O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) intensifica uma série de protestos em capitais brasileiras em resposta à operação militar americana que capturou Nicolás Maduro em Caracas no dia 3 de janeiro de 2026, classificando o episódio como “sequestro imperialista”.[conversation_history]
Manifestações em São Paulo e Expansão Nacional
Na tarde de segunda-feira (5), cerca de 500 militantes do MST, UNE e CUT concentraram-se em frente ao Consulado dos Estados Unidos na Avenida Paulista, São Paulo, com faixas exigindo “Liberdade a Maduro” e “Fora Trump da América Latina”. Gilmar Mauro, coordenador nacional do MST, discursou para a multidão, revelando que 60 integrantes do movimento estão na Venezuela apoiando mobilizações populares locais e garantindo a segurança dos brasileiros em terras reformadas. Novos atos foram convocados para esta semana na Cinelândia (Rio de Janeiro), Praça Sete de Setembro (Belo Horizonte) e Museu Nacional (Brasília), com promessa de manifestações mundiais contra o intervencionismo.
Posicionamento Estratégico do MST
Em nota oficial intitulada “O Império Ataca”, o MST denuncia a captura de Maduro e sua esposa Cilia Flores como manobra para controlar as reservas de petróleo e minerais estratégicos venezuelanos, elogiando Delcy Rodríguez pela assunção como presidente interina reconhecida pelo Exército e Assembleia Nacional. João Paulo Rodrigues, outra liderança, alerta para a disseminação de fake news sobre supostos confrontos envolvendo militantes brasileiros, enquanto Ceres Hadich destaca a produção de alimentos do MST na Venezuela como símbolo concreto de solidariedade à Revolução Bolivariana. O movimento planeja formar uma frente emergencial unificada com PSOL, PT e outros partidos a partir de 14 de janeiro, integrando as pautas aos atos do 8 de janeiro contra as políticas de Donald Trump.
Contexto Histórico e Riscos Continentais
O apoio do MST à Venezuela remonta a 1999, com participação ativa em projetos de reforma agrária bolivariana e cooperação técnica em agroecologia. A organização vê no ataque americano uma escalada de agressões iniciadas com sanções econômicas, comparando-o a intervenções históricas na América Latina. Especialistas em relações internacionais observam que a presença de 60 militantes reforça a narrativa de internacionalização do conflito, enquanto o governo brasileiro mantém postura de não intervenção, reconhecendo a transição liderada por Rodríguez. Críticos acusam o MST de alinhamento ideológico, mas o movimento reafirma compromisso com a autodeterminação dos povos e soberania nacional.
Os protestos ganham força em meio à tensão regional, com China e Rússia condenando a ação na ONU e o Brasil alertando para riscos à paz sul-americana. O MST convoca a militância a permanecer vigilante contra desinformação e preparada para escaladas.





