Lulinha e o XADREZ PERFEITO na CPMI do INSS -26/02

Lulinha

CPMI do INSS aprovou 87 requerimentos, incluindo sigilo bancário de Lulinha, em votação simbólica polêmica. Oposição capitalizou ausências da base e garantiu investigações sobre fraudes bilionárias no INSS.

A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Lula, em votação de 87 requerimentos que gerou confusão entre parlamentares. Liderados pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), oposicionistas leram quórum desfavorável à base governista e transformaram aparente derrota em vitória estratégica.

A sessão investigava fraudes em descontos consignados que teriam lesado aposentados em bilhões de reais. Relator deputado Alfredo Gaspar (União-AL) justificou medida para rastrear movimentações suspeitas envolvendo Lulinha e o “Careca do INSS”.

Estratégia parlamentar para quebrar sigilo bancário de Lulinha

Base governista inicialmente venceu votação nominal (18 x 12) para derrubar bloco de requerimentos. Oposição reagiu invocando Regimento Comum do Congresso (Res. nº 1/1970), que prevê votação simbólica padrão em comissões mistas com quórum reduzido.

Com apenas 14 dos 31 membros presentes fisicamente, Viana contou sete contrários em duas contagens verbais. Regimentalmente, maioria absoluta (16 votos) seria necessária para barrar propostas. Ausências da base aliada garantiram aprovação integral do pacote.

​Leia mais: Quem é o filho de Lula e onde ele chegou na política e nos negócios

filho de Lula
Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como “Lulinha”, é o caçula dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de dona Marisa Leticia.

Requerimentos aprovados em bloco

Quebra de sigilos abrange extratos bancários, declarações de IR e contratos de Lulinha (2022-2026), além de Banco Master e CredCesta. Convocações incluem ex-CEO Augusto Ferreira Lima e André Moura. Medidas ampliam apurações das operações Egrégora e Data Leak.

Contexto das suspeitas

Lulinha aparece citado em mensagens como possível destinatário de repasses mensais de R$ 300 mil via empresária Roberta Luchsinger. Ex-funcionário Edson Claro relatou “mesada para o filho do rapaz” à Polícia Federal. Antônio Carlos Camilo Antunes (“Careca do INSS”) atua como intermediário nos desvios.

Reações e contra-ataques

Paulo Pimenta (PT-RS) classificou resultado como “atentado à democracia” e protocolou pedido de nulidade à Mesa Diretora, dirigido a Davi Alcolumbre. Base alega 14 contrários ignorados e representa Viana no Conselho de Ética.

Carlos Viana negou manobra: “Contei duas vezes, segui regimento e imagens da TV Senado comprovam”. Acusou base de tentar blindar citados por proximidade familiar e afirmou foco em lesões a aposentados.

Lições táticas do embate

Oposição venceu por:

  • Observação de ausências reais vs. painel cheio
  • Conhecimento regimental da votação simbólica (Arts. 44-45 Regimento Comum)
  • Correção imediata de nominal perdida para simbólica ganha
  • Controle narrativo com contagens verbais públicas

Base errou ao subestimar simbólica e dispersar após vitória nominal inicial. Caso exemplifica dinâmica parlamentar onde quórum e regimento prevalecem sobre maiorias nominais.

Impactos investigativos

Sigilos podem revelar fluxos financeiros em consignados fraudulentos estimados em R$ 6 bilhões. Banco Master e CredCesta enfrentam escrutínio. CPMI ganha fôlego para 2026 com prazo até junho.

Viana posiciona-se como guardião da transparência em lives. Base avalia judicialização enquanto Alcolumbre decide sobre nulidade em dias.

👉 Clique aqui para seguir o canal “Vale em Ação”

👉 Veja nosso canal no You tube

Compartilhe esse post :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Últimas Notícias
Categorias

Se inscreva em nosso Newsletter

Receba notificações sobre as últimas notícias