Wallace Alves Palhares, presidente da Acadêmicos de Niterói que homenageou Lula no Carnaval 2026, tornou-se réu por homicídio culposo após a morte de Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, prensada por um carro alegórico em 2022. A escola estreante no Grupo Especial recebeu R$ 1 milhão do governo federal, parte dos R$ 12 milhões repassados às 12 agremiações via Ministério da Cultura e Embratur.
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Raquel sofreu traumatismos múltiplos e teve uma perna amputada antes de morrer na UTI, durante a dispersão da escola Em Cima da Hora. O Ministério Público denunciou oito pessoas, incluindo Palhares — então na Liga-RJ —, por falhas graves em segurança e barreiras na área.
O governo Lula destinou R$ 12 milhões às escolas do Rio (R$ 1 milhão cada), além de aportes estaduais (R$ 2,5 milhões por escola) e municipais — Niterói deu R$ 4,4 milhões à Acadêmicos. A agremiação também recebeu verbas da prefeitura do Rio, totalizando apoio público expressivo para o desfile pró-presidente.
A denúncia foi aceita em 2023 pela 29ª Vara Criminal, reacendendo debates após o enredo sobre Lula. Palhares culpa prefeitura e órgãos locais pela falta de isolamento onde crianças circulavam; a escola destaca ações sociais financiadas pelos repasses.



