Vacina da Janssen agora precisa de uma segunda dose - Vale em Ação
  • 7 de dezembro de 2021 08:19
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Vacina da Janssen agora precisa de uma segunda dose

Com a mudança nas orientações do Ministério da Saúde sobre a vacinação contra a Covid-19, as pessoas que tomaram a vacina da fabricante Janssen agora precisam tomar uma segunda dose. Os estudos científicos demonstraram que os efeitos de proteção do imunizante são mais efetivos quando aplicadas as duas doses, como as outras vacinas.

A segunda dose da vacina Janssen não é a de reforço. Quem tomou apenas uma dose da Janssen terá que ser vacinado com a segunda dose após dois meses da primeira. As pessoas devem aguardar cinco meses para tomarem uma dose com uma vacina.

É isso o que explica o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. “Hoje nós sabemos que é necessário essa proteção adicional. Então, essas pessoas tomaram a vacina da Janssen, vão tomar uma segunda dose desse mesmo imunizante. Como nós temos o quantitativo [de vacinas], não vai ser um esforço muito grande. E lá na frente, a sequência é: completou cinco meses da segunda dose, recebe a dose de reforço preferencialmente de uma vacina diferente”, afirmou.

De acordo com a fabricante da Janssen, os efeitos colaterais da vacina podem ser reações no local da aplicação como dor, vermelhidão na pele e inchaço. Além disso, podem ocorrer efeitos colaterais como dor de cabeça, sensação de muito cansaço, dores musculares, náusea, febre. No Brasil, não há registro de casos graves relacionados a essa vacina.

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Depois das duas doses da Janssen, a orientação do Ministério da Saúde de tomar a dose de reforço diferente da vacina tomada anteriormente não oferece riscos para a saúde da população, segundo a médica infectologista Ana Helena Germoglio.

“Nós não trabalhamos com riscos de vacinas diferentes, muito pelo contrário, já está provado que as vacinas com plataformas diferentes propiciam resposta imune melhor. Então não existe risco em tomar vacinas de plataformas diferentes. E quando a gente fala de plataforma, a gente quer dizer fabricantes, pois hoje em dia cada fabricante utiliza uma plataforma diferente”, destacou a médica.

Segundo o Ministério da Saúde, até o momento foram aplicadas 4.832.642 doses da vacina Janssen por todo o Brasil. Essas vacinas fazem parte das mais de 38 milhões produzidas pela farmacêutica americana e que estão encomendadas pelo Ministério da Saúde até o fim de 2021. A remessa será distribuída para estados e Distrito Federal nos próximos dias, pois as vacinas ainda estão retidas pelo Governo Federal para análise e controle de qualidade.

Por diversos estados, a estratégia de vacinação vai se adequar ao envio desse lote de vacinas pelo Ministério da Saúde. Esse é o caso do Distrito Federal, que vai condicionar a aplicação da dose de reforço às doses “que serão enviadas pelo Ministério da Saúde para esta finalidade. Até o momento, pessoas com 57 anos ou mais já podem procurar os postos para a aplicação da dose de reforço”, esclareceu a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, por meio da assessoria de comunicação.

Reforço na vacinação

Nesta segunda-feira (22), o Ministério da Saúde anunciou o envio de mais 3,5 milhões de vacinas Covid-19 para todo Brasil. Essa distribuição começou na última sexta-feira (19).

Foram enviados 2,3 milhões de doses da Pfizer, 1,1 milhão de doses da Coronavac e 136,2 mil doses da Astrazeneca, para vacinar os adolescentes de 12 à 17 anos.

Essas localidades requisitaram mais vacinas para completarem a imunização da população com primeira e segunda dose.

Dados da Covid-19

Com mais de 2.594 casos, sendo 123  de óbitos por Covid-19, segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde, somando mais de 22.019.870 milhões de brasileiros que foram infectados pelo novo coronavírus.

O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,15%. O índice médio de letalidade do País está em 2,8%.

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ    5,15%
  • SP    3,46%
  • AM    3,22%
  • PE    3,16%
  • MA    2,83%
  • PA     2,80%
  • GO    2,67%
  • AL     2,62%
  • PR    2,60%
  • CE    2,60%
  • MS    2,56%
  • MG    2,54%
  • MT    2,52%
  • RO    2,43%
  • RS    2,42%
  • PI     2,18%
  • BA    2,17%
  • SE    2,17%
  • ES    2,13%
  • PB    2,12%
  • DF    2,10%
  • AC    2,10%
  • RN    1,98%
  • TO    1,70%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,60%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

Fonte: Brasil 61

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