Nos últimos meses, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes vem enfrentando uma série de denúncias graves e uma forte entrega política pela sua responsabilização, incluindo pedidos concretos de impeachment. Moraes é acusado por setores da direita e de grupos políticos ligados ao movimento conservador de abusos de autoridade, censura e perseguição política, sobretudo no contexto do inquérito que tem como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores.
O ministro ganhou notoriedade por decisões controversas que levaram ao bloqueio de contas em redes sociais, remoção de conteúdos considerados contrários ao STF e processos que são tidos como politizados. Um dos principais pontos de crítica é a suposta violação da liberdade de expressão, com um ativismo judicial exacerbado, que para seus opositores só agrava a polarização no país.
Além do cenário interno, Alexandre de Moraes sofre repercussão internacional negativa. Em uma ação sem precedentes, o governo dos Estados Unidos — durante a administração de Donald Trump — o sancionou com base na Lei Global Magnitsky, que previne e pune abusos contra direitos humanos e corrupção. As sanções implicam o congelamento de bens nos EUA e restrições de vistos, medidas que refletem uma grave crise entre o STF e aliados políticos do ex-presidente americano.
Reportagens do New York Times e do Washington Post destacam que Moraes está no centro de um processo considerado por muitas uma perseguição política, especialmente contra lideranças da direita, incluindo Bolsonaro, classificado pelo governo Trump como alvo de uma “caça às bruxas judiciais”. As publicações apontam que as decisões de Moraes envolvem detenções arbitrárias e supressão de liberdades civis fundamentais, ou que têm sido duramente criticadas por defensores da pauta conservadora.
O pedido de impeachment, que ganha força na Câmara dos Deputados, é sustentado por argumentos de abusos de poder, censura institucional e violação da Constituição. Parlamentares e líderes conservadores defendem a necessidade urgente de restabelecer o equilíbrio entre os poderes, já que a atuação do ministro vem sendo vista como uma ameaça direta à democracia.
Paralelamente, é crescente o debate sobre o editorialismo judicial, especialmente quando autoridades do Judiciário ultrapassam suas competências e interferem em processos políticos. O caso de Alexandre de Moraes tornou-se símbolo de um Judiciário que, segundo crítico, atua menos como julgado imparcial e mais como agente político.
A pressão acompanha pública essa agenda, com manifestações, petições e mobilizações online pedindo o afastamento do ministro. Para a direita, esse movimento representa a luta final contra um domínio autoritário e o controle excessivo do Judiciário sobre as liberdades individuais e políticas no Brasil.