Avelino Israel
Fundação Cultural Cassiano Ricardo
“Desenho é perseverança”, atesta o artista plástico Marcos Antonio Ramis, 67 anos, que a partir deste sábado (10) mostrará seus trabalhos na nova exposição temporária do Museu do Folclore Angela Savastano, batizada de Aquarelas de Reis.
A mostra reúne 13 quadros e 3 gravuras do artista, que retratam as Folias de Reis da região e seguirá aberta até 21 de fevereiro, podendo ser visitada gratuitamente de terça a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 17h.
Utilizando técnicas mistas, mas sobretudo aquarela, as imagens desenhadas e pintadas por Marcos Ramis são resultado de uma metodologia toda própria, onde a observação é o primeiro passo. Depois, ele fotografa o que deseja pintar e a partir da foto elabora esboços em grafite, para posteriormente finalizar a obra.
Inspiração
Marcos durante desenho – Foto: Divulgação
Marcos Ramis é presença marcante durante a abertura e fechamento do presépio do Museu do Folclore, quando as Folias de Reis estão sempre presentes. São nestes momentos que ele cria e desenvolve seus trabalhos, com os quais presenteia os personagens registrados em seus traços e cores.
“Esta atitude me dá uma grande satisfação pessoal e estreita os laços com a manifestação cultural que está ocorrendo. O retorno de felicidade que vejo no rosto das pessoas é indescritível, é uma aproximação singular que gera memórias e interações”, ressalta Marcos Ramis.
Segundo o artista, poder expor seus trabalhos no Museu do Folclore é uma grande emoção. “Já faz algum tempo que venho acompanhando e retratando as Folias de Reis por meio dos meus desenhos e pinturas, mas não imaginava ser convidado para expô-los no Museu do Folclore, espaço pelo qual tenho muito carinho”, afirma Marcos.
Relevância
Para a museóloga Mariana Boujadi, do Museu do Folclore, “esta exposição tem uma relevância especial, por reafirmar o valor do nosso patrimônio imaterial e por dar visibilidade a manifestações culturais que seguem vivas, graças à memória, à fé e ao envolvimento das comunidades do Vale do Paraíba”.
“E estas manifestações ganham um contorno ainda mais interessante pela visão de um artista que conheceu e se apaixonou por elas no quintal do museu. O artista está vivenciando isto de um jeito muito único e imprimindo todo esse carinho nas suas obras. A gente consegue ver rostos conhecidos ao longo das obras”, enfatiza Mariana.
Perfil
Desenhando a partir da foto – Foto: Divulgação
Marcos Ramis é natural de São Paulo e está em São José dos Campos desde 1978. Ele possui formação em Publicidade e Propaganda, mas sua verdadeira vocação e fazer residem no desenho e na ilustração.
Sua história é marcada pela forte influência do irmão e artista plástico José Maria Ramis, já falecido. Marcos define seu processo de aprendizado como pura perseverança.
Em São José dos Campos, atuou na produção de desenhos protótipos para uma indústria do município e também teve passagem pela Prefeitura. Atualmente, trabalha na área de marketing de uma unidade hospitalar.
Gestão
O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo que está instalado no Parque da Cidade desde 1997. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.
Museu do Folclore Angela Savastano
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