Servidora presa por desvio milionário é investigada por gastos em apostas com verba pública

Polícia civil pinda

Delegado revela esquema de pulverização de valores em contas e uso em jogos de azar com verba pública.

Uma servidora pública presa preventivamente por peculato confessou em depoimento ter usado boa parte dos recursos desviados em apostas em plataformas digitais. Ela pulverizava os valores em diversas contas bancárias, retornando o dinheiro para si mesma, esquema que permitiu à polícia refazer o caminho financeiro e identificá-la como autora principal do desvio milionário.

O delegado responsável destacou que a investigação segue em andamento para apurar possíveis envolvidos. “Ela pulverizava os valores em diversas contas, e esse dinheiro acabava retornando para ela. Foi assim que conseguimos refazer o caminho e identificá-la. Em depoimento, ela alegou que usou boa parte do dinheiro em jogos de azar, em plataformas digitais. Mas a investigação ainda está em andamento, inclusive para verificar se há outras pessoas envolvidas nesse desvio de grande quantidade.”

Detalhes do crime e pena

A prisão preventiva, sem prazo definido e renovável a cada 90 dias, foi decretada por indiciamento em peculato – crime previsto no artigo 312 do Código Penal, quando funcionário público se apropria ou desvia bens públicos em razão do cargo. A pena varia de 2 a 12 anos de reclusão, além de multa.

A operação revelou movimentações incompatíveis com o salário, incluindo transferências para sites de apostas e bens de luxo. O Ministério Público busca a recuperação dos valores e agravamento da pena, enquanto a defesa questiona a materialidade das provas.

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