Policia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em Pindamonhangaba

Notícia publicada em: 11 de fevereiro de 2021

A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira a 80ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pseudeia, um desdobramento Operação Acarajé (23ª fase da Lava Jato), realizada em 2016.

A investigação recebeu o nome de Operação Pseudeia em referência ao espírito da mentira na mitologia grega, em alusão ao sobrenome do empresário, Cláudio Mente, e ao possível emprego de expedientes falsos para justificar os recebimentos de valores no exterior, explica a Polícia Federal.

Com mais de 15 policiais cumprindo 5 mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo, sendo 3 na capital e 2 em Pindamonhangaba. A operação buscar bloquear e sequestrar, patrimônios no valores até o limite dos prejuízos identificados, de R$ 5.261.100,00.

A Operação Acarajé comprovou que um representante de estaleiro estrangeiro efetuou pagamentos ilícitos no exterior para agentes públicos e marqueteiros políticos e realizou transferências a outros indivíduos até então não identificados.

“Um desses indivíduos, que é alvo das medidas cumpridas nesta manhã, celebrou contrato de consultoria ideologicamente falso com o representante de estaleiro estrangeiro, utilizando-se, para tanto, de empresa offshore constituída em paraíso fiscal e de conta no exterior em seu nome. Com isso, foram efetuados, em 2013, pagamentos na ordem de um milhão de dólares para indivíduo até então não qualificado”, explicou a PF, em nota.

As buscas feitas na manhã de hoje buscam ainda esclarecer os motivos para outros depósitos nas contas de Cláudio Mentes e a razão para seu favorecimento a pedido do tesoureiro do PT, além de apurar a destinação dos valores internados irregularmente no Brasil com o uso de doleiros. Isso porque a suspeita é a de que o empresário tenha sido apenas um operador dos pagamentos.

O suposto esquema acabou sendo revelados pelo próprio Zwi Skornicki (representante da Keppel Fels, estaleiro contratado pela Petrobras.) em acordo de colaboração premiada firmado com o Ministério Público Federal. De acordo com a Polícia Federal, Zwi Skornicki admitiu que os pagamentos foram feitos para cobrir pedidos de propinas vindos do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

O investigado Zwi Skornicki responderá pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção, dentre outros contra o sistema financeiro nacional.