembé, lança o Programa Hamburgueria de Sucesso, uma iniciativa voltada para donos e gestores de hamburguerias que desejam aprimorar suas operações, desde o cardápio até a gestão financeira e o marketing digital. O programa será realizado em três encontros ao longo do mês de agosto, com foco em estratégias práticas para alavancar o negócio: As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo link disponibilizado pela organização. A iniciativa visa capacitar empreendedores para enfrentar os desafios do mercado e aumentar a competitividade das hamburguerias locais. Além disso, o Sebrae destaca a importância de manter um cardápio enxuto, apostar em ingredientes de qualidade e acompanhar as tendências do setor, como o atendimento digital e opções vegetarianas, para conquistar e fidelizar clientes. 📲 Inscreva-se agora: bit.ly/programahamburgueria

Escândalo Bilionário no INSS: Justiça Avança, Mas Governo Ainda Patina Para Ressarcir Vítimas

O Brasil acompanha, perplexo, o desenrolar do maior escândalo de fraude já registrado no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Estima-se que, entre 2019 e 2024, até R$ 6,3 bilhões tenham sido desviados de contas de aposentados e pensionistas por meio de descontos ilegais, realizados sem autorização dos beneficiários. O rombo bilionário expôs falhas graves na fiscalização do sistema previdenciário e escancarou a vulnerabilidade dos mais idosos diante de associações de fachada, servidores corruptos e empresários inescrupulosos. A Justiça Federal já determinou o bloqueio de mais de R$ 119 milhões em bens de empresas e sócios investigados por suspeita de fraudes contra aposentados, em cinco ações movidas pela Advocacia-Geral da União (AGU). As decisões incluem a indisponibilidade de bens móveis, imóveis e ativos financeiros, além da quebra de sigilos bancário e fiscal dos envolvidos. Entre os citados nas decisões estão empresas de consultoria e seus sócios, como Alexandre Guimarães, Rubens Oliveira Costa, Romeu Carvalho Antunes e o notório “careca do INSS”, Antônio Carlos Camilo Antunes. Apesar dos bloqueios, o valor recuperado representa apenas uma fração do total desviado: menos de 3% dos R$ 6,3 bilhões sumidos dos cofres dos aposentados. As investigações apontam que o esquema envolvia associações e entidades que cadastravam beneficiários sem autorização, utilizando assinaturas falsas para justificar descontos mensais como se fossem contribuições associativas, quando na verdade se tratavam de empréstimos com juros abusivos ou cobranças indevidas. Magistrados, advogados, servidores públicos e empresários estão entre os investigados. Até o momento, ao menos três pessoas foram presas, 211 mandados de busca e apreensão foram cumpridos e ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão foram expedidas. A Controladoria-Geral da União (CGU) estima que cerca de 4,1 milhões de beneficiários possam ter sido vítimas do golpe. O escândalo provocou uma crise política no alto escalão do governo federal. O então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi demitido, assim como o ministro da Previdência, Carlos Lupi, que deixou o cargo após ser criticado por demora em agir diante das denúncias. Para o lugar de Lupi, foi nomeado Wolney Queiroz, ex-deputado federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que as associações responsáveis sejam processadas e obrigadas a devolver os valores aos lesados. A AGU criou um grupo especial para responsabilizar entidades e recuperar recursos, enquanto a CGU reforçou auditorias e políticas de prevenção a fraudes. No Congresso, parlamentares de oposição e situação pressionam por mais transparência e rapidez nas investigações. No entanto, até agora, o governo federal não conseguiu definir data nem logística para ressarcir os aposentados e pensionistas prejudicados. O plano é utilizar uma folha suplementar para devolver os valores diretamente na conta do benefício, evitando intermediários e novos golpes. Mas a dificuldade em identificar todas as vítimas e calcular o prejuízo exato trava o processo. Enquanto isso, o governo começou a usar agências dos Correios para atender pessoalmente os beneficiários que suspeitam ter sido lesados, numa tentativa de evitar novos golpes e informar a população sobre os canais oficiais de ressarcimento. A promessa é devolver pelo menos R$ 300 milhões até dezembro, mas o destino dos bilhões roubados segue incerto. O escândalo do INSS é mais um retrato da fragilidade do Estado diante do crime organizado e da corrupção institucionalizada. Enquanto a Justiça avança no bloqueio de bens e na responsabilização dos envolvidos, o governo ainda patina para encontrar soluções concretas para devolver o dinheiro aos aposentados. O caso exige vigilância permanente da sociedade e ação firme do Congresso para garantir que os verdadeiros responsáveis sejam punidos e que fraudes como essa jamais se repitam.

IA vai apoiar professores na correção de tarefas em SP

Estudantes da rede estadual de ensino terão apoio de inteligência artificial para a correção de atividades da ferramenta TarefaSP, destinada a lições de casa. Um projeto-piloto da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) para turmas do 8º ano do Ensino Fundamental e da 1ª série do Ensino Médio pretende ampliar o acesso dos estudantes à resolução de questões dissertativas e apoiar os professores na correção desse tipo de exercício. O projeto piloto integra uma série de ações educacionais da pasta com foco na inovação da educação, com o apoio das tecnologias. A correção de questões discursivas deve ser aplicada a 5% dos exercícios disponíveis no TarefaSP e voltados, neste momento, a componentes curriculares específicos: língua portuguesa, matemática, ciências, química, física, geografia e história. Na aplicação, estudantes têm acesso a questões que exigem respostas objetivas ou dissertativas. Nesse projeto piloto, as respostas dos estudantes na TarefaSP não valem nota. O secretário da Educação, Renato Feder, explica que “a disponibilização de questões que demandam respostas dissertativas incentiva a escrita e o desenvolvimento de habilidades que são esperadas nos vestibulares, em avaliações externas como Pisa, mas também em situações da vida adulta. Essas questões abertas desafiam muito mais o estudante, que tem que escrever a resposta”. O secretário também reforça que o projeto piloto apoiará o trabalho do professor. Com isso, o docente poderá dedicar mais tempo para o processo contínuo de melhoria do ensino e aprendizado na rede. “Com o assistente de correção por IA, conseguimos ampliar o número de questões dissertativas na TarefaSP, sem onerar os professores com as correções. Do contrário, seriam milhões de atividades a mais a serem conferidas pelos professores, o que dificultaria a correção. É para isso que contamos com a IA. A inteligência artificial, ao corrigir as tarefas, melhora o engajamento dos estudantes, aumenta o esforço deles, e prioriza o tempo dos professores na parte mais importante, que é para ensinar e não somente corrigir as tarefas”, complementa Feder. Como funciona a IA da TarefaSP As questões propostas na ferramenta TarefaSP são disponibilizadas de acordo com o conteúdo lecionado pelo professor em sala de aula. No caso das questões dissertativas, quando o estudante finalizar uma tarefa específica, a sua resposta entra em uma fila de processamento e o assistente de correção por IA compara a resposta do estudante com a resolução esperada, elaborada pelo time de especialistas da Seduc-SP, e sugere se a questão foi respondida de forma correta, parcialmente correta ou incorreta e uma breve explicação. Em todas as situações, o estudante pode avaliar o comentário que recebeu do assistente de correção. Todos os professores têm acesso aos exercícios e podem incluir comentários, assim como já acontece com as respostas às questões objetivas. Sobre a TarefaSP A TarefaSP é uma ferramenta da Seduc-SP destinada à lição de casa para cerca de 2,5 milhões de estudantes matriculados do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio. A pasta implantou a aplicação em 2023. Apenas no início deste ano letivo, quase 95 milhões de questões já foram resolvidas pelos estudantes. Todas as lições são baseadas nas aulas e no Currículo Paulista. Cada conjunto de questões deve ser liberado após a aula daquele assunto específico ser ministrada pelos docentes da rede. Inovação na Educação Desde janeiro de 2023, no início da gestão, a Secretaria da Educação implantou uma série de ações pedagógicas para transformar a tecnologia em aliada do processo de ensino e aprendizagem dos 3 milhões de estudantes da rede pública do estado de São Paulo. Além disso, os estudantes têm acesso a ferramentas de apoio às aulas de inglês, o SPeak, de redação e leitura, o LeiaSP e a Redação Paulista, de alfabetização, o Elefante Letrado, de matemática — Matific para estudantes de anos iniciais e Khan Academy para anos finais e Ensino Médio, entre outros. Além disso, até o fim deste primeiro semestre, a Educação distribui 135 mil novos computadores e 8,1 mil plataformas de recarga móvel para os notebooks para as escolas da rede, em um investimento de R$ 261,5 milhões.

Caminho para justiça ou incentivo ao desemprego tecnológico?

Leis subjetivas podem aumentar judicialização, insegurança jurídica e acelerar a substituição de empregos humanos por máquinas “Bem-intencionada, mas mal calibrada: a proposta pode gerar mais desemprego do que proteção.” – Elcio Barbosa Proteção psicológica ou insegurança jurídica? O projeto de lei que prevê demissão indenizada em casos de sofrimento psicológico, aprovado pela Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, abre uma caixa de Pandora no ambiente jurídico e econômico brasileiro. Apesar da boa intenção de proteger a saúde mental do trabalhador, a proposta carece de objetividade e pode abrir caminho para um tsunami de ações judiciais, dificultando a gestão empresarial e ampliando o passivo trabalhista no país. Um país já afogado em ações trabalhistas O Brasil lidera o ranking mundial de ações trabalhistas. São mais de 2,5 milhões de processos novos por ano, com tempo médio de resolução superior a quatro anos. Essa litigiosidade excessiva — em boa parte alimentada por interpretações subjetivas da legislação — representa um custo bilionário para empresas e contribui para o fechamento de postos formais de trabalho. O que o mundo faz diferente? Nos Estados Unidos, Alemanha e Japão, as leis trabalhistas são mais objetivas, menos permissivas à judicialização e têm foco na mediação. O resultado: menos processos, maior previsibilidade para empresários e ambientes mais favoráveis ao investimento e à geração de empregos. No Brasil, a aprovação de uma proposta tão subjetiva pode ser vista como um retrocesso nesse sentido. IA, automação e o efeito reverso Se a intenção do projeto é proteger trabalhadores emocionalmente fragilizados, o efeito prático pode ser o oposto. Diante do aumento do risco jurídico e do custo da contratação, empresas devem recorrer mais rapidamente à automação de processos. Tecnologias como chatbots, inteligência artificial e robótica industrial já substituem funções humanas — e, com um cenário ainda mais inseguro, a tendência é que essa substituição se acelere. Em outras palavras, a lei pode proteger alguns no curto prazo, mas condenar muitos ao desemprego tecnológico no médio e longo prazos. O caminho alternativo Proteger a saúde mental do trabalhador é um desafio real e legítimo. Mas isso pode (e deve) ser feito com medidas mais eficazes: Leis mal formuladas, por mais bem-intencionadas que sejam, podem agravar os problemas que tentam resolver. No caso do projeto de lei sobre demissão por sofrimento psicológico, há risco real de gerar mais insegurança jurídica, desemprego e automação em massa. É hora do Congresso pensar com mais responsabilidade sobre os impactos legais, econômicos e sociais de propostas como essa. O Brasil precisa proteger o trabalhador sem punir o empregador injustamente — nem colocar empregos em risco por legislações imprecisas.

Tendências para o setor de beleza e estética em 2025

O setor de beleza está em constante evolução, e 2025 promete trazer novas tendências que vão transformar a maneira como os consumidores cuidam da aparência.  Impulsionados por inovações tecnológicas, tratamentos cada vez menos invasivos e a influência das redes sociais, os procedimentos estéticos estão se tornando mais acessíveis, personalizados e voltados para o bem-estar integral.  Neste artigo, vamos explorar as principais tendências para o setor de beleza nos próximos anos, desde avanços na tecnologia até as mudanças nos hábitos dos consumidores. PEC da Saúde é aprovada na Assembleia Legislativa de São Paulo A influência da tecnologia na estética A tecnologia tem desempenhado um papel fundamental na transformação do setor de beleza, e as previsões para 2025 indicam que essa influência só tende a crescer. Com o uso de inteligência artificial (IA) e realidade aumentada (AR), a personalização dos tratamentos estéticos se tornará cada vez mais precisa e eficaz. 1. Inteligência artificial e análise de pele O uso da inteligência artificial na análise de pele e no desenvolvimento de produtos personalizados já está em ascensão, mas em 2025 veremos uma consolidação dessas práticas. Aplicativos e dispositivos serão capazes de avaliar com precisão o estado da pele, identificando manchas, sinais de envelhecimento e outras condições.  Com base nessas análises, os consumidores poderão receber recomendações personalizadas de produtos e tratamentos, otimizando os resultados e evitando erros comuns na escolha de cosméticos. Além disso, clínicas de estética também poderão utilizar a IA para monitorar a evolução dos tratamentos, ajustando as abordagens conforme as necessidades individuais dos pacientes. Essa personalização, aliada à precisão da tecnologia, promete oferecer resultados superiores e mais satisfatórios. 2. Realidade aumentada e pré-visualização de procedimentos A realidade aumentada já está sendo utilizada por algumas marcas para ajudar os consumidores a visualizar como certos cosméticos, como batons ou sombras, ficariam em seus rostos.  Em 2025, essa tecnologia será amplamente adotada também em clínicas estéticas, permitindo que os pacientes visualizem como ficarão após um procedimento, seja uma cirurgia plástica ou um tratamento menos invasivo. A pré-visualização de resultados, com o uso de AR, trará mais confiança para quem está considerando realizar mudanças na aparência, já que será possível ver uma simulação dos efeitos antes mesmo de passar pelo procedimento. Isso ajudará a alinhar expectativas e diminuir a ansiedade dos pacientes em relação aos resultados. Procedimentos minimamente invasivos em alta Outra tendência forte para o setor de beleza em 2025 é o aumento da procura por procedimentos minimamente invasivos. Com o desejo crescente de tratamentos que ofereçam resultados eficazes com menos tempo de recuperação e menor risco, técnicas não cirúrgicas ou menos invasivas ganharão ainda mais espaço no mercado. 1. Preenchimentos faciais e rejuvenescimento da pele Procedimentos como preenchimentos com ácido hialurônico e toxina botulínica (botox) já são populares, mas continuarão a crescer em demanda nos próximos anos.  Esses tratamentos oferecem resultados rápidos e satisfatórios sem a necessidade de uma cirurgia tradicional, e a tendência é que eles se tornem cada vez mais avançados, com substâncias e técnicas que prolonguem ainda mais a duração dos efeitos. Além disso, novos métodos de rejuvenescimento da pele, como lasers de última geração e tratamentos à base de radiofrequência, prometem se tornar ainda mais precisos e menos invasivos, ajudando a combater rugas, flacidez e manchas sem a necessidade de intervenções cirúrgicas. 2. Procedimentos corporais não invasivos No que diz respeito ao contorno corporal, as técnicas não invasivas, como a criolipólise e os tratamentos de radiofrequência para a redução de gordura localizada, também continuarão a ganhar força. Essas opções oferecem a vantagem de resultados visíveis sem os riscos e a recuperação associados a cirurgias plásticas tradicionais, como a lipoaspiração. A busca por tratamentos que ofereçam conforto, praticidade e resultados naturais será um dos pilares das escolhas dos consumidores em 2025, com as clínicas de estética se adaptando para atender a essa demanda. O impacto das redes sociais na popularização dos tratamentos As redes sociais continuam a moldar comportamentos e tendências de consumo no setor de beleza. Em 2025, a influência de plataformas como Instagram e TikTok será ainda mais significativa, especialmente no que se refere à popularização de procedimentos estéticos.  Com influenciadores compartilhando suas experiências em tempo real, a estética se tornará mais acessível e desmistificada para o público em geral. 1. A estética acessível e democrática As redes sociais permitem que influenciadores mostrem suas rotinas de cuidados com a pele e compartilhem resultados de procedimentos estéticos, promovendo maior transparência. Esse movimento de “estética democrática” tem um impacto direto na quebra de tabus sobre tratamentos, tornando-os mais aceitáveis e desejáveis para o público em geral. Além disso, com o surgimento de micro-influenciadores em nichos específicos, haverá uma maior variedade de perfis promovendo tratamentos estéticos, desde os menos invasivos até cirurgias mais complexas, como a abdominoplastia. 2. Procedimentos estéticos e aceitação social A normalização de procedimentos estéticos, incentivada pelas redes sociais, está mudando a percepção de beleza e autocuidado. Em 2025, veremos uma maior aceitação social desses tratamentos, com os consumidores buscando opções que não apenas melhoram sua aparência física, mas que também elevem sua autoestima e bem-estar. A demanda por tratamentos personalizados, que respeitem a individualidade de cada pessoa, será um reflexo direto dessa mudança de comportamento. A estética passará a ser vista como uma ferramenta de autoconfiança, e não apenas de transformação física. Personalização e cuidados holísticos Uma tendência que continuará a crescer em 2025 é a integração de cuidados holísticos com tratamentos estéticos. Os consumidores estão cada vez mais preocupados com o bem-estar integral, buscando não só a beleza física, mas também a saúde mental e emocional. 1. Estética e bem-estar A estética holística combina técnicas de cuidados com a pele e procedimentos estéticos com práticas que promovem o bem-estar geral, como massagens terapêuticas, meditação e tratamentos para redução do estresse.  Em 2025, a ideia de que a beleza externa reflete o estado de saúde interna será ainda mais valorizada, com clínicas oferecendo pacotes que englobam essa visão integrativa. 2. Procedimentos personalizados A personalização dos tratamentos será a chave para o sucesso no setor de beleza.