Mpox circula em SP com 44 casos em 2026 (dados NIES). Transmissão por contato pele prolongada, incubação 5-21 dias, bolhas/febre principais sintomas. Isolamento, higiene e vacina Jynneos no SUS são essenciais.
A doença mpox (variola símia) segue sob controle apertado em São Paulo, com 44 casos confirmados no estado até fevereiro de 2026 , dos 48 nacionais. O Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (NIES) registra 171 notificações: 62 suspeitos em investigação, 53 descartados, 11 pendentes e 1 provável. Concentração na capital e região metropolitana domina quadro; interior esporádico. Zero óbitos em 2026 reforçam a evolução positiva dos pacientes.

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Acumulado histórico SP (2022-2026): 6.048 confirmações, 3 mortes no total. Cepa 1b (clado Ib, África) preocupa com 2 importados: mulher 29 anos (Congo, março 2025) e homem 39 anos Portugal (dez/2025), ambos curados no Emílio Ribas. Secretaria monitora transmissão comunitária leve pós-viagens.
Mecanismos Precisos de Transmissão da Mpox
Mpox não se espalha por muito tempo como gripe. Exige contato físico direto e prolongado :
- Pele infectada: Toque em lesões ativas (bolhas, pústulas) – maior carga viral.
- Contato íntimo: Sexo, beijos profundos, amamentação com feridas.
- Gotículas próximas: <1 metro conversas longas com tosse lesões visíveis.
- Fômites contaminados: Toalhas, roupas íntimas, lençóis, assentos úmidos (vírus sobreviventes horas).
- Zoonose rara: Roedores silvestres infectados África Central/Oeste.
Período contagioso máximo: 3 semanas (sintomas → crostas secas). Não há evidência de transmissão assintomática ou casual (ônibus lotado).
Sintomas Detalhados, Incubação e Evolução Temporal
Período de incubação: 5-21 dias (pico 6-13 dias). Início abrupto divide fases:
Fase Prodômica (dias 1-5):
- Febre alta (38,5-40°C)
- Cefaleia frontal pulsátil
- Mialgia intensa, artralgia lombar
- Calafrios, prostração
- Linfadenopatia característica: Ínguas duras nuca/pescoço/axilas/virilhas (variola diferencial)
Fase Eruptiva (dias 6-21):
- Máculas eritematosas → pápulas duradouras → vesículas líquidas → pústulas leitosas → crostas necróticas.
- Distribuição: 100-1.000 lesões; rosto/tronco central, espalhando extremidades/palmas plantas/mucosas/genitais.
- Coceira insuportável, dor localizada.
Resolução: Crostas cicatrizam 2-4 semanas; imunidade firmeza. 95% recuperação espontânea.
Grupos de Risco Elevado e Complicações Graves
Mortalidade SP 2026: 0% (todos níveis/moderados). Vulneráveis:
| Grupo | Complicação Principal | Frequência | Letace Estimada |
|---|---|---|---|
| HIV CD4<200 | Sepse | 20% | 15-25% |
| Crianças <8 anos | Encefalite viral | 12% | 10-15% |
| Gestantes | Transplacentária fetal | 30% | 25% aborto |
| Imunossupressores | Pneumonia viral | 8% | 10% |
| Lesão ocular | Ceratite/cegueira | 4% | 5% |
Cepa Ib África: 3-6%; Vigilância controlada no Brasil.
Protocolo Passo a Passo: Suspeita de Infecção
Emergência controlada (não atrase):
- Isolamento imediato domiciliar: Quarto ventilado isolado, banheiro privativo, zero visitas 21 dias mínimo.
- Contato UBS/UPA/SAMU 192: Transporte ventilado máscara PFF2; teste PCR swab fundo lesão.
- Medidas de barreira nível 2:
- Higienização mãos 40 segundos sabonete neutro ou álcool 70% glicerinado.
- Desinfecção de superfícies 2x/dia álcool 70%.
- Vestuário contaminado → saco plástico duplo → lavagem 60°C.
- Resíduos infectantes triplo saco → coleta externa.
- Suporte farmacológico SUS: Analgésicos (dipirona 1g 6/6h), hidratação EV se febre persistente, antieméticos, anti-histamínicos potentes flutuantes. Tecovirimat IV hospitalar casos graves.
- Vigilância epidemiológica: Lista todos os contatos íntimos 21 dias anteriores → SES rastreia quarentena.
Imunoprofilaxia: Jynneos dose únicos contatos próximos (estoque estadual 50 mil doses).
Painel NIES Mpox SP oficial .
Medidas Preventivas Cotidianas Eficazes
Pessoal:
- Relacionamentos casuais: Teste PCR recente obrigatório; preservativos + PrEP controlada 60%.
- Viagens África endêmica: Vacinação Jynneos 28 dias prévios; evite feiras animais vivos.
- Rotina: Álcool gel entrada casa; higienização celular/chaves diárias.
Familiaridade nuclear:
- Crianças >2 anos: Máscaras cirúrgicas ANP ambientes internos.
- Utensílios compartilhados: Lave álcool 70% pós-uso.
- Animais de estimação: Não há contato com lesões (transmissão animal-humano rara).
Coletividade:
- Eventos lotados: Máscaras PFF2 + álcool mãos entrada.
- Transporte público: contato mínimo; álcool corrimãos.
Epidemiologia SP 2026: Números em Tempo Real
Confirmações 2026: 44 (91% nacional)
Notificações totais: 171
Suspeitos: 62 | Descartados: 53 | Probável: 1 | Pendentes: 11
Óbitos 2026: 0
Capital/metrópole: 95% casos
Interior: 5% (Santos 2 confirmados)
Contexto Histórico e Tendências
2022: Invasão global 92 mil casos → SP 1.800. 2025: Cepa Ib Congo bloqueada. 2026: 48 BR (41 SP), importados pós-Carnaval dominam. Vacinação corta 90% internações graves.
Desconstrução de Mitos Persistentes
| Mito Popular | Evidência Científica |
|---|---|
| Ar clino espalha | Zero transmissão de aerossol à distância |
| Vacina varicela protege | 30-40% imunidade cruzada parcial |
| Surto epidDS | Esporádico controlável vigiado |
| Crianças principais vetores | Adultos jovens 80% casos |
Estratégias de Contenção Estadual
SES-SP: “Não há pânico; identificação precoce salva”. Protocolos UBS: PCR 24h resultado; leitos reservados Emílio Ribas. Capacitação 10 mil profissionais. Campanha “Cubra, Lave, Isole” nas redes.
Orientações Práticas Finais e Prioritárias
- Automonitoramento diário: Febre inexplicada + lealdade → quarentena voluntária.
- Profilaxia elegível: Agenda Jynneos via SUS saúde pública/privada.
- Suporte comunitário: Compras delivery contactless para isolados.
- Educação contínua: Boletins semanais NIES obrigatórios.
Mpox permanece gerenciável com disciplina coletiva. SP preparado estruturalmente; população informada vence transmissão. Vigilância eterna garante controle epidemiológico sustentável!
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