Michael Douglas conduz drama intimista no cinema nacional com “O Silêncio Que Habita em Nós”, previsto para 2026
O cinema independente brasileiro se prepara para receber, em 2026, uma obra marcada pela sensibilidade, pela introspecção e pela força narrativa do silêncio. “O Silêncio Que Habita em Nós” é o novo longa-metragem dirigido por Michael Douglas, que também assina o roteiro e integra o elenco protagonista do filme.
A produção é das Starman Pictures em parceria com a Memento Produções, com Rodrigo Patrício na produção executiva.
Consolidando sua trajetória autoral no audiovisual, Michael Douglas constrói uma obra que se afasta de estruturas tradicionais e aposta em uma linguagem intimista, centrada nas emoções humanas, nos conflitos internos e nas relações afetivas contemporâneas. O diretor conduz a narrativa com foco no detalhe, no silêncio e na proximidade entre câmera e personagem, criando uma experiência sensorial e emocional para o espectador.
Após o reconhecimento do curta-metragem “Capacete”, Douglas retorna ao cinema com uma proposta ainda mais madura, em que o espaço doméstico se transforma no principal campo dramático da história.
Em “O Silêncio Que Habita em Nós”, o cotidiano é retratado como território de tensão emocional, onde pequenas ações e gestos mínimos revelam conflitos profundos.
A trama acompanha Clara e Lucas, personagens vividos por Eloísa Oliveira e Michael Douglas. O casal enfrenta o desgaste provocado pela rotina, pela ausência de diálogo e pela dificuldade de escuta emocional. O filme constrói seu conflito sem grandes eventos externos, apostando em um tempo narrativo condensado e em poucos ambientes, o que intensifica a sensação de proximidade e claustrofobia emocional entre os personagens.
Na direção, Michael Douglas imprime uma estética marcada pela contenção dramática, valorizando o não dito como linguagem narrativa. O silêncio passa a ser elemento central da dramaturgia, funcionando como expressão de dor, medo, amor e frustração.
Sua condução de atores privilegia naturalismo, verdade emocional e atuações orgânicas, alinhadas à proposta realista do projeto.
Eloísa Oliveira, atriz formada pelo SENAC Pindamonhangaba, dá vida a Clara com uma interpretação sensível e contida. Fundadora do Grupo Importa de Teatro, Eloísa possui trajetória reconhecida em festivais regionais, com destaque para o FESTIPOEMA e o FESTITA, onde recebeu o prêmio de Atriz Revelação.

Sua personagem representa o desejo de comunicação e reconexão afetiva em uma relação marcada por silêncios prolongados.
Como ator e diretor, Michael Douglas interpreta Lucas, um homem atravessado pelo cansaço emocional e pela dificuldade de expressar sentimentos. O personagem simboliza conflitos contemporâneos ligados à masculinidade, vulnerabilidade e medo de exposição emocional, dialogando diretamente com a proposta conceitual do filme.
Com uma abordagem estética sóbria e realista, “O Silêncio Que Habita em Nós” evita excessos dramáticos e constrói sua força na identificação do público com situações comuns aos relacionamentos modernos.
O longa aborda temas como comunicação afetiva, amadurecimento emocional, escuta, reconciliação e os impactos do silêncio nas relações humanas.
A obra reafirma o compromisso das produtoras com o fortalecimento do cinema autoral brasileiro e posiciona Michael Douglas como um nome em ascensão na direção nacional, com uma filmografia voltada à valorização de narrativas humanas, intimistas e socialmente sensíveis.
Com estreia prevista para 2026, o filme deve circular por festivais, mostras e exibições especiais, consolidando-se como um drama contemporâneo que transforma o silêncio em linguagem e a intimidade em potência narrativa.

Michael Douglas – Ator e diretor





