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  • 20 de agosto de 2022 02:54
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Com ajuda da Prefeitura e da Polícia, homem reencontra família

O dia 27 de maio de 2022 ficará para sempre marcado na memória e no coração da dona de casa Fabiana Santos Borges, de 41 anos. Após um ano e meio, ela reencontrou o irmão Cléber Santos Borges, de 39 anos, devido ao empenho das equipes de apoio social da Prefeitura de São José dos Campos e da Polícia Civil da cidade.

Surdo, mudo, autista e com retardo mental, ele fugiu de casa em Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo, em outubro de 2020, no auge da pandemia da covid-19.

No último dia 5 de maio, ao perceber que Borges não descia em nenhum ponto, o cobrador o encaminhou para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Novo Horizonte, na região leste.

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Os funcionários da unidade de saúde acionaram as equipes de assistentes e educadores sociais da abordagem a moradores em situação de rua da Secretaria de Apoio Social que, com a ajuda de exame de papiloscopia (digitais) feito pela Polícia Civil, conseguiram identificar Borges e descobrir sua irmã, agora morando em São Paulo.

“Faz 15 anos que o Cléber foge de casa. Ele ficava comigo três ou quatro dias e sumia, voltando depois. Em outubro de 2020, fugiu e nunca mais o vi. Mas nunca pensei que estivesse morto. Sempre tive fé e esperança de que iria reencontrá-lo”, disse Fabiana.

“Muita gente perdeu parentes na pandemia. Nós tivemos o Cléber de volta. É um dia de festa para mim, para ele e para toda nossa família. Com tanta maldade no mundo, ele encontrou pessoas com grande coração como os funcionários da Prefeitura e da Polícia Civil de São José”, completou.

A dona de casa, o marido e Borges embarcaram nesta sexta (27) em ônibus para São Paulo, onde ela pretende matriculá-lo na escola.

“Minha filha de 11 anos não conhece o tio. Será um grande presente para ela também”, afirmou Fabiana.

Vidas mudadas

A assistente social Francisca Erismar de Souza Barbosa e o titular da 3ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Homicídios de São José, Neimar Camargo Mendes, comemoraram o reencontro de Borges com a família.

“Foi um momento único na minha vida poder unir novamente esta família. É mais uma comprovação de como nosso trabalho ajuda na reconstrução de trajetórias de vida”, disse Francisca.

“Que dia gratificante. A Polícia Civil quer ampliar ainda mais a parceria com a Prefeitura e suas equipes de apoio social para que momentos como este se repitam”, afirmou o delegado.

Abordagem

A Prefeitura intensificou a abordagem social junto aos moradores em situação de rua para que eles possam ter apoio nos abrigos municipais para reconstruir suas vidas e voltar para seus lares, como aconteceu com Borges.

São 10 equipes, que atuam 24 horas por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados. O serviço é executado em conjunto com a Guarda Civil Municipal e com a Policia Militar, por meio da Atividade Delegada.

Os abrigos municipais estão preparados para acolher todos os moradores em situação de rua. Os locais estão divididos para atender os públicos: masculino (Abrigo Viva), feminino, LGBTQIA+, família e AVD (Atividade da Vida Diária), este último para pessoas idosas e com dificuldades de locomoção.

O Abrigo Viva tem um diferencial, oferecendo canil e gatil para acomodar os pets das pessoas que são acolhidas no local.

A cidade conta ainda com o serviço do CAPS AD (Centro de Atendimento Psicossocial Álcool e Drogas), que oferece todo suporte para a população em situação de rua com dependência. Também há o Sama (Serviço Ambulatorial Especializado no Tratamento da Dependência Química em Mulheres e Adolescentes).

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