PEC 383/17 vincula 1% da RCL ao Suas gera críticas

PEC 383/17

PEC 383/17 vincula 1% da receita corrente líquida ao Suas, mas é criticada por aumentar rigidez orçamentária sem garantir qualidade dos serviços na assistência social.

Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno a PEC 383/17, que vincula 1% da receita corrente líquida (RCL) da União, estados, Distrito Federal e municípios ao Sistema Único de Assistência Social (Suas), com transição para a União e aplicação imediata para entes subnacionais. Apesar do apoio majoritário, a medida é contestada por especialistas em gestão pública, que apontam aumento da rigidez orçamentária e risco de corrupção sem melhorar a qualidade dos serviços.

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Rigidez na gestão pública com a PEC 383/17

A PEC amplia a rigidez orçamentária ao vincular 1% da RCL para o Suas, limitando recursos livres para prioridades locais, como infraestrutura e saúde emergencial. No Brasil, o excesso de amarras orçamentárias já compromete até 90% das receitas municipais, reduzindo a flexibilidade em crises.

Municípios do Vale do Paraíba enfrentam demandas em segurança e educação, mas perdem capacidade de realocar verbas. A medida acentua a desigualdade, com prefeituras pequenas impactadas por milhões retidos.

“Vinculações como essa engessam prefeituras, invertendo prioridades em crises sem garantir a qualidade dos serviços”, alertam críticos consultados.

Tabela de impactos da rigidez orçamentária

EnteRigidez orçamentária (%)Exemplo de impacto em Pinda
MunicípiosAté 90% da RCL comprometida Perda de recursos para educação e segurança
EstadosMédia elevada de amarras Dificuldade em investir em infraestrutura
UniãoTransição gradual com 1% ao Suas Menor margem para políticas urgentes

Fonte: Análises de especialistas em gestão pública, PEC 383/17 (2026).

Recursos sem qualidade garantida no Suas

A vinculação cria verbas “exclusivas” para o Suas, mas não assegura melhor execução, com foco em CRAS e CREAS. O problema brasileiro inclui execução ruim em vez de falta de funding, com falhas persistentes em saúde e educação apesar de vinculações.

Países desenvolvidos priorizam gestão responsável, sem “carimbos” constitucionais, como destacou o deputado Kim Kataguiri. Sem critérios técnicos, a PEC vira “pauta-bomba” insustentável.

Riscos de corrupção elevados

A PEC facilita desvios em convênios com entidades filantrópicas ou licitações superfaturadas, comum em áreas sociais. Operações recentes da CGU e PF revelaram fraudes em assistência social municipal, tipo Poções (BA). Saúde e assistência concentram 70% dos desvios em verbas federais para cidades.

Prefeituras pequenas veem 1% da RCL ampliado, mas sem contrapartidas de fiscalização.

Impactos fiscais locais

Para municípios pequenos, 1% da RCL (deduzidas transferências) retém investimentos livres, agravando déficits. A PEC ignora que prefeituras custeiam 70% da assistência, como destacou a deputada Laura Carneiro. Críticas de Adriana Ventura reforçam insustentabilidade sem ajustes.

Próximos passos da PEC 383/17

A PEC volta à Câmara para segundo turno e Senado, com análise de impactos fiscais. Aprovada, entra em 2027, com transição de 10 anos para a União.

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