Exército israelense teria atacado prédio onde 88 aiatolas escolhiam o novo líder supremo do Irã. Jornais relatam que todos os 88 poderiam ter morrido no ataque. Conflito no Oriente Médio se acirra.
Um ataque atribuído ao Exército israelense sobre um prédio onde 88 aiatolas estavam reunidos para escolher o novo líder supremo do Irã gerou onda de choque na região e no mundo. Reportagens de veículos internacionais e de inteligência apontam que o complexo da Assembleia dos Peritos, órgão responsável por eleger o sucedâneo de Ali Khamenei, teria sido alvo de um raio‑míssil israelense com tecnologia de seguimento de satélite e sistemas de radar sofisticado.
O que foi o alvo: Assembleia dos Peritos
A Assembleia dos Peritos é um dos órgãos mais influentes da República Islâmica do Irã, funcionalmente similar a um senado clerical, com membros designados por voto e confirmados pelo próprio Khamenei. O edifício em Qom, cidade sagrada xiita, abrigava a reunião de 88 aiatolas para a escolha do novo líder supremo após a morte de Khamenei em um ataque atribuído a Israel e EUA no dia 28 de fevereiro de 2026. Jornalistas destacam que esse corpo tem histórico de unanimidade política e decisões que refletem diretamente a direção do governo.
Análise de imagens de satélite e redes sociais sugerem que o prédio sofreu impacto direto, com colapso total de uma ala, embora agências de inteligência evitem confirmar número exato de vítimas, com exclusividade: o Iran Focus e o Steel Gate citam que todos os 88 clérigos presentes podem ter morrido, enquanto o Mossad afirmou interditar a comunicação iraniana no momento do ataque.
Teor do ataque e números de mortes
A ação israelense teria sido coordenada com os EUA, com aviões de combate e mísseis de médio alcance Kheibar, descritos por Teerã como capazes de atingir o coração do país. O strategic affairs israelense caracterizou a operação como “necessária para neutralizar a liderança niilista do Irã” após a morte de Khamenei, enquanto o Chehgardan – força de elite iraniana – denuncia um “genocídio simbólico contra a liderança islâmica”.
Reportagens de Agência Brasil EBC, Terra News e Globo ressaltam que não há registro oficial de mortos confirmados ainda, mas analistas estimam que o complexo tenha sido destruído por completo, com possibilidade de até 88 mortes, incluindo aiatolas jovens e idosos. A imprensa israelense usa o tom de “sucesso estratégico” ao descravar a escolha de um novo líder máximo, enquanto o Hezbollah ameaça retaliar com novos ataques a Israel.
Repercussão no Irã e no Oriente Médio
O presidente iraniano Massoud Pezeshkian declarou em discurso transmitido pela TV estatal que a venda de vingança a Khamenei é “um direito e dever legítimo da República Islâmica”, prometendo resposta “em tempo e local inesperados”. A Guarda Revolucionária condena o ataque como “abominável” e avisa que nenhuma confrontação será evitada. O Hezbollah já lançou novos drones e mísseis contra o norte de Israel, retribuindo a morte de Khamenei, em uma guerra que escala rapidamente no Líbano e Beirute.
Em Beirute, o Ministro da Justiça libanês ordenou prisão de responsáveis pelo lançamento de foguetes, com fontes de segurança relatando dezenas de mortos e feridos em ataques subsequentes de Israel. Jornalistas descrevem cena de caos, com fumaça intensa em bairros do sul, e a decisão de Donald Trump de reforçar presença militar no Golfo Pérsico. A Euronews destaca que o impacto militar e diplomático ainda é imprevisível, com coalizões globais divididas.
Contexto de tensão
O ataque sincronizado ocorre em um contexto de tensão crescente após a morte de Khamenei, considerada por Pezeshkian como “declaração de guerra contra os xiitas”. O ataque a um órgão que escolhe o líder supremo é visto como um ataque simbólico contra a estrutura do regime, com reflexos na coesão política e na segurança regional. Enquanto o Irã busca reajustar seu poder, EUA e Israel ampliam operações preventivas, alimentando ciclo de violência que ameaça a estabilidade do Oriente Médio.
LinkLula é vaiado em Minas durante visita às cidades atingidas por chuvas




