Caso morte cão Orelha SC domina debates sobre maus-tratos animais Brasil.
O incidente na Praia Brava, Florianópolis, envolveu quatro adolescentes que agrediram o cão comunitário de 10 anos no dia 4 de janeiro de 2026, causando ferimentos graves na cabeça e eutanásia no dia seguinte.
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga o caso como crime ambiental, com buscas em celulares dos suspeitos já realizadas.
Fatos do Caso Orelha
O cão Orelha, conhecido na comunidade local, foi atacado por jovens de classe média enquanto outro animal, Caramelo, escapou.
A Delegacia de Proteção Animal apura detalhes, e o episódio ganhou repercussão nacional com protestos de celebridades nas redes sociais.
Testemunhas relataram agressões violentas, o que levou à mobilização popular e debates sobre proteção animal.
Leis infringidas no Brasil
Os responsáveis violaram o artigo 32 da Lei 9.605/98, que prevê detenção de 3 meses a 1 ano e multa por maus-tratos ou morte de animais, com agravante de um terço pela letalidade.
A Lei Sansão (14.064/2020) endurece penas para cães e gatos em 2 a 5 anos de reclusão, embora direcionada principalmente a maiores de idade.
Esses dispositivos destacam a evolução legislativa contra maus-tratos animais Brasil.
Vantagens legais para jovens no ECA
Por serem menores de 18 anos, os adolescentes respondem por ato infracional via Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, Lei 8.069/90).
Medidas socioeducativas incluem orientação familiar, liberdade assistida ou internação máxima de 3 anos, com ênfase em reabilitação sem antecedentes criminais permanentes.
Essa abordagem prioriza educação sobre punição, diferentemente do regime adulto.
Comparação com EUA
Nos Estados Unidos, maus-tratos animais configuram crime estadual grave, com penas de até 20 anos em casos reincidentes no Texas ou 1-3 anos na Califórnia para adultos.
Menores vão à justiça juvenil, sujeitos a probation, terapia ou detenção, mas com possível registro criminal aos 18 anos.
O sistema enfatiza reabilitação, porém com maior rigor em estados conservadores.
Comparação com Europa
Na Europa, sanções variam: Itália impõe 6 meses a 4 anos de prisão e multas até 60 mil euros por morte animal; Grécia chega a 10 anos em abusos graves.
Para menores, prevalece justiça juvenil com terapia ou centros educativos, mas França aplica multas elevadas (até 30 mil euros) mesmo a jovens. Países da UE fortalecem proteções via diretivas comuns.
Casos emblemáticos de maus-tratos
Análise: Lições para o Brasil
O caso morte cão Orelha SC expõe lacunas na responsabilização de menores, apesar de avanços como a Lei Sansão.
Enquanto Brasil foca reeducação via ECA, EUA e Europa combinam punições mais duras com prevenção, sugerindo possível endurecimento via projetos como a possível “Lei Orelha”, que mira pais de infratores.
A indignação pública reforça a necessidade de leis mais eficazes contra maus-tratos animais Brasil, equilibrando justiça e proteção infantil.



