Um advogado goiano ligado aos irmãos Joesley e Wesley Batista adquiriu em 2025 todas as cotas do resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), que pertencia aos irmãos e ao primo do ministro Dias Toffoli, do STF, reacendendo debates sobre imparcialidade judicial em meio a processos sensíveis envolvendo JBS e finanças sob relatoria do magistrado.
Paulo Humberto Barbosa, sócio de Renato Mauro Menezes Costa (presidente da Friboi) e Gabriel Paes Fortes (cunhado de José Batista Júnior, irmão dos Batista), comprou as cotas da Maridt (dos irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli) em fevereiro de 2025, e do primo Mario Umberto Degani em setembro, tornando-se único dono via holdings PHB e Angra Doce Investimentos. O negócio, estimado em R$ 3,5 milhões, envolveu fundo Arleen administrado pela Reag, ligada ao investigado Banco Master.
Barbosa controla 10 empresas em comércio, agro e investimentos, além de escritório que defendeu JBS em causas tributárias no TJ-GO e atua em inquérito sobre aquisições americanas dos Batista financiadas pelo BNDES. A JBS nega relações com negócios pessoais do advogado.
Toffoli, relator do inquérito Master (com Daniel Vorcaro preso por ciranda de R$ 12,2 bi), transferiu o caso ao STF em dezembro de 2025, sob sigilo, após encontrar foro privilegiado. Em 2023, suspendeu multa de R$ 10,3 bi da leniência J&F. Recentemente, pegou carona em avião de advogado do caso Master para jogo no Peru.
Defesa de Vorcaro nega irregularidades no fundo. Fortes confirma Barbosa como advogado pessoal, sem vínculo familiar ou com Toffoli




