O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com veemência ao ataque militar americano contra a Venezuela em 3 de janeiro de 2026, emitindo nota oficial que classifica a ação como “afronta gravíssima à soberania da Venezuela”. A declaração ocorre em meio à captura de Nicolás Maduro e bombardeios em Caracas, gerando crise regional.
Declaração Completa de Lula
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República”.
Após a nota, Lula convocou reunião ministerial às 10h no Palácio do Itamaraty com o chanceler Mauro Vieira para discutir contingências, incluindo migração em Roraima e impactos econômicos. Em férias no Rio, o presidente avalia retornar a Brasília para coordenar resposta diplomática via ONU e Unasul.
A condenação ecoa apelos de Delcy Rodríguez por provas de vida de Maduro e críticas de Cuba e Colômbia. No Vale do Paraíba, moradores de Pindamonhangaba e Taubaté acompanham tensões sobre petróleo e fronteiras. Brasil reforça tradição pacifista contra intervenções.





