Bloqueio de R$ 1 bilhão grupo ligado a facções Rio DF, é o foco da Operação Eixo, que mira tráfico interestadual e lavagem de dinheiro.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão em contas bancárias e a indisponibilidade de bens de 49 alvos ligados a um grupo ligado a facções do Rio ao DF, que abastece o Distrito Federal com entorpecentes. O bloqueio de R$ 1 bilhão grupo ligado a facções Rio DF é o ponto central da Operação Eixo, deflagrada nesta sexta‑feira (10) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com apoio da Polícia Federal.
A investigação mostra uma rede organizada que combina tráfico interestadual, lavração de dinheiro e atuação em várias unidades da federação, com forte ligação entre criminosos brasilienses e membros das facções cariocas Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP).
Leia também: Furto de vírus levanta suspeita de espionagem internacional
Como funcionou o bloqueio de R$ 1 bilhão grupo ligado a facções Rio DF
Além do congelamento de valores, as medidas judiciais incluem o sequestro de imóveis, veículos de luxo, ações custodiadas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e criptoativos. O objetivo da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) é cortar a base econômica do grupo, que usava empresas de fachada e movimentações bancárias complexas para esconder o dinheiro do tráfico.
Entre as contas bloqueadas, uma única já havia movimentado mais de R$ 79 milhões em um curto período, com depósitos, saques e transferências eletrônicas padronizadas projetadas para atrapalhar o rastreamento por órgãos de controle.
Ligação entre facções do Rio e o DF no bloco financeiro
O bloqueio de R$ 1 bilhão grupo ligado a facções Rio DF evidencia elos operacionais entre criminosos do DF e membros de facções do Rio de Janeiro. A Draco identificou que três investigados do DF viajaram à comunidade da Maré, no Rio, para receber treinamento tático com fuzis, reforçando o tom de periculosidade do grupo.
A rede contava ainda com apoio logístico internacional, envolvendo dois colombianos e um venezuelano, um deles preso recentemente na Espanha após entrar em difusão vermelha da Interpol por participar de esquemas de lavagem de dinheiro associados a facções no Amazonas.
Leia também: Lula crime organizado: fala de presidente gera polêmica após erro em discurso no Planalto
Esquema de lavagem por empresas de fachada
O bloqueio de R$ 1 bilhão está ligado a um esquema financeiro sofisticado, com empresas de fachada abertas em estados como Amazonas, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Com curta duração e sem capacidade operacional real, essas firmas serviam como “frente” para receber recursos do tráfico e redistribuí‑los por meio de múltiplas contas, saques em espécie e até criptomoedas.
A Draco aponta que o grupo pulverizava os valores para evitar detecção, com padrões de transferência repetidos, compras de ativos em nome de “laranjas” e uso de criptoativos para mover parte do lucro.
Operação Eixo: prisões e mandados em várias unidades da federação
Cerca de 200 policiais participaram da Operação Eixo, com o cumprimento de 40 mandados de prisão temporária e 56 de busca e apreensão, no DF e em outras cinco unidades da federação. A Draco reforça que o bloqueio de R$ 1 bilhão grupo ligado a facções Rio DF faz parte de um esforço para enfraquecer o financiamento do tráfico interestadual, sem que as facções cariocas tenham sedes formais instaladas no Distrito Federal.
Os envolvidos respondem por tráfico de drogas interestadual, organização criminosa e lavagem de capitais, com penas que, somadas, podem chegar a até 55 anos de reclusão.
Tabela resumo do bloqueio de R$ 1 bilhão grupo ligado a facções Rio DF
| Item | Dado |
|---|
| Item | Dado |
|---|---|
| Valor bloqueado | R$ 1 bilhão |
| Tipo de medida | Bloqueio de contas e indisponibilidade de bens |
| Alvos diretamente atingidos | 49 pessoas ligadas ao grupo |
| Crimes principais | Tráfico interestadual, organização criminosa, lavagem de capitais |
| Operação | Operação Eixo (PCDF/Draco) |
| Penas possíveis | Até 55 anos cumulativas |
| Unidades federativas envolvidas | DF e mais cinco estados |
| Prisões temporárias | 40 mandados |
| Buscas e apreensões | 56 mandados |




