Michelle Bolsonaro dispara contra Lula: “pinguço” e responsável por avaliações dos EUA ao Brasil

Em um evento marcado por fortes declarações, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não poupou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste sábado (16), em Natal, Rio Grande do Norte. Michelle acusou diretamente Lula de ser o responsável pelas avaliações econômicas brasileiras impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, afirmando que o governo petista provocou intencionalmente os americanos, o que resultou em taxas de até 50% sobre produtos. Usando termos contundentes, Michelle chamou Lula de “pinguço”, “cachaceiro” e “irresponsável”, além de questionar sua capacidade diplomática, ao dizer que o presidente praticou uma “diplomacia nanica” ao ironizar as medidas americanas. Segundo a ex-primeira-dama, o atual governo está conduzindo ao país rumores à miséria e se autointitula “pai da pobreza”, responsabilizando Lula por aumentar o sofrimento do povo brasileiro. A fala ocorreu durante encontro do PL Mulher, partido ao qual Michelle está ligada, no Nordeste, região com forte base eleitoral do presidente Lula. O discurso da ex-primeira-dama mexeu com as tensões entre os polos políticos brasileiros, reacendendo a polarização e as críticas mútuas entre apoiadores dos dois ex-presidentes. Além da questão econômica, Michelle também criticou a situação política interna, reclamando da prisão domiciliar sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, colocando a culpa no ministro Alexandre de Moraes e reforçando a narrativa de perseguição política. Ela garantiu ainda que Bolsonaro deve retornar à presidência em 2026 e convocou os apoiadores para se mobilizarem em defesa da liberdade e contra o que considera um governo autoritário. O episódio reflete o clima carregado da política nacional, marcado por debates acirrados e personalidades fortes, que coloca em evidência tanto os problemas atuais do país quanto os desafios para as próximas eleições.
EUA Cancelam Vistos de Servidores Ligados ao Programa Mais Médicos em Ação de Marco Rubio

Nesta quarta-feira (13), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, deu um passo firme contra o governo brasileiro ao anunciar o cancelamento dos vistos de servidores públicos ligados ao programa Mais Médicos, uma iniciativa que já gerou muitas controvérsias desde sua implementação no governo de Dilma Rousseff. Entre os primeiros alvos estão Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, que participaram diretamente da execução desse programa. Para o governo americano, o Mais Médicos foi mais do que uma simples política pública de saúde: foi um “golpe diplomático” que serviu como uma fachada para o regime cubano driblar avaliações internacionais por meio das exportações de trabalho impostas. Em suas redes sociais, Rubio não hesitou em condenar o programa, chamando-o de fraude e definindo a medida como um alerta para aqueles que compactuam com práticas autoritárias fora do Brasil. O cancelamento dos vistos acontece em meio a uma série crescente de medidas do governo dos EUA contra membros do governo brasileiro ligadas a políticas consideradas à democracia e à soberania nacional. Esta ação joga luz sobre a necessidade urgente de rever programas públicos que se utilizam de regimes estrangeiros para acordos internacionais questionáveis, em detrimento do interesse nacional. O movimento de Marco Rubio também envia uma mensagem clara aos brasileiros: a defesa da soberania passa pela valorização de nossos profissionais e pela exclusão de qualquer tipo de subserviência a regimes autoritários. Enquanto os Mais Médicos insistem em representar uma aliança com governos que violam os direitos humanos, a política externa dos EUA, sob esta administração, reafirma seu compromisso com a liberdade e o respeito às nações soberanas. Para quem preza pela autonomia do Brasil, esta é uma vitória que reforça a necessidade de mudança de rumo em políticas de saúde e soberania nacional. O governo brasileiro, por sua vez, ainda não se posicionou oficialmente sobre o cancelamento dos vistos, mas a repercussão política é motivo de alerta para os próximos capítulos dessa disputa diplomática.
Reunião com secretário de Tesouro dos EUA foi cancelada, diz Haddad

Prevista para esta quarta-feira (13), a reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, foi cancelada. A informação é do ministro Fernando Haddad, que atribuiu o cancelamento a uma articulação da extrema-direita estadunidense. “A militância antidiplomática dessas forças de extrema direita que atuam junto à Casa Branca teve conhecimento da minha fala, agiu junto a alguns assessores, e a reunião virtual que seria na quarta-feira foi desmarcada”, declarou o ministro em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira (11). Na semana retrasada, Haddad tinha dito que Bessent o tinha procurado para discutir o tarifaço do governo Donald Trump sobre os produtos brasileiros. O encontro primeiramente ocorreria por meio de videoconferência e depois seria estendido para uma conversa presencial. “A assessoria do secretário Bessent fez contato conosco ontem [quarta-feira, 30] e, finalmente, vai agendar uma segunda conversa. A primeira, como eu havia adiantado, foi em maio, na Califórnia. Haverá agora uma rodada de negociações e vamos levar às autoridades americanas nosso ponto de vista”, disse Haddad no último dia 31. Haddad disse ter sido informado do cancelamento por e-mail, “um ou dois dias depois” de o próprio secretário de Tesouro dos EUA ter informado a reunião à imprensa. O ministro considera a motivação do cancelamento política, não econômica. “Agiram junto a alguns assessores do presidente Trump, e a reunião com ele, que seria virtual na quarta-feira, foi desmarcada e não foi remarcada até agora”, comentou Haddad. “Argumentaram falta de agenda. Uma situação bem inusitada. O que fica claro para nós é que a questão comercial não está em foco”, afirmou. O ministro da Fazenda lembrou que o Brasil está tendo tratamento diferenciado em relação a outros países e blocos econômicos que conseguiram negociar com o governo de Donald Trump, como a União Europeia, o Japão e a Coreia do Sul.
Atos bolsonaristas marcam o país e testam força política de Bolsonaro mesmo com restrições e tarifaço

Neste domingo, 3 de agosto de 2025, manifestações organizadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro começaram a ocorrer em diferentes regiões do Brasil. Os atos, que começaram nas primeiras horas do dia, permaneceram ativos em várias capitais e cidades do interior, reunindo milhares de manifestantes em pontos tradicionais como a Avenida Paulista, em São Paulo, e áreas centrais de cidades como Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Mesmo com o ex-presidente Bolsonaro sob restrições judiciais e obrigado a usar tornozeleira eletrônica, o movimento conservador mobilizou lideranças religiosas, políticos aliados e a base popular, que envia mensagens ao governo e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os manifestantes exibem cartazes contra o ministro Alexandre de Moraes e criticam as recentes restrições econômicas e decisões judiciais, além de fortalecerem sua insatisfação diante do chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Durante o ato, figuras conhecidas da direita, como pastores e parlamentares, discursaram defendendo valores conservadores, liberdade econômica e judicial, além de clamarem por uma revisão das medidas judiciais impostas a Bolsonaro. As demonstrações importadas, com disposições pontuais da Polícia Militar para garantir a segurança e a fluidez do evento. O movimento deste domingo confirma que a base bolsonarista segue mobilizada, usando a presença massiva nas ruas para testar e demonstrar força política, além de pressão por mudanças no cenário nacional. Até o momento, os protestos ocorreram normalmente e têm previsão de continuidade ao longo do dia, com estimativas de grandes concentrações nas principais cidades brasileiras.
Lula reafirma disposição de diálogo após fala de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou na noite desta sexta-feira (1º), em uma postagem nas redes sociais, que segue aberto ao diálogo com os Estados Unidos (EUA), em meio a imposição de tarifas comerciais e sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e que a prioridade é reduzir os impactos econômicos e sociais das medidas unilaterais adotadas pelos norte-americanos. “Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano”, escreveu Lula. A declaração ocorre horas após o presidente dos EUA Donald Trump afirmar que pode conversar com Lula em qualquer momento que o brasileiro quiser. Repórter da Agência Brasil
Janja chama jornalistas de “vira-latas” e expõe desprezo do governo Lula pela imprensa

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, protagonizou mais um episódio que revela o desdém do governo Lula pela imprensa brasileira. Durante um evento oficial no Palácio do Itamaraty, após jornalistas questionarem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump ao Brasil, Janja reagiu com a frase “Ai, cadê meus vira-latas?”, acompanhada de palmas, em um tom claramente depreciativo. Embora a assessoria da primeira-dama tenha tentado minimizar a declaração, afirmando que o termo “vira-latas” se referia aos bolsonaristas e não aos jornalistas, o contexto e o momento da fala deixam claro o desprezo pela imprensa que exerce seu papel de informar e cobrar respostas do governo. A postura de Janja reforça a impressão de que o Planalto não está aberto ao diálogo e prefere atacar quem faz perguntas difíceis, especialmente em um momento delicado para o país, com a escalada das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Para muitos analistas e setores da direita, a fala da primeira-dama é mais um sintoma do autoritarismo e da arrogância que marcam a gestão Lula. Enquanto o Brasil enfrenta desafios econômicos e políticos, o governo prefere se fechar em um círculo de aliados e atacar a imprensa, que representa a voz da população. Esse comportamento só aprofunda a crise de confiança nas instituições e alimenta a polarização no país. O episódio também evidencia o contraste entre a retórica oficial e a realidade dos fatos: enquanto Lula evita comentar publicamente sobre as tarifas de Trump, sua esposa demonstra impaciência e desprezo diante da imprensa, reforçando a imagem de um governo que não aceita críticas e tenta silenciar vozes independentes.
Post de Trump reacende esperança bolsonarista em sanções dos EUA contra Moraes

A recente postagem do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas redes sociais, reacendeu a expectativa entre apoiadores de Jair Bolsonaro sobre a possibilidade de sanções americanas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em sua mensagem, Trump afirmou que “Bolsonaro e sua família estão sendo vítimas de uma perseguição política injusta”, e ressaltou que “os Estados Unidos devem agir contra aqueles que violam os direitos humanos e a liberdade de expressão, incluindo Alexandre de Moraes”. Essa declaração fortaleceu a articulação bolsonarista, que há meses busca apoio internacional para pressionar o governo americano a impor sanções contra Moraes, acusado por esse grupo de abuso de poder e censura. A base para essas possíveis sanções é a Lei Global Magnitsky, que permite aos EUA restringir vistos, congelar bens e proibir a entrada de estrangeiros envolvidos em violações de direitos humanos. O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro tem sido um dos principais interlocutores dessa causa junto a parlamentares republicanos e ao próprio governo Trump, defendendo que Moraes é responsável por ações autoritárias contra opositores políticos no Brasil. Para os bolsonaristas, a manifestação de Trump representa um reconhecimento internacional da suposta injustiça cometida contra o ex-presidente e seus aliados. Por outro lado, o governo brasileiro, sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, mantém uma postura de cautela e prepara uma resposta diplomática, visando preservar as relações bilaterais. Especialistas destacam que, apesar do impacto simbólico, as sanções têm efeitos limitados e podem ser revertidas por futuras administrações americanas. De toda forma, o post de Trump reacende a polarização política no Brasil e coloca Alexandre de Moraes no centro de uma disputa que ultrapassa as fronteiras nacionais, envolvendo interesses geopolíticos e ideológicos.
Governo Lula promove apagão bilionário e esconde R$ 600 bilhões em convênios públicos

O governo Lula promove um verdadeiro apagão de transparência ao ocultar dados públicos sobre repasses federais e convênios que somam cerca de R$ 600 bilhões, em uma manobra que fere o direito da população de fiscalizar o uso do dinheiro público. O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) retirou do ar documentos essenciais da plataforma TransfereGov, que detalhavam convênios, emendas parlamentares e transferências feitas a estados, municípios e ONGs, escondendo prestações de contas, notas fiscais, planos de trabalho e relatórios de execução. Essa decisão, tomada sob a alegação de proteger dados pessoais com base em um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), foi desmentida pela própria AGU, que afirmou que nada impede que os documentos continuem públicos e auditáveis5. Na prática, o governo Lula está blindando o chamado “orçamento secreto” e outras operações que o Supremo Tribunal Federal já considerou inconstitucionais por falta de transparência, além de dificultar o combate à corrupção e à má gestão. Veja também:Governo Lula e PT resistem à CPI do INSS enquanto sindicatos aliados são apontados como beneficiados O apagão contradiz frontalmente as promessas feitas por Lula durante a campanha, quando criticava o sigilo do governo Bolsonaro e prometia abrir os dados públicos. Em vez disso, o atual governo mantém um nível de sigilo semelhante ao da gestão anterior, negando milhares de pedidos de informação sob o pretexto de proteger dados pessoais, mas na prática impedindo o acesso a informações essenciais para o controle social. Enquanto isso, o governo impõe sigilos de até 100 anos sobre documentos que vão desde a agenda da primeira-dama até comunicações diplomáticas, ampliando a opacidade e protegendo interesses políticos e partidários2. Essa postura revela um claro retrocesso na transparência pública e um desrespeito à Lei de Acesso à Informação, prejudicando a democracia e o cidadão que paga impostos para sustentar uma máquina pública cada vez mais fechada e opaca. Em suma, o governo Lula está promovendo um escandaloso ocultamento de informações que deveriam ser públicas, facilitando a perpetuação de práticas ilegais e a corrupção, enquanto a imprensa e órgãos de controle permanecem omissos diante desse grave ataque à transparência e à moralidade administrativa
Governo Lula e PT resistem à CPI do INSS enquanto sindicatos aliados são apontados como beneficiados

A proposta de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) enfrenta forte resistência da base governista, especialmente do Partido dos Trabalhadores (PT) e do governo Lula. Apesar da oposição reunir mais de 200 assinaturas suficientes para abrir a comissão, nenhum parlamentar do PT aderiu ao pedido, e a orientação do Planalto é para que a base não apoie a investigação. A oposição acusa o governo de tentar evitar a CPI por receio de que a investigação exponha irregularidades envolvendo sindicatos ligados ao PT, que teriam sido os principais beneficiados pelo esquema de descontos indevidos nas aposentadorias e pensões, estimados em cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Parlamentares da oposição argumentam que, enquanto o PT tenta culpar o governo Jair Bolsonaro pelas fraudes, a realidade mostra que as associações e sindicatos próximos ao partido se beneficiaram financeiramente do esquema, cobrando descontos ilegais dos segurados do INSS. O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), autor do pedido de CPI, afirmou que foi a derrubada da Medida Provisória 871/2019, durante o governo Bolsonaro, que permitia a autorização prévia para descontos nos benefícios, que facilitou o crescimento das fraudes. Ele questiona a omissão do ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), aliado do PT, que teria conhecimento do esquema desde 2023, mas não tomou providências para impedir os descontos ilegais. Do lado governista, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reforça que a investigação da Polícia Federal (PF) partiu da Controladoria-Geral da União (CGU), órgão do próprio governo, e que não há indícios que envolvam diretamente o ministro Carlos Lupi. Ela também ressalta que a CPI pode ser usada como instrumento político para desgastar o governo Lula, especialmente por parte da oposição ligada a Bolsonaro. Enquanto isso, parlamentares da oposição defendem que a CPI é fundamental para garantir transparência e responsabilização, independentemente do partido envolvido. Eles destacam que o governo deveria apoiar a investigação para demonstrar que não teme a apuração dos fatos. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) chegou a convidar parlamentares de esquerda a assinarem o pedido, afirmando que “se a culpa é do Bolsonaro, assine para a gente investigar Bolsonaro”. A resistência da esquerda em apoiar a CPI do INSS, mesmo diante das evidências de que sindicatos ligados ao PT podem ter sido os maiores favorecidos, levanta questionamentos sobre o que o governo teme revelar. A falta de transparência compromete a confiança pública e reforça a percepção de que interesses políticos e sindicais se sobrepõem à defesa dos direitos dos aposentados e pensionistas. Em suma, a controvérsia em torno da CPI do INSS expõe um embate político intenso, onde a esquerda evita a investigação formal enquanto a oposição busca ampliar o escrutínio sobre o esquema de fraudes, que envolve diretamente atores ligados ao PT, e não apenas o governo Bolsonaro, como tenta ser colocado pela narrativa oficial.
Governo Lula habilita cartilha polêmica que orienta jovens sobre porte de drogas e recua após reação negativa

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se envolveu em mais uma polêmica ao habilitar para concorrer ao Prêmio Maria Lúcia Pereira uma cartilha que ensina jovens usuários de drogas como agir durante abordagens policiais. O material, intitulado “Deu Ruim? Fica Frio. O que fazer se você estiver com drogas e for abordado pela polícia”, foi elaborado pela Frente Mineira de Drogas e Direitos Humanos e chegou a ser tratado como uma iniciativa “inovadora” na política de drogas pelo Ministério da Justiça. Cartilha orienta sobre como portar drogas e evitar detenção Dividida em três partes — antes de sair de casa, durante a abordagem e na delegacia — a cartilha traz orientações práticas para quem estiver portando entorpecentes. Entre os conselhos, o documento sugere que o usuário evite andar sozinho, prefira locais menos visados por policiais e não carregue grandes quantidades de drogas, recomendando que, após a compra, vá direto para casa. O conteúdo foi interpretado por especialistas em segurança pública e parlamentares da oposição como um verdadeiro “manual” para burlar a lei e evitar a atuação policial. “É um escândalo o governo habilitar com dinheiro público uma cartilha que ensina como portar droga sem ser preso. Isso é institucionalizar o crime sob a desculpa dos direitos humanos”, afirmou um deputado federal. Repercussão negativa e recuo do governo A habilitação da cartilha para concorrer ao prêmio causou indignação generalizada, levando o Ministério da Justiça a suspender imediatamente a seleção pública após a repercussão negativa. Em nota oficial, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) afirmou que “não coaduna com qualquer orientação que afronte as leis do país e que possa representar burla às autoridades policiais”. Apesar da suspensão, o episódio expôs uma grave falha de curadoria dentro do ministério, que inicialmente habilitou o projeto para concorrer a recursos públicos de até R$ 50 mil. O caso levantou dúvidas sobre a real direção da política de drogas do governo Lula e reforçou críticas de que há uma desconexão entre o combate à criminalidade e a lógica ideológica de setores do governo. Críticas da sociedade e especialistas A iniciativa foi vista como um incentivo indireto ao porte e consumo de drogas, além de um desrespeito ao trabalho das forças policiais. Para muitos, a cartilha passa o recado de que o Estado, em vez de combater o tráfico e o consumo, estaria ensinando como se comportar durante uma atividade criminosa, normalizando o porte de drogas como um comportamento tolerável entre jovens. No fim das contas, o episódio se tornou mais um constrangimento para a gestão Lula, que precisou recuar diante da pressão da opinião pública e de parlamentares. O caso evidencia a necessidade de responsabilidade e respeito à lei na formulação de políticas públicas, especialmente em temas sensíveis como o combate às drogas e à criminalidade. O governo Lula habilitou uma cartilha que orientava jovens sobre como portar drogas durante abordagens policiais, gerando forte reação negativa e obrigando o Ministério da Justiça a suspender a premiação. O episódio foi amplamente criticado por especialistas, parlamentares e a sociedade, sendo visto como um sinal de leniência com o crime e desconexão com a realidade da segurança pública brasileira