Nova Moda ou Sinal dos Tempos? Adultos Adotam Chupetas para Aliviar Estresse e Ansiedade

Nos dias atuais, onde a ansiedade e o estresse são condicionantes constantes na rotina de muitos adultos, surgem tendências inusitadas para tentar amenizar esses homens. Uma delas é a crescente adoção do uso de chupetas — práticas acessórios de bebês — por adultos que pretendem encontrar conforto emocional e alívio para a insônia e momentos difíceis.

A moda, que teve origem na China e vem ganhando força globalmente, incluindo Estados Unidos e Brasil, tem grupos e perfis inteiros dedicados à prática nas redes sociais, especialmente no TikTok. Produtos especializados com tamanho adulto são vendidos em plataformas de negociação eletrônica a preços que variam de R$ 5 a até R$ 380, dependendo do modelo e sofisticação.

Médicos dentistas, porém, alertam para os riscos da prática contínua. O uso prolongado da chupeta pode causar alteração na mordida, movimentação dos dentes e até dor ao mastigar, além de condições climáticas limitadas à abertura da boca. “O impacto pode ser ainda mais preocupante para quem possui predisposição a disfunções na articulação temporomandibular”, explica a cirurgiã-dentista Dra. Diana Fernandes.

Mas como resistir à pressão do trabalho, da vida moderna e da cobrança incessante? Para muitos, chupar uma chupeta é uma espécie de botão mágico que aciona a nostalgia da infância e traz uma falsa sensação de segurança. Será que Freud estaria surpreso ou já previra tudo isso? Talvez ele só precise de uma chupeta, afinal.

Nas redes, a adoção da chupeta por adultos já virou meme. O venerado ator Ary Fontoura não poupou críticas em seu vídeo, chamando essa moda de “loucura” e pedindo, com bom humor, que Alexa lance um meteoro na Terra para dar um fim nessa insanidade. Comentários engraçados e ácidos pipocam: “E eu aqui tentando tirar a chupeta do meu bebê de 2 anos”, “O mundo acabou, sobramos só nós”, são alguns dos destaques.

No fim das contas, essa nova mania acaba por colocar em debate o quanto a sociedade contemporânea está disposta a aceitar comportamentos excêntricos para manter a sanidade — ou mais provavelmente a excentricidade virou uma nova sanidade. Afinal, por que seguir as normas convencionais, quando podemos todas ser eternas crianças chupando chupetas, pregando pijamas e fugindo da vida adulta? Uma coisa é certa: se essa moda continuar, o próximo passo será o uso de fraldinhas aplicadas em reuniões de trabalho.

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