Audiência pública sobre autismo em Taubaté abre campanha Abril Azul e debate desafios do TEA

O encontro foi conduzido pelo vereador Diego Fonseca (PL), de quem foi a iniciativa da convocação da audiência, realizada no primeiro dia do mês da campanha Abril Azul, dedicado à conscientização sobre o tema.

Pai atípico, Diego apontou o tabu em torno do tema, além da falta de informação da sociedade sobre o assunto, o que tem levado algumas pessoas a enxergar o autista com estereótipos. 

Audiência pública sobre autismo em Taubaté

“A gente precisa discutir com a sociedade, falarmos, porque ainda o transtorno não é compreendido como deve ser compreendido, e isso se estende à família. Eu costumo dizer que tão importante quanto cuidar das crianças é cuidar de quem cuida. Isso é o primeiro passo”, ressaltou.

Mãe atípica, a advogada Francine Basseti preside a Comissão da Pessoa com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Taubaté. Ela defendeu que é preciso gerar oportunidades para promover a inclusão das pessoas com deficiência.

Audiência pública sobre autismo em Taubaté

“Quando a gente fala sobre a pessoa com deficiência a gente fala muito de educação e saúde, não que não seja importante, são pontos fundamentais, mas a gente precisa entender que é uma pessoa que vai se deparar com todo cotidiano de uma vida. A inclusão, dentro disso, a gente só faz através de oportunidade, fazendo com que essa pessoa pertença, se desenvolva, amadureça e cresça nessa realidade”, refletiu.

A psiquiatra Débora Fukuoka ressaltou como ponto essencial o cuidado com os familiares. “É uma parte muito importante que está sendo deixada de lado. Não existe esse suporte no serviço público para os familiares, o que causa um grande problema, porque, se a pessoa não está bem, como vai cuidar de alguém? Uma mãe atípica é sempre muito mais cobrada do que as outras mães, como se estivesse fazendo tudo errado, e não só na rua, também nas terapias. Não adianta o pai e mãe atípicos levarem o filho em um milhão de terapias, e eles mesmos não terem tempo para nada”, considerou.

Audiência pública sobre autismo em Taubaté

O médico Iago Fernandes relatou sua experiência como pessoa com TEA e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), ressaltou a importância do acolhimento e frisou a inclusão como dever do poder público.

“Aceitar é o começo, acolher é o que salva muitas vidas. Aceitar é tolerar a presença, acolher é construir um lugar seguro para que todos vivam. Precisamos de uma cidade que entenda que inclusão não é favor, inclusão é dever. Aceitar é muito pouco, precisamos acolher, proteger, incluir, amar e garantir que nenhuma pessoa autista precise passar pela vida pensando que precisa desaparecer para ser aceita”, disse Iago.

O secretário de saúde, Carlo Guilherme, afirmou que em 2025 foram realizados mais de 29 mil atendimentos de pessoas com TEA na rede, mas reconheceu que é preciso ampliar o atendimento no município.

Audiência pública sobre autismo em Taubaté

“Peço encarecidamente que entendam as dificuldades que nós temos no município, não apenas financeiras; a gente precisa ampliar muito, mas muito, toda linha de atendimento, apesar de termos um volume grande. Essa gestão não está de olhos fechados de forma nenhuma.”

Os vereadores Nicola Neto (Novo) e Zelinda Pastora (PRD) participaram da audiência, além de representantes do Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado (Nape) da Prefeitura,  profissionais de saúde e mães atípicas.

O vídeo está no canal da TV Câmara Taubaté no Youtube @tvctaubate.

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