Lula destinou R$ 800 mil para campanha do filme “O Agente Secreto” visando indicação ao Oscar 2026

Governo Lula destinou R$ 800 mil de verba pública via Ancine para campanha do filme “O Agente Secreto” em Hollywood, visando indicação ao Oscar 2026. Esse recurso provém do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), mecanismo federal para fomentar o cinema brasileiro. O programa fortalece a promoção internacional de produções nacionais selecionadas pela Academia Brasileira de Cinema.

Como funciona o recurso

O Programa de Apoio à Divulgação do Filme Brasileiro Candidato ao Oscar é gerido pela Ancine, com recursos do FSA oriundos de contribuições do setor audiovisual, como Condecine. Produtores cadastrados na Ancine submetem projetos via chamadas públicas ou portarias específicas; após aprovação, o valor é liberado para campanhas exclusivas junto a votantes da Academia em Hollywood. No caso recente, R$ 400 mil iniciais foram dobrados para R$ 800 mil em dezembro de 2025, via contrato com a Cinemascópio Produções.

Quem pode utilizar

Podem acessar pessoas físicas ou jurídicas cadastradas na Ancine como agentes econômicos brasileiros independentes, especialmente produtores de longas-metragens nacionais. O beneficiário principal é o filme de longa-metragem escolhido anualmente pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na categoria Melhor Filme Internacional. Empresas como Cinemascópio Produções, responsáveis por projetos aprovados, formalizam contratos diretos com a agência.

Finalidade principal

A verba visa promover o cinema brasileiro no exterior, fortalecendo sua presença no Oscar para destacar diversidade cultural e talento nacional. Especificamente, financia campanhas de divulgação junto a membros da Academy of Motion Pictures Arts and Sciences, elevando visibilidade de filmes como “O Agente Secreto”, vencedor em Cannes e Globo de Ouro. Isso alinha com investimentos maiores do governo Lula, como R$ 1,6 bilhão anunciados para audiovisual em 2024.

Contrapartidas exigidas

Projetos FSA/Ancine demandam contrapartida financeira própria ou de terceiros, depositada em conta específica e comprovada via relatórios, planilhas de pagamentos e aplicação em investimentos públicos. Inclui prestação de contas detalhada à Ancine, com execução de despesas previstas no orçamento aprovado, garantindo transparência e uso exclusivo. Para campanhas Oscar, foco em promoção direcionada, sem menção a gratuidades adicionais além de monitoramento anual pelo Comitê Gestor do FSA.

Projetos que já utilizaram

“O Agente Secreto” (2025/2026) recebeu R$ 800 mil para Oscar, além de R$ 7,5 milhões totais do FSA. Outros: “Retratos Fantasmas” (2023), “Marte Um” (2022), “Bingo: O Rei das Manhãs” (2017), “Lula, o Filho do Brasil” (2010), nenhum indicado. “Ainda Estou Aqui” (2025) venceu sem esse auxílio.

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