Primeiro Eclipse solar de 2026 ocorreu hoje (17/2), criando “Anel de Fogo” na Antártida. Fenômeno anular começou às 6h56 e terminou às 11h27, visível parcialmente no sul da América do Sul e África.
Nesta terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, aconteceu o primeiro eclipse solar do ano: um eclipse anular, conhecido pelo efeito visual “Anel de Fogo”. O fenômeno iniciou às 6h56 (horário de Brasília) sobre o extremo sul do Oceano Antártico e áreas costeiras da Antártida.
Como funciona um Eclipse solar anular
Eclipse solar ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, projetando sombra sobre regiões específicas do planeta. No eclipse anular, a órbita elíptica da Lua coloca-a mais distante da Terra no momento do alinhamento. Assim, ela parece menor no céu e não cobre completamente o Sol, deixando visível um anel brilhante de luz solar ao redor – o famoso “Anel de Fogo”.
Existem três tipos principais de eclipses solares: parcial (cobertura incompleta), total (cobertura completa do Sol) e anular. Um quarto tipo, híbrido, combina características dos três e é extremamente raro.
Cronologia completa das fases do Eclipse solar
O eclipse seguiu esta sequência de eventos:
- Início do eclipse parcial: 6h56 – sombra da Lua toca primeiro o Oceano Antártico
- Início da anularidade: 8h42 – “Anel de Fogo” surge na Antártida
- Eclipse máximo: 9h12 – momento de maior alinhamento Lua-Sol
- Fim da anularidade: 9h41 – anel desaparece
- Fim do eclipse parcial: 11h27 – sombra deixa o oeste da África
A fase anular durou cerca de 59 minutos, restrita a uma faixa de 600 km de largura na Antártida. Bases científicas como Estação Concordia registraram duração máxima de 2 minutos e 1 segundo.
Visibilidade restrita à Antártida
O “Anel de Fogo” completo só foi visível em regiões remotas da Antártida, incluindo Estação Mirny (1min52s de anularidade) e Concordia. Sol permaneceu baixo no horizonte (5° a 10° de altura), tornando condições climáticas decisivas para observação.
Eclipse parcial alcançou áreas mais amplas:
- América do Sul: Punta Arenas (Chile), Estreito de Magalhães
- Antártida: Bases Marambio e Orcadas
- África: Cidade do Cabo, Durban (África do Sul), Maputo (Moçambique)
- Outros: Botsuana, Zimbábue, Maurício, Reunião
Cerca de 176 milhões de pessoas (2% da população global) tiveram visibilidade parcial.
Por que o Brasil não viu o fenômeno
Brasil ficou fora da zona de visibilidade. Próximo eclipse anular com “Anel de Fogo” visível aqui ocorre em fevereiro de 2027, coincidindo com o Carnaval. Eclipse lunar total de 3 de março de 2026 será observável em parte do país.
Ciência por trás do “Anel de Fogo”
A órbita lunar elíptica varia distância Terra-Lua entre 363.104 km (perigeu) e 405.696 km (apogeu). No apogeu, diâmetro aparente da Lua (0,518°) fica menor que o do Sol (0,533°), impossibilitando cobertura total. Resultado: anel luminoso de 4% da superfície solar exposta.
História e raridade dos eclipses anulares
Eclipses anulares ocorrem 66 vezes por século. Três consecutivos estão previstos: 17/02/2026 (Antártida), 06/02/2027 (Atlântico-África) e 26/01/2028 (Galápagos-Espanha). Faixa de 616 km de 2026 supera 282 km do eclipse de 2027.
Nunca observe eclipse solar sem proteção adequada. Luz solar concentrada, mesmo parcialmente bloqueada, causa danos permanentes à retina em segundos.
Observação segura e transmissão ao vivo
Astrônomos recomendam óculos de eclipse (filtro ISO 12312-2) ou projeção indireta. Aplicativos especializados oferecem realidade aumentada para simulação. Transmissões ao vivo de bases antárticas permitiram acompanhamento global.
Vale do Paraíba acompanhou fenômeno remotamente. Eclipse reforça fascínio humano pela mecânica celeste precisa



