Risco de invasão ao Brasil faz Lula alertar as Forças Armadas 10/03.

Risco de invasão ao Brasil

Com risco de invasão ao Brasil Lula defende reforço na defesa nacional e produção de armamentos de dissuasão.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o Brasil reforce sua capacidade de defesa nacional e desenvolva armamentos de dissuasão diante de possíveis ameaças de invasão militar ao país.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (9), durante a visita de Estado do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, ao Palácio do Planalto.

A fala de Lula sobre risco de invasão ao Brasil surge em meio ao aumento das tensões globais, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, e logo após a notícia de que o governo de Donald Trump planeja classificar facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, como organizações terroristas internacionais.

Essa medida poderia justificar uma eventual intervenção armada no Brasil, alertam analistas de segurança pública.

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Presidente Ramaphosa, uma coisa importante. Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui ninguém tem bomba nuclear, aqui ninguém tem bomba atômica, aqui os nossos drones são para agricultura, para fins de tecnologia e não para guerra. Então nós pensamos em defesa como dissuasão, mas eu não sei se o companheiro Ramaphosa percebe que, se a gente não se preparar na questão de defesa nacional, qualquer dia alguém invade a gente”, disse Lula ao lado do presidente sul-africano.

Parceria Brasil-África do Sul para produção de armas próprias

Lula defendeu que o Brasil, em parceria com a África do Sul, produza suas próprias armas, em detrimento das grandes indústrias bélicas internacionais. “Então, essa é uma coisa que o Brasil tem necessidade similar à necessidade da África do Sul e que, portanto, nós precisamos juntar o nosso potencial e ver o que a gente pode produzir junto, construir junto. Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas, nós poderemos produzir. O que precisa é nós nos convencermos que ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos”, pontuou o presidente.

Essa proposta ganha relevância em um contexto de crescentes preocupações com segurança regional no Brasil, onde facções criminosas como PCC e CV expandem influência, e pode impactar discussões sobre investimentos em defesa no Vale do Paraíba.

Reunião entre ministros da Defesa selará cooperação

O presidente brasileiro ainda anunciou que o ministro da Defesa, José Múcio, se reuniria com a ministra da Defesa sul-africana para discutir a questão.

“Espero que conversem bastante sobre a aproximação do Brasil e da África do Sul na questão da defesa”, afirmou Lula.

A iniciativa pode fortalecer a política externa brasileira em 2026, especialmente diante de rumores de ameaças militares externas ao Brasil.

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