Morte da policial no Brás é investigada como feminicídio (11)

Morte da policial no Brás

Morte da policial no Brás: caso de Gisele Alves Santana é investigado pela Polícia Civil como possível feminicídio após ser tratado inicialmente como suicídio.

A morte da policial no Brás, na região central de São Paulo, passou a ser investigada pela Polícia Civil como morte suspeita com possibilidade de feminicídio.

A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, na terça-feira (10).

Inicialmente a morte da policial no Brás tratado como suicídio, o caso teve o enquadramento alterado após análise preliminar da cena e depoimentos de testemunhas.

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Versão apresentada pelo tenente-coronel sobre a morte da policial no Brás

Em entrevista concedida à emissora TV Record nesta quarta-feira (11), Geraldo Leite Rosa Neto afirmou que estava no banheiro do apartamento quando ouviu um barulho.

Segundo ele, ao sair do cômodo encontrou a esposa caída na sala do imóvel.

O oficial relatou que acionou imediatamente equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Neto declarou que não tentou prestar primeiros socorros porque não dispunha de equipamentos adequados no local, apesar de possuir treinamento na corporação.

Durante a entrevista, o tenente-coronel afirmou que não se aproximou do corpo nem alterou a cena do ocorrido. Ele também negou qualquer histórico de agressões contra a esposa e disse possuir “consciência tranquila” sobre o episódio.

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Investigação passou a considerar morte suspeita

A Polícia Civil decidiu alterar o registro inicial de suicídio para morte suspeita após avaliação preliminar da ocorrência. Entre os elementos considerados estão relatos de equipes que atenderam ao chamado e observações feitas no local.

Um bombeiro que participou do atendimento afirmou ter estranhado a posição do corpo de Gisele, localizado entre o sofá e uma estante do apartamento.

Segundo o relato, havia sangue coagulado na região da cabeça da vítima, o que levantou questionamentos sobre as circunstâncias da morte.

Outro ponto que passou a ser investigado envolve a possível alteração da cena do ocorrido.

Testemunhas informaram que policiais militares teriam retornado ao apartamento dias depois para realizar limpeza no imóvel.

A Polícia Civil apura se houve interferência em possíveis vestígios que poderiam auxiliar na investigação.

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Família questiona hipótese de suicídio na morte da policial no Brás

Familiares de Gisele Alves Santana contestam a hipótese inicial de suicídio e pedem aprofundamento das investigações.

A família afirma que aguarda os resultados das análises periciais e a conclusão dos depoimentos que estão sendo coletados pelas autoridades.

O caso segue em apuração com base em diferentes elementos investigativos, incluindo laudos periciais, relatos de vizinhos do prédio e depoimentos de profissionais que participaram do atendimento da ocorrência.

Segundo a polícia, todos os dados reunidos serão analisados no inquérito que apura as circunstâncias da morte da policial.

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Oficial pediu afastamento das funções

Durante o andamento da investigação, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto solicitou afastamento de suas funções na Polícia Militar. A medida ocorre enquanto o inquérito conduzido pela Polícia Civil segue em andamento.

A Justiça determinou que o caso seja investigado sob a possibilidade de feminicídio.

Entretanto, a defesa do oficial sustenta que ele não é formalmente considerado suspeito até o momento.

As autoridades continuam reunindo informações para esclarecer o que ocorreu no apartamento do casal, localizado no bairro do Brás.

O resultado das perícias e das demais diligências deverá orientar os próximos passos do inquérito.

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