Secretaria de Saúde convoca mais de 8,5 mil jovens entre 15 e 19 anos para vacina contra HPV

A Secretaria de Saúde da Prefeitura Taubaté, por meio da Vigilância Epidemiológica, convoca 8.651 jovens para se vacinarem contra o HPV (Papilomavírus Humano). A vacina será destinada às pessoas que não tomaram o imunizante quando tinham entre 9 e 14 anos. A Secretaria de Saúde da Prefeitura Taubaté, por meio da Vigilância Epidemiológica, convoca 8.651 jovens para se vacinarem contra o HPV (Papilomavírus Humano). A vacina será destinada às pessoas que não tomaram o imunizante quando tinham entre 9 e 14 anos. A ação acontece em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo devido a baixa cobertura vacinal. A iniciativa, denominada “Resgate”, se estende até o dia 3 de novembro. A vacina é disponibilizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde), é gratuita e está disponível em todas as salas de vacina do município. No calendário Nacional de Imunização do SUS, esse imunizante está disponível desde 2014 para meninas entre 9 e 14 anos e, desde 2017, para meninos da mesma idade, portanto, aqueles que não foram vacinados na faixa etária indicada, podem agora se proteger contra o HPV. Cobertura vacinal Apesar da oferta regular da única vacina que protege contra vários tipos de câncer, a adesão ao imunizante é baixa em todo país. Em Taubaté, a cobertura vacinal para a vacina contra o HPV em crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos de idade é de apenas 9,32% — não muito diferente de 2024, ano em que 10,56% dos adolescentes foram vacinados. Atualmente, a estimativa é de que 29.905 crianças e adolescentes tenham de 9 a 14 anos, no município. Na nova estratégia do Ministério da Saúde para a vacina do HPV, a meta é imunizar 90% do público de 15 a 19 anos. Anteriormente, essa faixa etária não tinha acesso ao imunizante pelo SUS, portanto, é uma oportunidade única para ampliar o número de pessoas protegidas. Segundo estimativa do Ministério da Saúde, na primeira fase dessa nova estratégia de imunização contra o HPV, Taubaté tem 8.651 faltosos para receber a sua dose: 2.116 mulheres e 6.535 homens. HPV O HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano), é responsável pela infecção sexualmente transmissível mais frequente no mundo. Está associado ao desenvolvimento da quase totalidade dos cânceres de colo de útero, bem como a diversos outros tumores em homens e mulheres. Na maioria das pessoas, a infecção pelo HPV não apresenta sintomas e, em alguns casos, podem não manifestar sinais de adoecimento. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
PL da Adultização amplia responsabilidade de big techs, diz secretário

O secretário de Políticas Digitais da Presidência da República, João Brant, avaliou que o Projeto de Lei 2.628/2022, o PL da Adultização, que estabelece regras para proteção e prevenção de crimes contra crianças e adolescentes em ambientes digitais, aprovada pela Câmara dos Deputados, é um enorme avanço para a sociedade brasileira. Segundo ele, a proposta aumenta a capacidade de as famílias atuarem na proteção de seus filhos, aumenta a responsabilidade do Estado e aumenta a responsabilidade das empresas. “Se todo mundo atuar junto, tenho certeza que nossas crianças e adolescentes vão ter um ambiente digital mais seguro”, afirmou. De acordo cm Brant, o projeto aumenta a responsabilidade das plataformas, dos desenvolvedores de jogos, aplicativos e redes sociais. “[O projeto] faz com que essa responsabilidade de acompanhamento, de proteção de crianças e adolescentes seja compartilhada entre famílias, empresas e Estado”, avaliou. Um dos artigos do PL prevê que a fiscalização seja feita por uma autoridade nacional autônoma, ou seja, uma entidade da administração pública responsável por zelar, editar regulamentos e procedimentos e fiscalizar cumprimento da nova legislação. Em entrevista à TV Brasil, da Empresa Brasil Comunicação (EBC), João Brant avaliou que o país já conta com algumas entidades de acompanhamento e regulação, criadas por lei, conforme determina o PL, e que “podem suprir esse papel”, acrescentando que “ou a gente pode ter a adaptação de uma estrutura já existente para transformar e responder a essas competências”. “Não precisamos criar nada do zero. A gente pode pegar e entender quais estruturas do Estado estão mais adequadas para fazer isso. Precisa ser na lógica da lei das agências. Elas precisam ter autonomia. Tenho certeza de que a gente vai encontrar o melhor caminho”, defende. Para Brant, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), por exemplo, pode “ganhar corpo, robustez e competências específicas” para se adequar ao que está previsto no PL. “Há caminhos seguros para gente fazer com que isso não seja um governo escolhendo o que fica e o que não fica na internet. Não é esse o papel [do governo]. O papel é saber se as empresas estão fazendo o suficiente para proteger crianças e adolescentes”. Questionado sobre o tempo necessário para que a definição de qual entidade da administração pública prevaleça, o secretário citou que é preciso aguardar que o PL termine sua tramitação no Congresso Nacional e seja sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Entenda O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (20), em votação simbólica, o projeto de lei que estabelece regras para a proteção e a prevenção de crimes contra crianças e adolescentes em ambientes digitais. De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a proposta contou com o apoio de centenas de organizações da sociedade civil que atuam com a proteção das crianças e adolescentes no Brasil. O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI). Apesar de a proposta já ter passado pelo Senado, como houve mudanças na Câmara, agora retorna para apreciação final dos senadores. Com 16 capítulos e 41 artigos, o projeto de lei obriga plataformas digitais a tomarem medidas “razoáveis” para prevenir riscos de crianças e adolescentes acessarem conteúdos ilegais ou considerados impróprios para as faixas etárias, como exploração e abuso sexual, violência física, intimidação, assédio, promoção e comercialização de jogos de azar, práticas publicitárias predatórias e enganosas, entre outros crimes. Politica
País já tem meios para fiscalizar ambiente digital, garante secretário

Um dos artigos do Projeto de Lei 2.628/2022, o PL da Adultização, que estabelece regras para proteção e prevenção de crimes contra crianças e adolescentes em ambientes digitais, aprovada pela Câmara dos Deputados, define que a fiscalização seja feita por uma autoridade nacional autônoma, ou seja, uma entidade da administração pública responsável por zelar, editar regulamentos e procedimentos e fiscalizar cumprimento da nova legislação. Em entrevista à TV Brasil, da Empresa Brasil Comunicação (EBC), o secretário de Políticas Digitais da Presidência da República, João Brant, avaliou que o país já conta com algumas entidades de acompanhamento e regulação, criadas por lei, conforme determina o PL, e que “podem suprir esse papel”, acrescentando que “ou a gente pode ter a adaptação de uma estrutura já existente para transformar e responder a essas competências”. “Não precisamos criar nada do zero. A gente pode pegar e entender quais estruturas do Estado estão mais adequadas para fazer isso. Precisa ser na lógica da lei das agências. Elas precisam ter autonomia. Tenho certeza de que a gente vai encontrar o melhor caminho”, defende. Para Brant, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), por exemplo, pode “ganhar corpo, robustez e competências específicas” para se adequar ao que está previsto no PL. “Há caminhos seguros para gente fazer com que isso não seja um governo escolhendo o que fica e o que não fica na internet. Não é esse o papel [do governo]. O papel é saber se as empresas estão fazendo o suficiente para proteger crianças e adolescentes”. Questionado sobre o tempo necessário para que a definição de qual entidade da administração pública prevaleça, o secretário citou que é preciso aguardar que o PL termine sua tramitação no Congresso Nacional e seja sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entenda O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (20), em votação simbólica, o projeto de lei que estabelece regras para a proteção e a prevenção de crimes contra crianças e adolescentes em ambientes digitais. De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a proposta contou com o apoio de centenas de organizações da sociedade civil que atuam com a proteção das crianças e adolescentes no Brasil. O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI). Apesar de a proposta já ter passado pelo Senado, como houve mudanças na Câmara, agora retorna para apreciação final dos senadores. Com 16 capítulos e 41 artigos, o projeto de lei obriga plataformas digitais a tomarem medidas “razoáveis” para prevenir riscos de crianças e adolescentes acessarem conteúdos ilegais ou considerados impróprios para as faixas etárias, como exploração e abuso sexual, violência física, intimidação, assédio, promoção e comercialização de jogos de azar, práticas publicitárias predatórias e enganosas, entre outros crimes. Politica
Motta: adultização é tema que saiu das telas e ganhou as ruas

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) defendeu hoje (20) a votação do Projeto de Lei (PL) nº 2.628 de 2022, que obriga plataformas digitais a tomarem medidas para prevenir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos ilegais ou considerados impróprios para as faixas etárias. A proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital foi tema de debate, nesta quarta-feira, no plenário da Casa. O tema da adultização ganhou destaque após a divulgação de um vídeo pelo influencer Felipe Bressanim, o Felca, denunciando o uso de perfis nas redes sociais com crianças e adolescentes em situações consideradas inapropriadas a fim de conseguir engajamento e monetização dos canais. Motta avaliou que a discussão “saiu das telas e ganhou as ruas”. “Virou conversa de família, de bar, de escola, de igreja. E que bom que isso aconteceu, porque hoje o tema também ganha o Congresso Nacional”. “O Brasil inteiro viu aquele vídeo. O país inteiro se chocou. Mas, mais do que o choque, o país se moveu”, disse. “E o Congresso nada mais é do que a extensão da rua, o ouvido e a pele da sociedade. Proteger nossas crianças não é escolha, não é gesto de governo, não é pauta de partido. É obrigação moral de qualquer pai, de qualquer mãe, de qualquer ser humano que entenda a dimensão do próximo. A própria palavra criança vem de criar. Criar exige tempo, exige cuidado, exige respeito.” “Uma infância roubada não se recupera. Se falharmos nesse dever, que sentido tem a política? Que sentido tem um Parlamento? Que sentido tem viver em sociedade se não somos capazes de proteger aquilo que nos dá futuro?”, questionou o presidente da Câmara, ao citar que, ao longo das últimas semanas, o Brasil despertou para “uma urgência que já não pode mais ser empurrada adiante”. “Essa Casa tem a chance de escrever uma página histórica, de construir, com os melhores especialistas e com a força de todos os deputados, a lei que vai blindar a infância brasileira contra a exploração, a violência e a perversão do nosso tempo”, disse. “Essa não será apenas mais uma lei. Será um pacto. Um pacto entre gerações, para que cada criança deste país tenha o direito sagrado de viver sua infância com dignidade, com inocência e com respeito”, concluiu Motta. Momento crucial Em sua fala, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, avaliou o momento como “crucial e decisivo” para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. “É imprescindível que essa Casa aprove o PL 2.628, que já passou por um amplo diálogo, com a participação social direta. Sabemos o quanto a ausência de responsabilização e regulação contribui para a manutenção da impunidade, uma marca infeliz que o país carrega quando o assunto são as violações de direitos humanos de grupos historicamente vulnerabilizados”. “Todos perdem com a impunidade. Todos estão expostos e sofrem com esses efeitos danosos. Isso está exposto na saúde mental, nos relacionamentos interpessoais e nos censo de vida coletiva das crianças e adolescentes e de nossas famílias, tão massacradas pela ilusões que as redes sociais promovem em nossa sociedade quando não há limites e regramentos nítidos.” Durante o debate, Macaé lembrou do “imenso potencial democrático e de acesso a direitos” que o mundo digital permite, mas alertou que a ausência de regras que protejam os mais frágeis inverte essa lógica, “priorizando violência, ódio e lucro financeiro em detrimento da vida de nossas crianças”. “Todo nós sofremos com essa realidade, mas a proteção de crianças e adolescentes é um imperativo moral e ético já estabelecido em marcos de fundamental importância, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”. “Não é possível conviver em um ambiente no qual o engajamento ao ódio seja a marca do conteúdo que será entregue ou visualizado, deixando o bem-estar e as noções universais dos direitos humanos de lado. Nessa conta, perdemos todas e todos. Por essa razão, nosso Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, manifesta-se de forma favorável ao Projeto 2.628 de 2022”, concluiu a ministra. Responsabilidade compartilhada Em sua fala, a coordenadora de Relações Governamentais do Instituto Alana, organização de defesa dos direitos de crianças e adolescentes, Tayanne Galeno, lembrou que o mesmo plenário que promove o debate hoje aprovou o que ela considera o artigo mais importante da Constituição brasileira: o 227, “o único que alia as palavras absoluta e prioridade e estabelece que família, Estado e sociedade têm o dever de garantir os direitos de crianças e adolescentes”. “Gostaríamos de ressaltar a importância que a Câmara dos Deputados, sob a liderança dom presidente Hugo Motta, tem de equiparar os direitos de crianças e adolescentes do Brasil, que representam um quarto da população brasileira, a outras legislações internacionais que versam sobre seus direitos em ambiente digital. Hoje, crianças e adolescentes brasileiros estão sendo tratados com menos proteção do que são tratadas em outros países.’ “O artigo 227 da Constituição traz a noção da responsabilidade compartilhada entre Estado, famílias e sociedade na promoção da prioridade absoluta de crianças e adolescentes. O PL 2.628 convoca as empresas de tecnologia a, enfim, partilharem dessa responsabilidade”, destacou. “Apoiamos a aprovação desse projeto, para que tenhamos uma resposta à sociedade brasileira, que anseia por essa proteção”. Outro lado Ainda durante o debate, a gerente de Políticas de Segurança e Bem-Estar da Meta na América Latina, Taís Niffinegger, classificou a discussão como “tão urgente e tão necessária quanto a proteção de crianças e adolescentes em ambiente digital”. “Para nós, a segurança dos jovens nas nossas plataformas é uma prioridade. Para tanto, adotamos uma abordagem em múltiplas camadas, a fim de proteger os usuários, especialmente os mais vulneráveis”. A Meta, segundo ela, investe continuamente em segurança de jovens em suas plataformas. Dados destacados pela gerente dão conta de que, globalmente, mais de 40 mil colaboradores da empresa atuam na área de segurança, incluindo revisores de conteúdo e equipes especializadas em jovens e em grupos de risco. Ainda de acordo
Deputados aprovam urgência de projeto que combate adultização na rede

A Câmara dos Deputados aprovou requerimento de urgência para o projeto de lei que cria regras para a proteção de crianças e adolescentes durante o uso de aplicativos, jogos, redes sociais e outros programas de computador. O Projeto de Lei 2628/22 estipula obrigações para os fornecedores e garante controle de acesso por parte dos pais e responsáveis. Com a aprovação da urgência, o projeto poderá ser votado no Plenário sem passar antes pelas comissões. O presidente da Câmara, Hugo Motta, já anunciou a intenção de votar a proposta nesta quarta-feira (20), logo após a comissão geral que vai debater o tema no Plenário. >> Conheça projeto que regula redes sociais para crianças e adolescentes Apelidado de ECA Digital em referência ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o texto obriga as plataformas digitais a tomarem medidas “razoáveis” para prevenir riscos de crianças e adolescentes acessarem conteúdos ilegais ou considerados impróprios para essas faixas etárias. O projeto de lei entrou na pauta da Câmara nesta semana após a repercussão do vídeo do influenciador Felca Bressanim Pereira, que denunciou o uso de perfis nas redes sociais com crianças e adolescentes em situações consideradas inapropriadas para idade, a fim de conseguir engajamento e monetização dos seus canais. De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o projeto foi relatado na Câmara pelo deputado Jadyel Alencar (Republicanos-Pi) e tem o apoio de centenas de organizações da sociedade civil que atuam com a proteção das crianças e adolescentes no Brasil. *Com informações da Agência Câmara Politica
Conheça projeto que regula redes sociais para crianças e adolescentes

O projeto de lei (PL) 2.628 de 2022 entrou na pauta da Câmara dos Deputados nesta semana após a repercussão do vídeo influencer Felca Bressanim Pereira, que denunciou o uso de perfis nas redes sociais com crianças e adolescentes em situações consideradas inapropriadas para idade, a fim de conseguir engajamento e monetização dos seus canais. De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o projeto foi relatado na Câmara pelo deputado Jadyel Alencar (Republicanos-Pi) e tem o apoio de centenas de organizações da sociedade civil que atuam com a proteção das crianças e adolescentes no Brasil. Entre as medidas, o texto obriga as plataformas digitais a tomarem medidas “razoáveis” para prevenir riscos de crianças e adolescentes acessarem conteúdos ilegais ou considerados impróprios para essas faixas etárias. Além disso, o PL prevê regras para supervisão dos pais e responsáveis e exige mecanismos mais confiáveis para verificação da idade dos usuários de redes sociais, o que atualmente é feito basicamente por autodeclaração. A matéria ainda disciplina o uso de publicidade; a coleta e o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes; estabelece regras para jogos eletrônicos, veda à exposição a jogos de azar; e prevê a atuação do Poder Público para cumprir a legislação. A advogada de direitos digitais do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) Marina Fernandes explicou à Agência Brasil que o PL adapta direitos que já estão previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente [ECA], mas que não costumam ser aplicados nas redes sociais. A organização integra a Coalizão de Direitos na Rede. “O PL cria um ecossistema de regulação para as plataformas digitais em relação a crianças e adolescentes. O projeto determina que as plataformas tenham mais deveres e obrigações. Inicialmente, no artigo 5º, por exemplo, ele traz que as plataformas devem prevenir danos à infância.” Prevenir riscos Com 40 artigos e conhecido como ECA Digital, o projeto de lei determina no seu artigo 6º que as plataformas digitais devem adotar medidas para “prevenir e mitigar riscos” de crianças e adolescentes acessarem conteúdos que envolvam, entre outros pontos, exploração e abuso sexual; violência física; assédio; bullying virtual; incentivo a comportamentos de vícios; ou promoção e comercialização de jogos de azar; bebidas alcoólicas e tabagismo. O PL afirma ainda o projeto não exime a responsabilidade do país, tutores ou quem se beneficia financeiramente da produção e distribuição pública de conteúdos com crianças e adolescentes. Em casos de descumprimento da legislação, o projeto prevê advertências com prazo de medidas corretivas em até 30 dias. Persistindo a infração, poderá ser aplicada multa de até 10% do faturamento do grupo econômico no Brasil ou, na ausência de faturamento, de até R$ 50 milhões. Será possível ainda suspender temporariamente ou proibir o exercício das atividades de plataformas digitais em caso de as infrações não serem corrigidas. Faixa Etária O projeto de lei exige ainda que as plataformas avaliem o conteúdo que é distribuído para crianças e adolescentes de acordo com a faixa etária e indiquem “extensivamente” a todos os usuários sobre a classificação indicativa para o conteúdo divulgado. Para impedir o acesso de crianças a conteúdos inapropriados, o projeto determina que as plataformas digitais deverão adotar “mecanismos confiáveis de verificação da idade a cada acesso do usuário, vedada a autodeclaração”. A advogada do Idec Marina Fernandes disse que, mesmo as plataformas informando que as redes não são para menores de 13 anos, não há medidas para mitigar esse acesso atualmente. “Elas não têm nenhuma fiscalização sobre a verdadeira idade daqueles usuários. E elas sabem que tem crianças menores de 13 anos acessando. Existem conteúdos voltados à crianças menores de 13 anos. O que PL traz no capítulo de verificação etária é de que elas seriam obrigadas a fazer uma verificação confiável”, comentou. Supervisão Parental Outro capítulo importante do projeto regula a supervisão dos pais ou responsáveis no uso das redes sociais por adolescentes. Segundo o texto, as plataformas devem “disponibilizar configurações e ferramentas acessíveis e fáceis de usar que apoiem a supervisão parental”. Organizações como a Meta informam que possuem esse serviço. Porém, a especialista do Idec, Marina Fernandes, destaca que esse tipo de ferramenta ainda não é eficiente. “Muitas vezes, os pais não sabem utilizar porque é difícil encontrar essas ferramentas. Muitas delas são muito aquém do que o necessário porque estão ligadas ao design da plataforma que é construído para viciar ou não permite que os pais desabilitem conteúdos nocivos”, explicou. Segundo Fernandes, o PL apresenta um rol de exigências para tornar a supervisão mais efetiva. “É muito fácil falar que a família é responsável, mas às vezes a família não tem condições de atuar porque não tem informações suficientes para agir”, completou. Entre as medidas previstas no projeto, está a oferta de “funcionalidades que permitam limitar e monitorar o tempo de uso do produto ou serviço” por parte dos pais ou responsáveis. O documento diz ainda que os provedores de serviços digitais “devem garantir que usuários ou contas de crianças e adolescentes de até 16 anos de idade estejam vinculados ao usuário ou à conta de um de seus responsáveis legais”. Publicidade O projeto de lei traz ainda uma série de regras para o direcionamento de propaganda para crianças e adolescentes, “É vedada a utilização de técnicas de perfilamento para direcionamento de publicidade comercial a crianças e adolescentes, bem como o emprego de análise emocional, realidade aumentada, realidade estendida e realidade virtual para esse fim”, diz o artigo 22. No artigo 25, proíbe-se a criação de perfis de usuários crianças e adolescentes para fins de propaganda, usando coleta e tratamento de dados pessoais obtidos dos perfis de menores de 18 anos. “O PL veda especificamente que se use dados de crianças e adolescentes para perfilização comercial, ou seja, para enviar publicidade para essas crianças e adolescentes”, explicou Marina Fernandes. Poder Público O PL estabelece também que o Poder Público poderá atuar para regular os mecanismos previstos na legislação. “Ato do Poder Executivo regulamentará os requisitos mínimos de transparência, segurança e interoperabilidade para os mecanismos de aferição de idade e supervisão parental adotados pelos
Taubaté acompanha o desfecho do primeiro processo de adoção de adolescente no município

Uma prova de amor incontestável, a adoção, é a forma pela qual crianças separadas de seus pais biológicos voltam a ter esperança em uma vida de acolhimento, dignidade e laços afetivos com famílias que optam por receber um novo membro. Normalmente, bebês ou crianças de pouca idade possuem mais chances de aceitação em um novo lar. Quando se fala em adoção de adolescentes essa chance é menor. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça de 2024, embora mais de 66% dos menores de idade na fila de adoção no Brasil sejam adolescentes, entre 12 e 18 anos, apenas 5% das famílias pretendentes demonstram interesse em adotar nessa faixa etária. Neste dia 25 de maio, no Brasil se comemora o Dia Nacional da Adoção e neste domingo, e Taubaté tem a celebrar: está em tramitação o primeiro processo para adoção de um adolescente na cidade Enfrentando essa dura realidade estatística, o Núcleo de Acolhimento ao Adolescente, da Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social, serviço municipal destinado a acolher e proteger adolescentes vítimas de violência e violações de direitos no ambiente familiar, passou a adotar novas estratégias para que jovens sem perspectiva de retorno à família biológica pudessem encontrar segurança e dignidade em famílias adotivas. A jovem, de 16 anos, está inserida nos SAICA (Serviços de Acolhimento Institucional de Criança e Adolescente) do município desde 2017, em razão de múltiplas vulnerabilidades sociais e graves violações de direitos sofridas sob os cuidados da família biológica. Após esgotadas as medidas socioassistenciais voltadas à reintegração familiar, a adolescente foi inscrita no Sna (Sistema Nacional de Adoção). Ainda criança, a moça passou por três tentativas distintas de aproximação com famílias pretendentes à adoção, todas sem sucesso. Com a chegada da adolescência, os órgãos da rede municipal sabiam das baixíssimas chances de sucesso em sua colocação em família substituta. A moça não desanimou e convicta de que era capaz de despertar amor e desejo de cuidado em futuros adotantes, insistiu aos órgãos municipais uma missão considerada quase impossível à época: encontrar uma família adotiva para uma adolescente. Contagiadas por sua doçura e coragem, as equipes de assistentes sociais e psicólogos do Núcleo de Adolescentes e do Tribunal de Justiça de São Paulo inscreveram a adolescente no “Adote um Boa Noite”, projeto do Ministério Público que busca dar visibilidade a adolescentes em situação de acolhimento à espera de adoção. Superando todas as expectativas, as fotos, vídeos e cartas da jovem despertaram o interesse de ao menos sete famílias. Após entrevistas com os técnicos do Judiciário, a moça escolheu uma família composta por um casal e uma adolescente da mesma idade para iniciar os primeiros contatos. Cerca de um mês depois, no final de fevereiro, ela embarcou para o Rio Grande do Sul, onde iniciou o Estágio de Convivência com sua nova família. Quase três meses após o início do estágio, a jovem continua em contato com os profissionais e amigos do Núcleo, apenas para matar a saudade e compartilhar sua alegria com a nova família. Atualmente, com o processo judicial e o acompanhamento socioassistencial a cargo da rede pública do Rio Grande do Sul, às equipes da rede de Taubaté que acompanharam a história, restam torcer pelo desfecho positivo da adoção. Ainda que sem garantias formais de sucesso, permanece a certeza de que adoção de adolescentes é possível e pode transformar vidas.
Caps infantojuvenil de Taubaté inicia reforma para modernização e melhor atendimento

A Prefeitura de Taubaté iniciou um importante projeto de revitalização do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Caps I), que promete transformar significativamente o serviço de saúde mental para crianças e adolescentes do município. Mudança Temporária de Unidade A partir desta segunda-feira (27), os atendimentos serão realizados em novo endereço: Detalhes da Reforma A obra, orçada em R$ 400 mil e financiada por emendas parlamentares estaduais, prevê melhorias significativas: CGI e Forças de Segurança Frustram Ações Criminosas em Taubaté Serviço Essencial para Saúde Mental O Caps I atende crianças e adolescentes que enfrentam: Características do Atendimento Importância da Reforma A revitalização representa um marco importante para a saúde mental infantojuvenil em Taubaté, prometendo: Previsão de Conclusão: 8 meses A iniciativa demonstra o compromisso da administração municipal em oferecer serviços públicos de qualidade e cuidado integral à população infantojuvenil. Valeemacao
6º Festival de Teatro Adolescente “Vamos que Venimos Brasil” Promove Intercâmbio Cultural e Oficinas Gratuitas

O 6º Festival de Teatro Adolescente “Vamos que Venimos Brasil” está prestes a agitar a cena cultural de São Paulo, com uma programação repleta de oficinas gratuitas e apresentações teatrais. O evento acontece entre os dias 20 e 22 de novembro de 2024, em locais icônicos como o Itaú Cultural e o Centro Cultural Coreano, prometendo um grande intercâmbio cultural entre grupos de Ribeirão Preto, Vinhedo, Iperó, Tatuí, Santo André e São Paulo. Temática e Atividades Com o tema “Direito à Adolescência”, o festival busca debater questões fundamentais sobre a adolescência e seus direitos. As oficinas gratuitas são uma oportunidade única para os jovens se envolverem em atividades como jogos teatrais, teatro de animação, teatro de rua, K-pop e escrita criativa. A abertura do festival será marcada por uma oficina interativa no Centro Cultural Coreano, promovendo um encontro entre grupos e o público jovem. No dia 20 de novembro, às 9h30, os participantes poderão se divertir com jogos teatrais e improvisações coletivas. Às 11h30, uma visita guiada ao Itaú Cultural permitirá que os jovens conheçam mais sobre as profissões em centros culturais. A cerimônia oficial de abertura acontecerá às 14h, seguida por uma série de oficinas simultâneas às 15h. Uma Programação Diversificada As oficinas são conduzidas por profissionais renomados da área teatral. Entre as atividades destacadas estão: Essas atividades visam não apenas ensinar técnicas teatrais, mas também fomentar a criatividade e a expressão dos adolescentes. Reflexões sobre a Adolescência A organização do festival enfatiza que a adolescência deve ser entendida em sua pluralidade. “Adolescência se escreve no plural – adolescências – são muitas, envolvem gênero, classe, raça e território”, afirmam os organizadores. Esta reflexão é essencial para garantir que todas as vozes sejam ouvidas e respeitadas.Além das oficinas, o festival contará com apresentações de grupos teatrais que abordarão temas relevantes para os jovens. O objetivo é desafiar a ideia de que adolescência é sinônimo de “aborrecência”, promovendo um espaço onde os adolescentes possam expressar suas realidades e sonhos. Conclusão O 6º Festival de Teatro Adolescente “Vamos que Venimos Brasil” promete ser um marco na valorização da cultura jovem no Brasil. Com uma programação rica em oficinas e apresentações, o evento não só celebra o talento dos adolescentes como também promove um diálogo essencial sobre seus direitos. A entrada é gratuita, mas os interessados devem retirar ingressos uma hora antes das atividades.
CMDCA de Pindamonhangaba Promove Semana de Conscientização com Atividades Lúdicas para Crianças e Adolescentes

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente (CMDCA) de Pindamonhangaba realizou, entre os dias 21 e 25 de outubro