Mercado prevê dólar a R$ 5,20 até o fim de 2024

Notícia publicada em: 8 de julho de 2024

Brasília – O mercado financeiro espera que o dólar termine o ano de 2024 cotado a R$ 5,20, de acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central (BC). O boletim semanal reúne a mediana das estimativas das instituições financeiras para a economia brasileira ao longo do ano e para os próximos três anos.

28/08/2018. REUTERS/Marcos Brindicci,dólar

Há quatro semanas, a previsão era de uma taxa de R$ 5,05 no fim do ano. A expectativa atual de R$ 5,20, que repete a edição do Focus divulgada na segunda-feira passada (1º), situa o valor da moeda americana abaixo do patamar atual de negociação. Na semana passada, o dólar fechou cotado a R$ 5,46. Poucos dias antes, em 2 de julho, o dólar tinha encerrado o pregão em R$ 5,66.

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O comportamento do dólar frente ao real influencia diretamente o desempenho da economia brasileira. Com o câmbio desvalorizado, ou seja, alta da moeda estrangeira, os bens importados ficam mais caros, o que pressiona a inflação. Por outro lado, favorece as exportações, pois os produtos brasileiros se tornam mais competitivos no exterior.

Quando a moeda está valorizada, produtos importados ficam mais baratos, aliviando a inflação. No entanto, pode ser prejudicial à indústria nacional, que precisa competir com produtos estrangeiros de preços mais atrativos.

O Boletim Focus também indica que as instituições financeiras esperam que 2024 e 2025 terminem com o dólar cotado a R$ 5,20.

Inflação

A previsão de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi aumentada pela nona vez consecutiva. A estimativa é que o IPCA feche 2024 em 4,02%. Na semana passada, a projeção era de 4%, e há quatro semanas, de 3,90%.

Para 2025, o Boletim Focus aponta uma elevação na projeção de 3,87% para 3,88%. Ambos os dados de 2024 e 2025 estão dentro do intervalo da meta de inflação do Banco Central, que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Atualmente, o IPCA acumulado em 12 meses é de 3,93%. A próxima divulgação, referente a junho, está prevista para quarta-feira (10).

Juros

A inflação projetada pelo Boletim Focus é um dos fatores observados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para definir a taxa básica de juros, a Selic, que serve de referência para todas as demais operações de crédito.

O Copom realiza reuniões a cada 45 dias para decidir sobre a taxa básica de juros. A última reunião ocorreu em 19 de junho. Este ano, ainda ocorrerão mais quatro encontros do órgão.

Atualmente, a Selic está em 10,5%, e o mercado acredita que se manterá nesse patamar até o fim do ano. Para 2025, a estimativa é que a Selic termine em 9,50%. Para 2026 e 2027, o Boletim Focus projeta 9%.

O nível da Selic é crucial para o desempenho da economia. Uma taxa elevada é considerada anti-inflacionária, pois encarece as operações de crédito e desestimula o consumo. No entanto, pode esfriar a economia e desestimular a geração de empregos.

Já uma taxa reduzida incentiva a obtenção de crédito e favorece o investimento, gerando emprego e renda. Contudo, esse aumento de renda pode pressionar a inflação.

PIB

Pela segunda semana consecutiva, o mercado elevou a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), que é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país. As instituições ouvidas pelo Boletim Focus acreditam que 2024 terá crescimento do PIB de 2,10%. Na semana passada, a estimativa era de 2,09%, mesmo nível de quatro semanas atrás.

Para o ano que vem, o mercado espera crescimento de 1,97%, uma projeção abaixo da semana passada (1,98%) e de quatro semanas atrás (2%).

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