Secretário demitido após inclusão da BYD na lista suja do trabalho escravo

byd na lista suja do trabalho escravo

Após inclusão da BYD na lista suja do trabalho escravo, o Governo Lula demitiu o secretário Luiz Felipe Brandão de Mello.

Liminar retirou montadora 2 dias depois, que cedeu 20 Seal elétricos (R$ 6 mi) ao STJ em comodato.

O governo federal exonerou o Luiz Felipe Brandão de Mello, secretário de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, nesta segunda-feira (13/4/2026). A portaria no Diário Oficial da União ocorre após liminar da Justiça do Trabalho remover a BYD da “Lista Suja” de empregadores flagrados com trabalho análogo ao de escravo, atualizada em 6 de abril com 613 nomes. Brandão incluiu a montadora chinesa de elétricos, que obteve retirada judicial em 8 de abril.

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BYD na lista suja do trabalho escravo – Resgate de trabalhadores em Camaçari

A inclusão da BYD na lista suja do trabalho escravo, decorreu do resgate de 220 operários chineses em dezembro de 2024, na construção da fábrica da BYD em Camaçari (BA).

Terceirizados pelas China JinJiang Construction e Tonghe Equipamentos (atual Tecmonta), os trabalhadores enfrentavam alojamentos precários (camas sem colchão, 1 banheiro/30 pessoas), retenção de passaportes e desconto de 60% dos salários — resto pago em yuan para evitar fugas.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) atribuiu responsabilidade solidária à BYD.

A lista semestral resulta de processos com ampla defesa e vigora 2 anos.

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Contratos de comodato com órgãos públicos

A BYD mantém parcerias não onerosas de veículos elétricos com instituições:

  • STJ20 BYD Seal AWD Performance (R$ 300 mil/unidade, total R$ 6 milhões), contrato de 2 anos (2025-2027), via chamamento público. Especificações: 530 cv, 0-100 km/h em 3,8 s, bateria 82,5 kWh, autonomia 372 km (Inmetro).
  • TCU: 9 Seal (até set/2026).
  • Presidência: Tan EV (renovado 2025).
  • Câmara: 1 Tan EV.

Os Seal AWD destacam-se por tração integral, 686 Nm torque e 5 estrelas em segurança.

Tabela: Cronologia BYD lista suja

DataFato Principal
Dez/2024Resgate 220 chineses em Camaçari
6/4/2026Inclusão na Lista Suja (613 empresas)
8/4/2026Liminar da Justiça do Trabalho
13/4/2026Demissão de Brandão de Mello

Histórico regulatório

O Ministério do Trabalho desobedeceu orientação do ministro Luiz Marinho para excluir a BYD na lista suja do trabalho escravo, que contestou vínculo direto (terceirizadas).

A liminar argumentou ausência de provas conclusivas. Em 2025, lista incluiu 500+ nomes; remoções judiciais são recorrentes.

Impacto comercial para a montadora

Pindamonhangaba e Guaratinguetá, polos de importação de elétricos, monitoram a reputação da BYD (líder de vendas 2025). Conflitos trabalhistas afetam cadeia de suprimentos na BR-116. Comodatos com Judiciário/Poderes alimentam debates sobre imparcialidade em fiscalizações.

Ministério classifica exoneração como “gestão administrativa”. BYD enfatiza transparência nos comodatos para “transição energética”. Brandão não se manifestou.

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