RiverHook Village chega a Pinda: datacenter de IA com R$ 5 bi e mais de 1.150 empregos

O prefeito Ricardo Piorino anunciou a chegada da RiverHook Village para Pindamonhangaba durante a apresentação da plataforma Investe Pinda na terça-feira (28). A empresa vai gerar mais de 1.000 empregos durante o processo de edificação, que começa em outubro deste ano, e mais de 150 vagas com o início das atividades, previsto para junho de 2028, totalizando mais de 1.150 vagas de emprego.

RiverHook Village chega a Pinda

A Riverhook Village será uma empresa de projetos de datacenter ligada à inteligência artificial. Além dos projetos de datacenter, a unidade de Pindamonhangaba também vai trabalhar com Pesquisa e Desenvolvimento utilizando recursos de P&D do próprio datacenter para projetos de inteligência artificial que poderão ser usados para diversas finalidades à disposição do Poder Público e da sociedade, como, por exemplo, questões de segurança, climas, previsão e desastres naturais, e outros.

RiverHook Village chega a Pinda

Ricardo Piorino afirmou que a RiverHook Village é primeira empresa a anunciar oficialmente a instalação às margens da Via Estrutural. “Ficamos muito felizes com este investimento, que vai para transformar o setor tecnológico do Brasil e contribuir ainda mais com o desenvolvimento de Pindamonhangaba. Nosso objetivo é trabalhar para atrairmos empresas, gerar empregos para a população, riquezas para a cidade e oportunidades de negócios. Este é o melhor momento da história de Pindamonhangaba e a RiverHook faz parte disso, com uma mega investimento de R$ 5 bilhões, que pode chegar a R$ 10 bilhões, e geração de mais de 1.150 empregos”.

RiverHook Village chega a Pinda

Primeira empresa da Via Estrutural
A RiverHook Village vai investir inicialmente mais de R$ 5 bilhões para implantar um dos maiores datacenters do Brasil, que ficará logo à direita no acesso à Via Estrutural pela SP-62, em uma área de mais de 500 mil m². A empresa conseguiu autorização do Operador Nacional do Sistema para uma carga energética extra de 150 megawatts para Pindamonhangaba, com possibilidade de expandir para 300 megawatts nos próximos anos.


Homenagem a Pindamonhangaba
De forma coincidente, o nome RiverHook Village também é homenagem a Pindamonhangaba, pois significa em tradução do inglês para o português como “local do anzol”, bem próximo ao significado do nome da cidade “Local onde se fabrica anzol”.


Economia de água e energia
Fabio Gordon relatou que “dois critérios que medem a eficiência de uma operação de DataCenter hoje são PUE e WUE, que se referem a uso eficiente de energia e água. Nosso objetivo no projeto RiverHook é certificar o nosso datacenter com os mais altos padrões de certificação e sustentabilidade”.

RiverHook Village chega a Pinda

Ele disse que a empresa vai utilizar um sistema fechado de refrigeração, para economizar água e energia elétrica. “Imagine um supercomputador processando bilhões de dados por segundo para criar uma Inteligência Artificial. Esse processo gera um calor imenso. Se usássemos o método antigo (ar-condicionado gigante), gastaríamos muita de água e energia. Diferentemente das torres de resfriamento tradicionais, que soltam vapor d’água, o sistema fechado não consome água para refrigerar, o que é um enorme ganho ambiental para a região de Pindamonhangaba”.


O sócio-fundador da RiverHook afirmou que o sistema fechado funciona como o resfriamento de um motor de carro. “No circuito hermético o líquido refrigerante corre dentro de tubos selados, passando diretamente pelos processadores para ‘roubar’ o calor. Não há desperdício porque esse líquido nunca entra em contato com o ar externo e não evapora. Ele viaja até um trocador de calor (como o radiador na frente de um carro), esfria e volta para o computador em um ciclo infinito”, completou Gordon.


O empresário vai construir uma infraestrutura que ‘respira’ de forma inteligente. “Em vez de consumir água da cidade para resfriar nossas máquinas, usamos um sistema circular de alta tecnologia que protege o meio ambiente e garante que o Brasil tenha a potência necessária para liderar a revolução da Inteligência Artificial, tudo isso respeitando os limites e a segurança do sistema elétrico nacional”.


Escolha da cidade
Fabio Gordon explicou que escolheu Pindamonhangaba por uma série de fatores. “Tem a questão estratégica da localização às margens da Dutra, entre São Paulo e Rio de Janeiro, e a proximidade com Minas Gerais. Somadas essas regiões concentram cerca de 50% do Produto Interno Bruto do Brasil. Tem a proximidade com portos e aeroportos, mão-de-obra qualificada, com diversas universidades e faculdades na região, além de ser uma cidade inteligente e de ter políticas atrativas para investidores, como o programa de incentivos para empresas”.


Ele relatou que os contatos com Pindamonhangaba começaram em agosto de 2025. “Procuramos a secretaria de Desenvolvimento Econômico, conversamos com o Martuscelli, com Piorino e entendemos como Pindamonhangaba como o local ideal para a RiverHook”.


O secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Martuscelli, destacou também outros fatores para a escolha da cidade, como volume de terras planas, polo empresarial diversificado, incentivos e transparência das ações. “Fizemos diversas reuniões com o Fábio Gordon, apresentamos a cidade, nosso indicadores, nossas leis de inventivo, e abrimos a Prefeitura para que pudessem conhecer todos nossas condições. Tudo isso culminou no sucesso para a instalação do empreendimento”, avaliou.

Veja também: Prefeitura de Pindamonhangaba se reúne com moradores do Pinhão do Una e Borba

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