Governo Lula libera R$ 1 milhão para escola de samba que homenageará o próprio presidente no Carnaval

O governo federal destinou R$ 1 milhão à escola de samba Acadêmicos de Niterói, que levará à Marquês de Sapucaí um enredo sobre a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O recurso faz parte de um pacote de R$ 12 milhões liberados para as 12 escolas do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, via Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e Ministério da Cultura, conforme informado pela Agência Brasil – EBC em matéria oficial sobre o repasse. O valor é distribuído igualmente entre as agremiações, ou seja, R$ 1 milhão por escola, para custear fantasias, alegorias, estrutura de barracão e logística de desfile. O enredo da Acadêmicos de Niterói será centrado na trajetória política de Lula, destacando sua ascensão de metalúrgico a presidente e programas sociais ligados ao seu governo. O anúncio do tema, feito em janeiro de 2026, ganhou grande repercussão por ocorrer a oito meses das eleições presidenciais, o que reforça a percepção de uso político do Carnaval. Em anos anteriores, escolas já homenagearam figuras públicas, mas, desta vez, o fato de o próprio chefe do Executivo ser tema de uma agremiação financiada diretamente pelo governo federal eleva o debate sobre uso partidário do dinheiro público. Veja também You Tube A destinação de R$ 1 milhão para a escola que homenageará Lula gerou forte crítica de partidos de oposição e de setores da sociedade civil. O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil) ingressou com uma ação popular na Justiça Federal, questionando a legalidade do repasse e alegando que o recurso estaria sendo usado para promover o presidente em ano eleitoral, o que poderia configurar abuso de poder econômico e uso indevido de verba pública. A ação pede a suspensão do pagamento e a apuração de responsabilidades. Além disso, a bancada do NOVO no Congresso encaminhou representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para fiscalizar o repasse e avaliar se há irregularidade na destinação dos recursos. O TCU pode apontar irregularidades, aplicar multas e recomendar ajustes, mas não pode anular diretamente o desfile ou impedir a liberação do dinheiro, que já foi autorizada pelo Ministério da Cultura e pela Embratur. Apesar das críticas, o governo insiste na tese de que o Carnaval é um ativo estratégico para o turismo e a geração de emprego, e que o apoio financeiro às escolas é uma política de Estado, e não de governo. Defensores do repasse argumentam que o desfile da Acadêmicos de Niterói será apenas um entre muitos enredos, e que a homenagem a Lula é uma escolha artística da própria comunidade da escola. Mesmo assim, o episódio alimenta o debate sobre limites éticos e legais do uso de recursos públicos em eventos culturais que, em ano eleitoral, podem servir como plataforma de propaganda política. Matéria de referência da EBC:https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-01/governo-federal-destina-r-12-milhoes-escolas-de-samba-do-rio
Governo do Brasil abre mil novas vagas para municípios reforçarem combate à fome

Prefeituras têm até 31 de janeiro para aderir à iniciativa que promove a inovação na busca por soluções alimentares saudáveis para os centros urbanos Governo do Brasil quer ampliar a rede de proteção alimentar nos centros urbanos de todo o país. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) abriu o prazo para que as prefeituras manifestem interesse em aderir à Estratégia Alimenta Cidades. O novo ciclo do programa, batizado de Alimenta Cidades +1000, prevê a ampliação da política pública para até mil municípios. As inscrições vão até o dia 31 de janeiro. O objetivo do programa, agora batizado de Alimenta Cidades +1000, é transformar a realidade de bairros periféricos onde o acesso a comida de qualidade é difícil ou inexistente. A iniciativa ajuda as cidades a planejarem sistemas de alimentação mais justos e sustentáveis, garantindo que a comida saudável chegue à mesa de quem mais precisa. APOIO — Muitas cidades enfrentam o desafio dos chamados “desertos alimentares” — locais onde só se encontra comida ultraprocessada e faltam alimentos frescos. Com a adesão, o município passa a contar com apoio técnico por meio do mapeamento da agenda alimentar urbana e da construção de rotas de implementação dos sistemas alimentares urbanos, considerando as especificidades e demandas locais. O objetivo é apoiar o planejamento e a execução de ações estruturantes que garantam o acesso regular e permanente a alimentos adequados e saudáveis. Os municípios que integram a Estratégia Alimenta Cidades têm acesso a um conjunto de ofertas que inclui produção de conhecimento para subsidiar a tomada de decisão, cooperação e intercâmbio de experiências, mentorias temáticas especializadas, ações de inovação orientadas por desafios reais dos territórios e apoio à captação de recursos. ADESÃO — Qualquer prefeitura interessada pode preencher o formulário eletrônico disponível na Plataforma Alimenta Cidades. Atualmente, 102 cidades já fazem parte da estratégia. Caso o número de municípios interessados ultrapasse o limite de mil vagas, a priorização seguirá os seguintes critérios: • municípios participantes do Protocolo Brasil Sem Fome; • municípios localizados nas regiões Norte e Nordeste. FORTALECIMENTO — A Estratégia Alimenta Cidades, instituída pelo Decreto nº 11.822/2023, orienta a atuação do Governo do Brasil no enfrentamento da fome nos espaços urbanos. Por meio do Alimenta Cidades +1000, a iniciativa fortalece capacidades institucionais locais, amplia o diálogo federativo e promove soluções integradas para os desafios dos sistemas alimentares urbanos. Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Lula eleva combate ao crime organizado a ação de Estado e articula atuação integrada entre Poderes

Decisão anunciada pelo ministro da Justiça prevê atuação coordenada de órgãos do Executivo, Ministério Público e Judiciário para ampliar a efetividade no enfrentamento às organizações criminosas O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu elevar o combate ao crime organizado ao status de ação de Estado, em uma estratégia que envolve a atuação integrada e permanente de órgãos do Executivo, do Ministério Público e do Poder Judiciário. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, 15 de janeiro, pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, após reunião convocada pelo presidente no Palácio do Planalto. O encontro reuniu ministros de Estado, autoridades do sistema de Justiça e dirigentes de órgãos estratégicos, como a Polícia Federal, a Receita Federal, o Banco Central e o Ministério Público. Segundo o ministro, a medida reflete a gravidade do avanço do crime organizado no país e a necessidade de uma resposta à altura, com coordenação institucional e respeito às atribuições constitucionais de cada órgão. “Houve uma decisão do presidente da República, compartilhada por todos os atores presentes, de elevar ao status de ação do Estado o combate ao crime organizado”, afirmou Wellington César Lima. ATUAÇÃO COORDENADA E PERMANENTE – De acordo com o ministro, a nova diretriz reconhece que ações isoladas de governo, ainda que eficientes, não são suficientes para enfrentar organizações criminosas que atuam de forma estruturada, transnacional e com forte poder econômico. A proposta prevê que órgãos como Polícia Federal e Receita Federal sigam atuando na persecução penal e fiscal, mas em sintonia institucional com o Ministério Público e o Judiciário, de modo a garantir maior efetividade às investigações, denúncias e decisões judiciais. “Para que essas iniciativas alcancem um determinado grau de eficácia, precisam da colaboração desses órgãos de Estado”, destacou o ministro. INTEGRAÇÃO E RESPEITO – A articulação envolve também os conselhos nacionais do Ministério Público e da Justiça. Segundo Wellington César Lima, houve manifestação de apoio do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes, no sentido de viabilizar um espaço institucional de cooperação permanente. A coordenação, ressaltou o ministro, será feita com absoluto respeito às autonomias e aos limites constitucionais de cada Poder, reforçando a institucionalidade democrática no enfrentamento ao crime organizado. INTEGRAÇÃO E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL – O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reforçou que a integração já tem produzido resultados concretos e será aprofundada com a nova diretriz presidencial. Ele destacou a cooperação com órgãos como Banco Central, Receita Federal e Controladoria-Geral da União, além da atuação internacional da PF. Como exemplo, citou uma operação recente que resultou na apreensão de quase 10 toneladas de drogas na Espanha, a maior da história daquele país, a partir de investigações conduzidas no Brasil em parceria com autoridades estrangeiras. DESCAPITALIZAÇÃO – Outro eixo central da estratégia é o enfrentamento do poder econômico das organizações criminosas. Segundo Andrei Rodrigues, a Polícia Federal tem priorizado ações de inteligência e planejamento para atingir o chamado “andar de cima” do crime organizado. “Enfrentar o poder econômico do crime organizado é essencial para que a gente tenha resultados efetivos e perenes”, afirmou. PRÓXIMOS PASSOS – O ministro da Justiça informou que novas medidas e ações estruturantes serão detalhadas em reuniões posteriores, incluindo a organização da equipe do ministério e o aprofundamento da cooperação federativa com estados e governadores. Segundo ele, a decisão do presidente Lula representa um marco na resposta do Estado brasileiro ao crime organizado, ao reconhecer que o tamanho do desafio exige uma atuação integrada, contínua e acima de governos. “Há uma constatação de que o tamanho do problema justifica e merece uma conjugação de esforços dessa escala”, concluiu. Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Novo salário mínimo injetará R$ 81,7 bi na economia, estima Dieese

Previsto para entrar em vigor em 1º de janeiro e começar a ser pago em fevereiro, o novo salário mínimo de R$ 1.621 injetará R$ 81,7 bilhões na economia, estima o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O cálculo considera os efeitos sobre a renda, o consumo e a arrecadação, ainda que em um cenário de restrições fiscais mais rígidas. Segundo o Dieese, cerca de 61,9 milhões de brasileiros terão rendimentos diretamente influenciados pelo piso salarial. Desse total, 29,3 milhões são aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); 17,7 milhões, empregados, 10,7 milhões, trabalhadores autônomos; 3,9 milhões, empregados domésticos; e 383 mil empregadores. O novo valor representa um reajuste nominal de 6,79% em relação ao mínimo atual, conforme as regras estabelecidas pela política permanente de valorização do salário mínimo. Contas do governo Segundo o Dieese, o reajuste do mínimo afeta diretamente benefícios e despesas indexados ao piso nacional, com reflexos relevantes sobre o orçamento público. Veja os principais impactos: O desafio do governo será equilibrar os efeitos positivos do aumento do salário mínimo sobre a renda da população com o controle das despesas obrigatórias, especialmente em um contexto de busca pelo cumprimento das metas fiscais. Como foi calculado o reajuste O reajuste do salário mínimo segue a Lei 14.663, de agosto de 2023, que define a correção anual com base em dois fatores: No entanto, o cálculo para 2026 será parcialmente limitado pelo novo arcabouço fiscal, definido pela Lei Complementar 200/2023, que impõe um teto para o crescimento real das despesas da União. Com isso: Edição:Aline Leal-Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
“Aposentados e Pensionistas do INSS Sob Risco: Pagamentos Podem Ficar Suspensos com Corte de Verbas do Governo”

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) emitiu um alerta preocupante para aposentados e pensionistas: os pagamentos dos benefícios podem atrasar ou até mesmo ficar suspensos devido ao corte severo de recursos financeiros determinado pelo governo federal. Segundo documentos oficiais, o bloqueio orçamentário retirou centenas de milhões destinados ao processamento da folha de pagamento e compromete contratos essenciais para a manutenção do sistema. O contingenciamento já retirou R$ 190 milhões dos R$ 455 milhões previstos para as atividades financeiras do INSS. O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, solicitou ao governo um reforço imediato de R$ 425 milhões, além do desbloqueio de R$ 142 milhões e da antecipação de R$ 217 milhões em limites de empenho para que os pagamentos não sejam interrompidos. A consequência desse cenário é grave: aposentados e pensionistas — que dependem exclusivamente desse valor para sobreviver — poderão ficar sem receber, o que representa uma ameaça à dignidade e à segurança financeira de milhões de brasileiros. Além disso, contratos importantes, como o firmado com os Correios para atender aposentados vítimas de descontos indevidos, estão em risco de suspensão, dificultando a recuperação de valores que deveriam ser ressarcidos. Essa situação reflete o descaso da atual gestão federal com os direitos dos trabalhadores que contribuíram com o sistema durante toda a vida. A postura de contingenciamento é um golpe duro contra aqueles que sustentam o país, deixando claro que o compromisso com as responsabilidades sociais está sendo deixado de lado em nome de agendas econômicas duvidosas e prioridades equivocadas. É fundamental que a sociedade pressione o governo para que libere os recursos necessários para garantir os pagamentos em dia, respeitando os direitos dos aposentados e pensionistas, que já enfrentam desafios crescentes num país com alta inflação e desemprego.
Lula e o impacto do populismo: críticas à gestão que ampliou o Estado e afetou a economia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue dividindo opiniões no cenário político brasileiro, especialmente entre os setores que defendem valores conservadores e liberais de direita. Para muitos críticos dessa ala, Lula representa a continuidade de um projeto populista que amplia o tamanho do Estado e interfere na economia de forma prejudicial ao desenvolvimento sustentável do país. Desde sua posse, Lula tem buscado implementar políticas que, segundo seus opositores, elevem os gastos públicos e ampliem o endividamento, gerando insegurança para investidores e sufocando a iniciativa privada. A ampliação da intervenção do governo em setores estratégicos é vista por essa corrente como um retrocesso para a competitividade e para a criação de empregos de qualidade. Além disso, a condução da política externa do presidente é alvo de críticas, pois privilegia alianças com regimes autoritários e países que desafiam valores democráticos e liberais, prejudicando a imagem do Brasil no cenário internacional. Para a direita, a gestão de Lula também não conseguiu afastar os escândalos de corrupção que marcaram seu governo anterior, comprometendo a confiança nas instituições públicas. Os defensores do pensamento conservador reforçam a importância de resgatar a liberdade econômica, fortalecer o setor privado e reduzir o tamanho do Estado como caminhos essenciais para a estabilidade, o crescimento e a ordem social no Brasil. O debate sobre os rumores do país permanece acirrado, com posições firmes de crítica ao modelo de governança adotado por Lula e seus aliados.
União Brasil determina exoneração de filiados em cargos federais

O União Brasil deu prazo de 24 horas para que filiados peçam exoneração de cargos ou funções comissionadas no governo federal. A determinação consta de uma resolução aprovada pela executiva nacional do partido, divulgada na tarde desta quinta-feira (18). O movimento reforça o afastamento da legenda da base de apoio da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, o que já havia sido anunciado no início do mês , juntamente com o Progressistas, partido que compõe uma federação com o União Brasil. Na ocasião, a exigência de exoneração abrangia apenas os “detentores de mandato” em cargos, o que impactaria, em tese, a permanência dos ministros do Turismo, Celso Sabino (União-PA), e do Esporte, André Fufuca (PP-MA). Ambos são deputados federais, ou seja, detentores de mandatos filiados aos partidos da federação. Até o momento, eles seguem nos cargos. “Esse posicionamento, aliás, foi hoje [18] unanimemente reforçado pela aprovação da resolução que determina aos filiados do União Brasil o desligamento, em até 24 horas, dos cargos públicos de livre nomeação na Administração Pública Federal direta ou indireta, sob pena de prática de ato de infidelidade partidária”, diz a nota oficial do partido. Na mesma nota, o União Brasil manifesta solidariedade ao presidente do partido Antonio Rueda, em meio a publicação de reportagem que aponta suposto envolvimento do político com empresa de táxi aéreo que prestava serviço para pessoas investigadas por lavagem de dinheiro e envolvimento com o crime organizado. A matéria foi publicada pelo portal UOL e o site ICL Notícias. “União Brasil, por meio de sua Executiva Nacional e de suas Lideranças na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, manifesta irrestrita solidariedade ao Presidente Antonio Rueda, diante de notícias infundadas, prematuras e superficiais que tentam atingir a honra e a imagem do nosso principal dirigente”, diz a nota. O texto prossegue em uma crítica indireta ao governo federal sobre eventual investigação contra Rueda. “Causa profunda estranheza que essas inverdades venham a público justamente poucos dias após a determinação oficial de afastamento de filiados do União Brasil de cargos ocupados no Governo Federal movimento legítimo, democrático e amplamente debatido nas instâncias partidárias. Tal ‘coincidência’ reforça a percepção de uso político da estrutura estatal visando desgastar a imagem da nossa principal liderança e, por consequência, enfraquecer a independência de um partido que adotou posição contrária ao atual governo”. A nota é assinada pelo vice-presidente Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, os líderes na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas Fernandes, e no Senado Federal, Efraim Filho, além de quatro governadores do partido, que fazem oposição ao governo federal: Mauro Mendes (Mato Grosso), Ronaldo Caiado (Goiás), Wilson Lima (Amazonas) e Marcos Rocha (Rondônia). Politica
Michelle Bolsonaro dispara contra Lula: “pinguço” e responsável por avaliações dos EUA ao Brasil

Em um evento marcado por fortes declarações, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não poupou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste sábado (16), em Natal, Rio Grande do Norte. Michelle acusou diretamente Lula de ser o responsável pelas avaliações econômicas brasileiras impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, afirmando que o governo petista provocou intencionalmente os americanos, o que resultou em taxas de até 50% sobre produtos. Usando termos contundentes, Michelle chamou Lula de “pinguço”, “cachaceiro” e “irresponsável”, além de questionar sua capacidade diplomática, ao dizer que o presidente praticou uma “diplomacia nanica” ao ironizar as medidas americanas. Segundo a ex-primeira-dama, o atual governo está conduzindo ao país rumores à miséria e se autointitula “pai da pobreza”, responsabilizando Lula por aumentar o sofrimento do povo brasileiro. A fala ocorreu durante encontro do PL Mulher, partido ao qual Michelle está ligada, no Nordeste, região com forte base eleitoral do presidente Lula. O discurso da ex-primeira-dama mexeu com as tensões entre os polos políticos brasileiros, reacendendo a polarização e as críticas mútuas entre apoiadores dos dois ex-presidentes. Além da questão econômica, Michelle também criticou a situação política interna, reclamando da prisão domiciliar sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, colocando a culpa no ministro Alexandre de Moraes e reforçando a narrativa de perseguição política. Ela garantiu ainda que Bolsonaro deve retornar à presidência em 2026 e convocou os apoiadores para se mobilizarem em defesa da liberdade e contra o que considera um governo autoritário. O episódio reflete o clima carregado da política nacional, marcado por debates acirrados e personalidades fortes, que coloca em evidência tanto os problemas atuais do país quanto os desafios para as próximas eleições.
EUA Cancelam Vistos de Servidores Ligados ao Programa Mais Médicos em Ação de Marco Rubio

Nesta quarta-feira (13), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, deu um passo firme contra o governo brasileiro ao anunciar o cancelamento dos vistos de servidores públicos ligados ao programa Mais Médicos, uma iniciativa que já gerou muitas controvérsias desde sua implementação no governo de Dilma Rousseff. Entre os primeiros alvos estão Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, que participaram diretamente da execução desse programa. Para o governo americano, o Mais Médicos foi mais do que uma simples política pública de saúde: foi um “golpe diplomático” que serviu como uma fachada para o regime cubano driblar avaliações internacionais por meio das exportações de trabalho impostas. Em suas redes sociais, Rubio não hesitou em condenar o programa, chamando-o de fraude e definindo a medida como um alerta para aqueles que compactuam com práticas autoritárias fora do Brasil. O cancelamento dos vistos acontece em meio a uma série crescente de medidas do governo dos EUA contra membros do governo brasileiro ligadas a políticas consideradas à democracia e à soberania nacional. Esta ação joga luz sobre a necessidade urgente de rever programas públicos que se utilizam de regimes estrangeiros para acordos internacionais questionáveis, em detrimento do interesse nacional. O movimento de Marco Rubio também envia uma mensagem clara aos brasileiros: a defesa da soberania passa pela valorização de nossos profissionais e pela exclusão de qualquer tipo de subserviência a regimes autoritários. Enquanto os Mais Médicos insistem em representar uma aliança com governos que violam os direitos humanos, a política externa dos EUA, sob esta administração, reafirma seu compromisso com a liberdade e o respeito às nações soberanas. Para quem preza pela autonomia do Brasil, esta é uma vitória que reforça a necessidade de mudança de rumo em políticas de saúde e soberania nacional. O governo brasileiro, por sua vez, ainda não se posicionou oficialmente sobre o cancelamento dos vistos, mas a repercussão política é motivo de alerta para os próximos capítulos dessa disputa diplomática.
Reunião com secretário de Tesouro dos EUA foi cancelada, diz Haddad

Prevista para esta quarta-feira (13), a reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, foi cancelada. A informação é do ministro Fernando Haddad, que atribuiu o cancelamento a uma articulação da extrema-direita estadunidense. “A militância antidiplomática dessas forças de extrema direita que atuam junto à Casa Branca teve conhecimento da minha fala, agiu junto a alguns assessores, e a reunião virtual que seria na quarta-feira foi desmarcada”, declarou o ministro em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira (11). Na semana retrasada, Haddad tinha dito que Bessent o tinha procurado para discutir o tarifaço do governo Donald Trump sobre os produtos brasileiros. O encontro primeiramente ocorreria por meio de videoconferência e depois seria estendido para uma conversa presencial. “A assessoria do secretário Bessent fez contato conosco ontem [quarta-feira, 30] e, finalmente, vai agendar uma segunda conversa. A primeira, como eu havia adiantado, foi em maio, na Califórnia. Haverá agora uma rodada de negociações e vamos levar às autoridades americanas nosso ponto de vista”, disse Haddad no último dia 31. Haddad disse ter sido informado do cancelamento por e-mail, “um ou dois dias depois” de o próprio secretário de Tesouro dos EUA ter informado a reunião à imprensa. O ministro considera a motivação do cancelamento política, não econômica. “Agiram junto a alguns assessores do presidente Trump, e a reunião com ele, que seria virtual na quarta-feira, foi desmarcada e não foi remarcada até agora”, comentou Haddad. “Argumentaram falta de agenda. Uma situação bem inusitada. O que fica claro para nós é que a questão comercial não está em foco”, afirmou. O ministro da Fazenda lembrou que o Brasil está tendo tratamento diferenciado em relação a outros países e blocos econômicos que conseguiram negociar com o governo de Donald Trump, como a União Europeia, o Japão e a Coreia do Sul.